domingo, 30 de setembro de 2012

George Pelecanos x 2



Já tinha lido, há alguns anos, "Hard Revolution" e não fiquei entusiasmado com George Pelecanos.
Mas depois de ter visto algum do trabalho como argumentista que fez com David Simon em "The Wire" e em "Treme", fui ler mais dois livros seus, "Drama City" (2005) e "Right as Rain" (2001), e gostei.
O primeiro tem uma sugestiva história de redenção (e de amor pelos cães que são também as vítimas desgraçadas de idiotas e criminosos urbanos especializados em lutas de animais) e o segundo lança uma dupla de detectives particulares, Derek Strange e Terry Quinn, estando em projecto para uma longa-metragem a estrear em 2013.
Em Portugal, existe um solitário Pelecanos, "Acerto de Contas" (cujo título original não consigo identificar), lançado em 2010 pela Presença.
Fora isso, e como acontece com os maiores nomes do "thriller", está ausente das listas dos editores portugueses.

Momentos de glória


O dia de ontem, sábado, teve dois protagonistas: o obscuro dirigente do PCP que conseguiu chegar ao posto de "kommandant" da Intersindical e o obscuro economista que não conseguiu ser dirigente do PSD e que chegou ao posto de ministro informal. São um sinal significativo do estado do debate político, uma verdadeira união política de facto, uma convergência conubial em forma de assim...

sábado, 29 de setembro de 2012

Senhores BTTs, venham tirar o plástico que deixaram na paisagem!

Dezenas de fitas plásticas destas estão há mais de uma semana penduradas pela zona florestal da freguesia da Serra do Bouro (Caldas da Rainha) onde foram postas pelos garbosos BTTs, que mostram desta maneira que se estão nas tintas para o meio ambiente.
Não há nenhum que tenha uma ponta de vergonha e que venha buscar estas porcarias?!


 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Já chega, senhores presidentes das juntas!

Durante um ano, os presidentes das juntas de freguesia andaram numa revoada de demagogia e de alarmismo a protestar contra a fusão das freguesias, defendendo acerrimamente as ainda existentes como se defendessem os seus empregos, tentando fazer esquecer que tinham sido eleitos para essas funções.
Não quiseram apresentar as vantagens e as desvantagens da fusão de freguesias aos eleitores; discordando, não tiveram a ombridade de se demitirem e de entregarem as freguesias ao povo para novas eleições, tomando como coisa sua as juntas de freguesia.
Durante todo esse tempo gastaram o dinheiro dos contribuintes em reuniões comicieiras completamente estéreis.
Agora, aqui nas Caldas da Rainha, vão ter aceitar a fusão de quatro freguesias com as outras doze, segundo noticia hoje a "Gazeta das Caldas".
Na Assembleia Municipal, na terça-feira passada, houve votos "sentidos", votos de "nim" e mais uma tempestade de demagogia. Passaram quatro horas (e mais uma senhazitas de presença?) não a olharem para o futuro e para os interesses dos seus eleitores mas para os "empregos" que vão perder.
Já chega, senhores presidentes das juntas!
Comecem, sff, a ocupar-se das coisas que dizem respeito às pessoas e não dos vossos interesses!

Portanto, a água da rede pública das Caldas da Rainha não se pode beber. É isso?

A "Gazeta das Caldas" acolheu dois protestos contra os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha (um deles também abrange a EDP), perguntou à Câmara se queria pronunciar-se... e nada.
A resposta deve ser difícil.
Um dos protestos é de um leitor do Chão da Parada, que dá conta das rupturas do abastecimento de água, da coloração castanha da água que sai das torneiras, do elevado custo do consumo de água (numa factura de 56,85€, os "diversos" vão aos 41,20€!) e dos apagões da EDP.
Esta carta justifica a dúvida: os Serviços Municipalizados não conseguem, de facto, garantir a salubridade da água da rede pública.
A segunda carta, da minha autoria, é exactamente sobre isso. E a Câmara não responde, nem à "Gazeta" nem aos consumidores, como já aqui escrevi.
 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Nós pagamos-lhes para quê?!

