quarta-feira, 19 de julho de 2017

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O número de alunos tem vindo a diminuir e tem vindo a diminuir pela mais simples das razões: os portugueses e os imigrantes cá radicados em idade de procriar não fazem mais filhos. E também não se supõe que figuras como o "chefe" Costa, a actriz Catarina e o camarada Sousa sejam afrodisíacas. 
As escolas portuguesas não precisam de mais professores. Precisam, sim, de estabilidade, de boas práticas de gestão e de autoridade interna (para com os seus próprios alunos) e externa (para com as famílias dos alunos que largam as crias nas escolas como quem as arruma por umas horas).
Quem precisa de mais professores é a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), organização sindical ligada ao PCP, que tem vindo, e desde há muito, a perder associados e, com isso, dinheiro. Já não cativando os professores dos escalões superiores (a quem nada têm a oferecer), olham com ar guloso para os novos, os "contratados", de onde esperam receber a devida paga em quotizações sindicais.
E, já agora, convém não esquecer uma coisa: os encargos do Estado com professores que não são necessários nas escolas desvia recursos financeiros que podiam ser aplicados no descongelamento das carreiras de que já está há muitos anos "nos quadros". Mas com estes a Fenprof já não prospera...

Notas de prova


Cavalo Negro — Tinto 2015 Premium Vinho Regional Tejo
Touriga Nacional, Alicante Bouchet e Aragonez
Parras Wines (Alcobaça)
13,5% vol.
Muito bom.

Notas de prova


Evidência — Tinto 2015 DOC Dão
Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional
Parras Wines (Alcobaça)
12,5% vol.
Bom!

Notas de prova


Barão de Vilar — Tinto 2009 Garrafeira DOC Douro
Touriga Nacional, Touriga Franca e "castas de vinhas velhas"
Barão de Vilar (Santa Comba da Vilariça)
14% vol.
Bom!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A porcaria dos BTTs

Não têm emenda: espalham as fitas de plástico por todo o lado, fazem-se de amigos da natureza e do ambiente porque andam de bicicleta e depois deixam ficar o rasto do lixo, talvez cansados demais pelo enorme esforço que fizeram a ajudar a "salvar o planeta".

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Ler jornais já não é saber mais (25): a arte perdida dos títulos (2)


Ganda... título no abandalhado "DN"!
É tipo: "É porreiro fazer férias mais curtas e várias vezes... O quê? Não acreditam?! HÁ PROVAS CIENTÍFICAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"
E depois querem mesmo que haja gente a comprar jornais com isto?

Foto de Pedro Garcia Rosado.

Ler jornais já não é saber mais (24): "É oficial"...

Não há, pela insistência com que é usada, uma frase mais estúpida na débil imprensa nacional do que o "É oficial".
É como se quem escreve, e quem titula, precisasse de se ancorar numa qualquer declaração formal e pública para garantir que o que divulga é mesmo verdade porque, de outro modo, quem é que poderia realmente acreditar?...
Isto diz muito da falta de convicção e de credibilidade da imprensa em geral (e da falta de imaginação dos jornalistas!) que estão na origem, em grande medida, do seu evidente declínio.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A propósito das minhas notas de prova

Sou apreciador de vinho e enófilo há muitos anos e consumo vinho regularmente. Já provei e bebi muitos vinhos e, sem perder a recordação dos melhores, ainda não tinha tentado fazer uma tabela que também me permitisse manter uma memória.
Isto e o convite que me fez o meu amigo Alfredo Prado, director do portal de informação económica luso-brasileira Portugal Digital, para escrever regularmente sobre vinhos neste meio de comunicação, levaram-me a abrir neste meu blogue a secção das Notas de Prova.
Nelas figuram os vinhos de qualidade mais destacada que fui bebendo.
Nestas notas também não figuram todos os vinhos que fui provando e, em alguns casos, sem sequer os beber por não gostar deles. A classificação que introduzi é, como todas, subjectiva mas retrata a minha apreciação. Têm, depois disso, o essencial: o nome, a origem, a data, as castas, a região e a graduação. É o mínimo.
E há um pormenor fundamental: todos estes vinhos aqui mencionados são comprados por mim (ou oferecidos no âmbito familiar e das minhas amizades). Não figura aqui uma única oferta de empresas.
Isto circunscreve, naturalmente, os vinhos provados ao limite dos custos que estou disposto a suportar mas dá-me uma rigorosa independência de opinião.

domingo, 9 de julho de 2017

Desolação



Alcobaça, sábado, dez horas da noite.
No Mosteiro de Santa Maria ergue-se (e repercute-se por toda a sua nave central) a música coral de Domingos Bontempo. A fachada do mosteiro está mal iluminada e têm mais luz as suas paredes laterais, o chão de terra em redor do monumento pode ser "típico" mas não ajuda. Apesar disto, assistir a este espectáculo de entrada livre, mesmo que só por instantes, é quase sublime.
Mas, quando se voltam as costas ao mosteiro, o que se vê é deprimente.
Alcobaça pode ser uma cidade animada, talvez cheia de visitantes durante o dia, com pastelarias, restaurantes e lojas talvez a fervilharem de clientes. À noite, porém, é uma cidade quase morta. Mesmo agora, no Verão.
As esplanadas estão vazias, há restaurantes fechados, as lojas (mesmo aquelas que cativariam visitantes ocasionais) estão fechadas, a famosa pastelaria Alcoa está fechada.
Esta imagem de uma cidade desolada não é caso único. Mas o cenário imponente do mosteiro justificaria outra animação.
Poderão dizer, autoridades municipais e comerciantes, que não abrem lojas e outros espaços porque não se justifica. Mas talvez seja necessário fazer ao contrário: abrir, arriscar, insistir, perseverar. O caminho do desenvolvimento é este.