São estes políticos que, pagos com o nosso dinheiro, passam o tempo a combater a redução do número de freguesias como se as juntas de freguesia fossem os seus empregos e que votaram o aumento brutal do preço da água.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

É seguro beber a água da rede pública de Caldas da Rainha?

Fiz esta pergunta aos Serviços Municipalizados no passado dia 30 de Agosto, depois de ver água terrosa a sair-me da torneira antes de se ter aberto mais uma ruptura na canalização do local onde moro, e ainda não tive resposta.
Se a água pudesse ser bebida em segurança já teriam respondido, não?

"Poesia Reunida", de Maria do Rosário Pedreira



A publicação de "Poesia Reunida", de Maria do Rosário Pedreira, é não apenas um relançamento de obras dispersas mas a ocasião para celebrar uma escritora e uma editora que é uma referência fundamental na literatura portuguesa, pelo que escreve como autora e observadora dos fenómenos literários no seu blogue Horas Extraordinárias mas também pela sua actividade de promoção dos autores portugueses de qualidade.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

"Clássico", não - com falta de classe

Já tive em boa conta o vinto tinto de marca Bridão da Adega Cooperativa do Cartaxo, que chegou a manter algumas características do subvalorizado "carrascão" local.
Comprei por isso o Bridão apresentado agora como "clássico", da colheita de 2009, que tem como castas de origem a Touriga Nacional (a grande casta do Dão), a Castelão (ou Periquita, da metade sul do país), a Tinta Roriz (uma das grandes castas do Douro) e a Trincadeira, normalmente residual.
Mas quando o fui provar já não gostei.
O resultado da mistura é mau. Deparei-me com uma espécie de tinto xaroposo, adocicado (mais próprio da casta Cabernet Sauvignon), incaracterístico ou seja: de gosto "à la mode".
Este Bridão não é "clássico", tem é falta de classe!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Em louvor de "Boardwalk Empire" em tempo de prémios Emmy

Comecei a ver "Segurança Nacional" ("Homeland"), como faço com tantas séries, e desisti. Não gostei, a história soube-me a "déja vu" ("O Candidato da Manchúria" nas suas versões de 1962 e de 2004) e passei à frente. Tecnicamente é interessante e Claire Danes tem uma presença simpática mas falta qualquer coisa.
O mesmo aconteceu com "Os Borgia". Prezo muito o actor Jeremy Irons e o realizador Neil Jordan ("Jogo de Lágrimas" e "A Companhia dos Lobos", nos seus melhores tempos) mas o resto é frágil. Depois da contratação de Irons pouco deve ter sobrado para conseguir outros actores de renome e o conjunto (por mais violência e sexo que se amontoem e apesar do genérico ser interessante) não tem qualquer interesse.
"Segurança Nacional" ganhou os "Emmy" e há quem recomende "Os Borgia" (com uma convicção semelhante à que levou o "Expresso" a recomendar a série televisiva de Steven Seagall, que já perdeu toda a graça que chegou a ter no início da sua carreira). 
Mas eu, tendo acabado de ver a segunda temporada de "Boardwalk Empire" (a produção da HBO a que Martin Scorsese se associou e onde Steve Buscemi constrói de modo admirável uma personagem extraordinária), uma série bem escrita, melhor filmada e com um grau de ousadia a todos os títulos (incluindo o incesto) que é quase inédito em televisão, não consigo perceber o destaque que essas séries têm e quais os motivos que levam a ignorar "Boardwalk Empire". Para lá dos muitos méritos próprios que tem, está para a televisão dos nossos dias como "O Padrinho" (os dois primeiros filmes) esteve para o cinema dos anos setenta. 
Steve Buscemi


Ler no comboio

Uma reportagem interessante do "Público": Há cada vez mais livros a viajar nos transportes públicos.
O aumento dos passageiros nos comboios (talvez de um novo tipo de passageiros, que antes utilizavam carro próprio) e a diminuição da oferta dos jornais gratuitos (que podem ter criado alguns hábitos de leitura) são dois elementos a ter em conta. Haverá aqui uma janela de oportunidade para os livros de bolso na sua versão anglo-saxónica? Talvez as editoras devessem olhar com alguma atenção para este pormenor.
 
 

domingo, 23 de setembro de 2012

Beatriz Pacheco Pereira gostou de "Triângulo"

Beatriz Pacheco Pereira, escritora e artista plástica (e criadora, com Mário Dorminsky, do Festival Internacional de Cinema do Porto/Fantasporto) gostou de "Triângulo" e escreveu-o no Facebook:

Acabei de ler "Triângulo" de Pedro Garcia Rosado. Mais do que uma história de um primeiro-ministro assassino, o livro é muito actual já que olha para as ramificações da pedofilia no mundo político português, para os jogos de poder, as conivências ilícitas, as ligações à prostituição. Mas o que interessa mais ainda é que é um relato apaixonante, dos que se lêem de uma ponta à outra, como um bom filme. Este romance, que é também uma história de amor, é o terceiro da série Não Matarás, criada pela Asa especificamente para o autor. O que no meio editorial português, é notável e já diz muito da sua qualidade. Espero o livro seguinte, claro. Parabéns, PGR!    

O abandono da Foz do Arelho



Até Março deste ano, havia aqui uma via de acesso a um miradouro natural de onde se podiam ver, em dias claros, o porto de Peniche, uma parte da Lagoa de Óbidos, a praia da Foz do Arelho, o azul do Oceano Atlântico e as Berlengas.
Umas obras aparentemente desastradas lançadas pelas Câmara Muncipal de Caldas da Rainha e que começaram com todo o aspecto de serem clandestinas bloquearam o acesso. E depois um imbróglio jurídico, que devia ter sido acautelado (e o presidente da Câmara não é jurista?!), bloqueou as obras. Seis meses depois, esta zona está assim, parada no tempo, ao mais completo abandono.
É como a praia da Foz do Arelho, desprezada pelos poderes públicos e por essa entidade misteriosa que é o Turismo do Oeste (que talvez já olhasse para a Foz do Arelho se a pudesse encher de tasquinhas), sem estacionamento, sem qualquer tipo de promoção, votada ao abandono pelos senhoritos locais que desconhecem o interior do concelho de Caldas da Rainha e todas as suas potencialidades.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A praga dos BTT


 
Estes ciclistas podem ser muito ecológicos, muito desportivos, muito politicamente correctos mas depois vê-se o que fazem e como fazem, desde as porcarias que ficam para trás - como as fitas de plástico que deixaram há vários dias na zona florestal da Serra do Bouro, em Caldas da Rainha - ao modo como se impõem aos cachos nas estradas, lado a lado, afrontando os automóveis e insultando os condutores que se vêem obrigados a desviar-se para não lhes tocarem, numa postura arrogante de quem se julga dono do mundo.
São como gafanhotos invertidos: em vez de levarem consigo a vegetação, deixam o plástico e outras porcarias.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Uma conversa com Margarida Rodrigues nas suas Tertúlias à Lareira


Perguntas ao autor e respostas no blogue Tertúlias à Lareira, com Margarida Rodrigues. Um excerto:

Foi jornalista. De que modo isso o incentivou para a escrita dos seus próprios livros?

Ajudou-me a ter disciplina de escrita, a utilizar melhor a língua portuguesa e a conhecer mais aprofundadamente a realidade nacional. Estes três elementos foram essenciais para começar, e continuar, a escrever romances.

Para terminar, deixe uma mensagem para os nossos leitores.

Leiam livros “policiais”, leiam “thrillers”.

O “thriller” é um dos géneros ficcionais que melhor permite abordar praticamente todos os problemas sociais, e até políticos e culturais, e – quando tem qualidade – é um entretenimento magnífico que nunca se abstrai da nossa vida de todos os dias.

Leiam os meus livros mas procurem ler também, em português ou (se puderem) em inglês, obras de Ruth Rendell, John Le Carré, Lee Child, Carl Hiaasen, Karin Slaughter, James Ellroy, Harlan Coben e Peter Robinson.

Vejam as boas séries televisivas, em DVD ou (o que é bastante mais difícil) na próprio televisão, como “The Wire”, “Forbrydelsen/The Killing”, “Os Sopranos”, “Boardwalk Empire”, “Damages”, “NCIS”, “The Good Wife”, “Game of Thrones” e até “Mad Men”.

Vão ao cinema. Ou vejam-no em casa, sem preconceitos. E sintam-se com o direito de gostar e de não gostar.

Uma análise alternativa de "Triângulo" por Beja Santos

Beja Santos escreve sobre "Triângulo" em Vidas Alternativas. Eis um excerto:

(...) O thriller “Triângulo” mete perseguições, sentimentos recalcados, vinganças medonhas, a mais tenebrosa rede de pedofilia e prostituição e os bastidores de um partido onde dirigentes de cúpula preparam a queda do sanguinolento Garrido. Reconhece-se que a trama está habilmente montada, são episódios curtos, incisivos, viaja-se muito bem da Serra da Estrela até à Lagoa de Óbidos, as figuras gozam da necessária plausibilidade para manter o leitor curioso e ativo a folhar as páginas. Mas não há bela sem senão, Pedro Garcia Rosado excede-se com o perfil do Primeiro-Ministro psicopata, temos para ali suicídios a mais, uma Medusa que domina metade do país e muitos sinais de fumo de corrupção na Polícia Judiciária. Por vezes o excesso torna-se caricatural e tira convicção ao entretenimento. A obra está bem urdida, mas o autor deitou-se a perder com os excessos que diminuem consideravelmente o prazer do entretenimento. Não se pode enganar o leitor misturando thrilher com serial-killer e a apologia de uma classe política profundamente corrupta. Defrauda-se o leitor e perdem-se convicções sobre as qualidades que têm o romance negro. Pedro Garcia Rosado que se acautele.


Perigo na estrada (1): a Isotex

Ainda não eram 15 horas. Pela estrada da Tornada fora seguia uma camioneta de caixa aberta pertencente à empresa Isotex, SA, a ziguezaguear a uma velocidade que oscilava entre os 80 e os 90 quilómetros/hora, com o condutor de braço pendurado da janela. Tinha a matrícula 13-EH-68.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Negócios da China, o HiSense, a falta de senso e o bom senso

Comprei um televisor HiSense, de origem chinesa, que me foi apresentado como uma boa compra na Rádio Popular de Caldas da Rainha. Disseram-me que a assistência, dada a dimensão do objecto, seria em casa e comprei.
O televisor funcionou bem... e depois começou a uivar. Sim, a uivar, quando estava ligado.
Na Rádio Popular disseram-me que o problema requeria a actualização do "software" e que seria a empresa importadora (com o sugestivo nome de Asgaard) a fazê-lo. E a empresa quis fazê-lo, mas de outra maneira: que enviasse eu o televisor por uma transportadora, para o seu «laboratório» na zona de Lisboa. E eu que ficasse à espera.
Recusei-me e inventariei em contacto com a Rádio Popular, onde me pareceram tão surpreendidos como eu, as várias formas que estavam à minha disposição para reclamar. Até porque a própria Asgaard se tinha comprometido perante a Rádio Popular (e havia um fax a prová-lo) a fazer as reparações ao domicílio.
Perante a minha posição de força, a Rádio Popular demonstrou ter bom senso e em dois dias resolveu o problema: pôs-me cá outro televisor, da sua marca própria, e enviou o outro para a Asgaard. Quando a questão dos uivos ficou resolvida, o meu televisor veio para a Rádio Popular, que depois veio devolver-mo e levar o seu.
Três conclusões:
(a) a Asgaard (nem os deuses lhes iluminaram a razão, talvez por estes comerciantes terem ido abusivamente buscar o nome do reino nórdico para a empresa) não teve senso para perceber que pode fazer um negócio da China na revenda de produtos chineses mas que o facto de não estar à altura da assistência os pode vir a prejudicar;
(b) o instrumento da reclamação em situações de potencial conflito de consumoé útil;
(c) a Rádio Popular demonstrou ter bom senso e boa vontade.
E o HiSense? Pois, não é mau. Funciona melhor em NTSC do que em PAL. O preço é razoável. O problema é se tiver uma avaria. Por isso... comprar outra coisa da mesma marca com a mesma empresa a representá-la? Não me parece...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A água pública de Caldas da Rainha pode-se beber?

No passado dia 28 de Agosto, a água que me saía das torneiras (vendida pelos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha a um preço estupidamente exorbitante) começou a ficar com cor terrosa ao princípio da tarde.
Por volta das 16h30 deixou de correr. Havia mais uma ruptura (vinte dias depois, a ruptura foi tapada mas o que ficou é uma espécie de fosso de terra e areia, um 24.º remendo em mil metros de alcatrão).
Se antes de a canalização rebentar, o que é frequente, a água começa a aparecer suja, e sendo natural que a ruptura não ocorra de repente mas gradualmente, a explicação óbvia é que entram nos canos toda a espécie de elementos existentes nos solos, incluindo os produtos de dejectos diversos.
Perguntei, por carta registada com aviso de recepção, ao presidente dos Serviços Municipalizados (que, se não erro, é o presidente da câmara, Fernando Costa) se a salubridade da água vendida na rede pública estava garantida. Vinte dias depois ainda não tive resposta.

"Os 100 Grandes Erros da História", de Bill Fawcett

"Os 100 Grandes Erros da História", de Bill Fawcett (ed. Clube do Autor), é um livro divertido. E ilustrativo.
O autor examina cem circunstâncias históricas que ficaram marcadas por decisões erradas, equívocos, disparates e, pura e simplesmente, asneiras. E depois aplica-lhes uma hipótese de trabalho: talvez o rumo da História tivesse sido diferente se o erro não tivesse existido.
"Os 100 Grandes Erros da História" é também uma obra sugestiva, que talvez devesse ser de consulta obrigatória no estudo da História porque a História não pode ser convenientemente entendida se ficar limitada aos cânones oficiais e certos factos históricos... bem, não foram tão inteligentes como isso.
A dimensão desta obra adquire também uma outra relevância quando vista pelo índice, dividido por épocas históricas, que a editora portuguesa acrescentou à edição original.
A tradução foi minha.

domingo, 16 de setembro de 2012

Coincidências

Na via panorâmica do concelho de Caldas da Rainha conhecida por Estrada Atlântica, que liga a Lagoa de Óbidos e a Foz do Arelho à baía de São Martinho do Porto, estão a nascer quatro mansões com uma vista privilegiada para o Oceano Atlântico, paredes-meias com a zona que talvez fosse "protegida" e onde foi aberta uma excepção para um empreendimento turístico megalómano.



Estas quatro mansões, junto ao talefe existente no local e a um café há muito fechado, aparecem no último ano dos mandatos do presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro (freguesia onde se erguem estas construções), que não podem voltar a candidatar-se aos mesmos cargos em 2013.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Maria do Rosário Pedreira destaca "Triângulo"

Maria do Rosário Pedreira no seu blogue Horas Extraordinárias sobre "Triângulo":

Pedro Garcia Rosado é dos poucos autores portugueses de thrillers e, além de alguns livros independentes, começou há três anos uma série intitulada «Não Matarás», de que acaba de sair o terceiro título: Triângulo. Retomando as investigações do inspector da Judiciária Joel Franco sobre uma misteriosa morte a que assistiu na infância e nunca foi resolvida, vai precisar de ir a três sítios e falar com três pessoas, até porque um triângulo é composto de três lados (embora nem sempre tão perigosos). As fotografias e os documentos levá-lo-ão por caminhos insondáveis, e desta feita a coisa vai ser violenta e mexer com a memória e o futuro do herói, embora os cães da Serra lhe vão dar uma boa ajuda. A procura da verdade e a missão de castigar os culpados hão-de trazer-lhe, porém, ossos bem duros de roer e mortes de que não será fácil recuperar. Um belo livro para amantes do género.

A ordem natural das coisas

Se o actual governo caísse e houvesse eleições - o que é um mecanismo natural da democracia -, seria natural só termos outra vez governo em Fevereiro.
Não haveria Orçamento de Estado para 2013 antes do próximo ano, o que daria um péssimo sinal às entidades internacionais.
O sexto exame regular da "Troika", em Novembro, seria um problema e a prestação seguinte do empréstimo internacional ficaria em dúvida.
Poderia não haver dinheiro para salários, pensões e obrigações sociais do Estado.
O PS de António José Seguro ganharia possivelmente as eleições. Saber quem mandaria nele (se Seguro, Costa, Soares ou Sócrates por interpostas pessoas) seria, no entanto, um problema.
Depois de alguns meses de "estado de graça" (utilizando o dinheiro que ainda houvesse, se houvesse dinheiro...), o governo do PS voltaria a negociar com a "Troika" a continuação do "programa de ajuda".
O "ajustamento" seria prolongado, arrastando mais uma austeridade talvez mais enfeitada (e aceitável por ser de um partido "de esquerda"). Os juros voltariam a subir. A contestação voltaria à rua.
Poderia haver novamente eleições legislativas (antecipadas) em 2016.
A vitória poderia sorrir a um PSD eventualmente capitaneado por Durão Barroso.
Seria difícil, numa sequência destas, que o país pudesse ganhar alguma estabilidade antes de 2018.
Talvez nessa altura a economia começasse finalmente a recuperar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Uma questão que também é moral

Será moralmente correcto haver nas escolas públicas professores que não têm trabalho docente enquanto outros acumulam trabalho docente no sector público com segundos empregos remunerados no sector privado?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Maria Barroso

O "Sol" tem estado a publicar em vários volumes uma colecção com as memórias de Maria Barroso e as suas cartas ao marido, Mário Soares, nos seus anos de exílio, que são um documento histórico (e político) e também pessoal muito interessante.
Maria Barroso, que foi actriz e dirigiu quase sozinha o Colégio Moderno, foi de certa forma eclipsada por Mário Soares depois do 25 de Abril quando o então secretário-geral do PS iniciou a sua caminhada para o poder. Passou depois à categoria de "primeira dama" e manteve essa posição à sombra do ex-primeiro-ministro e ex-Presidente da República.
Mas talvez devesse ter tido um papel mais activo na vida política nacional. As cartas, dirigidas ao marido exilado entre 1961 e 1974, revelam uma mulher de espírito forte, inconformista, crescentemente magoada pelo afastamento e consciente - e como o mostram as cartas... - de que, mesmo à distância, servia de apoio a Mário Soares. Já não lhe descascando as laranjas mas tratando-lhe de tudo o que podia tratar em Lisboa, incluindo roupas e outras coisas bem mais mundanas.
Estas cartas assumem um outro significado quando se repara como há segmentos omitidos e ficaram públicos outros de tom bastante crítico, que visam também personalidades públicas e o próprio filho, João, por exemplo. Aliás, as passagens sobre João Soares talvez ajudem a perceber por que motivo o filho de Mário Soares não conseguiu chegar aos lugares cimeiros onde o pai chegou.
O seu conteúdo, ou o facto de serem uma edição do mal-amado "Sol", pode, aliás, justificar o silêncio que rodeia esta iniciativa editorial.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Remoinho

Causa-me cada vez maior estupefacção o remoinho de gritaria e de protestos que corresponde mais a notícias pouco rigorosas e a um clima de augúrios aterrorizadores, que depois não se confirmam, do que a uma análise concreta e independente da realidade e que arrasta, do mesmo modo, os néscios, os inteligentes, os bem intencionados, os bem aventurados, os sectários, os que fecharam os olhos aos desvarios de pré-bancarrota do anterior governo e os que já se esqueceram. Mas cada sabe de si, não é o que se diz? 

A Muda Magazine gostou de "Triângulo"

Uma opinião de Bruno Chainho sobre "Triângulo" na revista cultural on line Muda Magazine, que se aqui se reproduz na íntegra:

Com Agosto chega o mais recente livro de Pedro Garcia Rosado. Depois de "A Cidade do Medo" e "Vermelho da Cor do Sangue", chega às lojas "Triângulo", o terceiro livro da colecção "Não Matarás".
Num país onde os policiais estão na moda, muito por culpa da trilogia "Millennium", e onde os autores estrangeiros são consumidos com regularidade, é bom perceber, e alertar os leitores, que em Portugal há quem o faça com muita qualidade.
"Triângulo" é um livro com menos acção do que os seus antecessores mas onde o enredo e o suspense estão num nível soberbo, de tal forma que a leitura do mesmo é feita de forma intensa, tal é a curiosidade de saber o que está na página seguinte, tudo isto devido à forma inteligente como está estruturado.
No centro da história temos Joel Franco, um inspector da Polícia Judiciária, que procura os assassinos de um amigo de infância mas que se vê envolvido num mundo onde a política, a corrupção e o crime andam de mãos dadas e onde nem todos são o que aparentam ser.
Por fim, ficamos com a sensação de que um livro por ano é pouco para um escritor que nos traz qualidade, qualidade essa que devoramos em dias e que nos sabe a pouco.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lixo na Foz do Arelho: uma resposta esclarecedora

Referimo-nos aqui à porcaria com que um nosso vizinho se deparou na Foz do Arelho, que levantava fundadas dúvidas sobre a validade da existência da Bandeira Azul no local.
Hoje, chegou um e-mail de Catarina Martins, coordenadora da Associação Bandeira Azul da Europa, informando-me de que "todas as entidades locais responsáveis foram alertadas para o lixo patente nas imagens enviadas e, apesar de não se encontrar numa área concessionada, foi feita sensibilização para que possa existir mais controlo e educação ambiental nestas áreas, tornando assim toda a extensão de areal mais limpo".
Fica o esclarecimento, que agradeço, com uma nota adicional: já que as entidades locais, nomeadamente a Câmara Municipal, voltam as costas a estes assuntos, ainda bem que a Associação Bandeira Azul está atenta.

Interpartners Assistance: envie os documentos... que já enviou

Como já aqui contei, a minha experiência dos serviços de uma empresa chamada Interpartners Assistance (que trabalha, pelo menos, para as seguradoras Axa e Ocidental) é péssima.
Já quiseram meter-me na apólice de uma seguradora quando eu tinha a apólice noutra; já insistiram no envio do relatório de um exame clínico que nunca foi pedido, pago ou feito, em nome de um enigmático departamento veterínário mas subscrevendo a asneira (da qual acabaram por pedir desculpa).
Mais recentemente, novo episódio: para um reembolso que exigiu reclamações diversas, pediram os originais das facturas... que eu já tinha enviado à Ocidental, em mão, através de um balcão do Millenniumbcp. E que já não estavam, obviamente, em meu poder. Até pode ser que os documentos se tivessem extraviado no banco ou na seguradora... mas o certo é que cópia tinham.
A próxima trapalhada será o quê? Vão insistir que o meu seguro é de um gato quando é de um cão?
O mundo dos seguros está cheio de surpresas...

domingo, 9 de setembro de 2012

As Leituras do Corvo gostou de "Triângulo"

Carla Ribeiro, autora do blogue As Leituras do Corvo, gostou de "Triângulo". A sua opinião (publicada aqui) reproduz-se na íntegra:


Joel Franco entrou para a Polícia Judiciária como forma de assimilar (e talvez de vingar) a morte de um amigo de infância. E agora tem algumas pistas para seguir. A sua investigação leva-o a Viseu e aos homens que estavam por perto quando o cadáver foi encontrado. Mas o que poderá Joel fazer é algo que nem ele mesmo sabe, pois o crime, se crime foi, prescreveu há muito tempo. Ainda assim, precisa de respostas. Entretanto, na capital, um cadáver é encontrado e homens poderosos conspiram para depor um chefe de governo que, por múltiplas razões, deixou de agradar. Os casos parecem não ter qualquer relação... mas é possível que a investigação de Joel e dos seus colegas venha a provar que não é bem assim.
Terceiro volume da série "Não Matarás", este é, ainda assim, um livro que não exige a leitura dos anteriores para compreender o enredo. Há, ainda assim, um lado positivo em ter lido, pelo menos, o anterior, já que algumas personagens, e principalmente o protagonista, se tornam mais familiares tendo acompanhado parte do seu percurso anterior. Este é, aliás, um dos vários pontos fortes deste livro. A forma como, desde as primeiras páginas, a personalidade e a missão de Joel Franco são facilmente reconhecíveis para o leitor, sendo fácil, dadas as circunstâncias, compreender os actos e as motivações que o comandam.
 Outros pontos fortes estão na fluidez da escrita e no ritmo compulsivo do enredo. Um estilo de escrita directo e uma história narrada em capítulos curtos, percorrendo o ponto de vista de diferentes personagens, mas sem nunca perder de vista a linha da narrativa, contribuem em muito para manter viva a curiosidade em saber mais. A isto, junta-se a teia de intrigas que, aos poucos, é desvendada, num enredo complexo, cheio de surpresas e que culmina num final de grande intensidade, quer a nível de revelações, quer de impacto emocional.
 Há, portanto, muito de bom para descobrir neste livro. Desde a elaborada intriga política que parece estar na base dos acontecimentos à forma como esta se relaciona com a demanda pessoal de Joel, há, ao longo do enredo, uma aura de mistério que, aliada ao crescendo de intensidade que marca o ritmo da narrativa, torna a leitura simplesmente viciante. E, além disso, há a personalidade de Joel. Assombrado pelo passado, mas determinado nos seus objectivos, com uma base de valores bastante sólida (mas passível de ser abalada por questões pessoais) e uma cativante capacidade de agir em circunstâncias inesperadas, Joel Franco surge como uma figura carismática, forte e com aquela medida de empatia que o torna próximo do leitor.
Mistério e acção nas medidas certas, ritmo viciante e um protagonista carismático como base para um enredo rico em intriga, mas também com um toque de emoção, a impressão que fica deste Triângulo é, sem dúvida, a mais positiva. Surpreendente e de leitura compulsiva, um livro que não posso deixar de recomendar.


sábado, 8 de setembro de 2012

Lixo público nas Caldas da Rainha (2): as porcarias que penduram nas árvores



 
Estas coisas - que se vêem nas fotografias - são instrumentos de poluição. São um factor de desagradação do ambiente. Isto a que chamam "flyers" são coisas de plástico que contêm químicos, que fogem às taxas municipais e que vão ficando nas árvores, caídas pelo chão, a desfazer-se. E que também são perigosas, quando se soltam, para carros e transeuntes. Ou quando se incendeiam. 
Quando faltam a educação cívica, o respeito pelos outros (e pelo ambiente), cabe às autoridades intervir.
Mas não intervêm, nem mesmo quando estas coisas estão devidamente identificadas em termos de autoria. E até me parece que há quem olhe para isto com certa benevolência quando devia era fazer cumprir a lei. Não se vê também, por exemplo, que a pessoa que garante ser o grande promotor do turismo na região dê atenção a isto. Talvez goste.
O hábito está enraizado, tristemente enraizado, e uma carta publicada esta semana na "Gazeta das Caldas" demonstra-o.
A autora, Maria do Rosário, com conhecimento de causa, refere-se aos efeitos perigosos dessas tiras de plástico e critica o modo como são postos, tirados e sobrepostos os "flyers", terminando com a proposta de limitação do período de afixação com controlo das juntas de freguesia e da câmara.
Não é uma solução mas seria um primeiro passo para, pelo menos, controlar o flagelo.
Só que os "flyers" pendurados nas árvores devem estar tão à margem da lei que, à luz da burocracia vigente, seria necessário regulamentar primeiro para controlar depois. Não é verdade, senhores presidentes?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Séries em saldo e outras ausentes em parte incerta

Por cá não se vêem "Mad Men" (temporada 5); nem "The Good Wife" (t. 3). Nem "Damages" (t. 4), "Boardwalk Empire" (t. 2), "Game of Thrones" (t. 2) ou "NCIS" (t. 9). Apesar de já estarem a sair em DVD e de serem êxitos de êxito.
A abrir a "saison", a Fox ofereceu-nos, com sabor a saldos, o que parece ser uma adaptação interessante dos "thrillers" de Peter Robinson que têm por herói o simpático inspector Alan Banks ("DCI Banks") e já com dois anos e ontem, quarta-feira, apresentou com espavento uma série de ficção científica a que Steven Spielberg já deve ter tido vergonha de se associar, "Terra Nova", que não passou da primeira temporada. E, pelos vistos, justificadamente.
A única coisa interessante que se vislumbra no horizonte da televisão por cabo local é apenas "The Walking Dead". Apesar de tudo, é pouco.


"Serviço público"

Já depois de ter escrito isto, fiquei a saber que a RTP2 anda a transmitir a quinta temporada de "Mad Men" há dois meses e meio. Nunca vi nenhuma referência ou anúncio. Talvez o "serviço público" não tenha dinheiro para a publicidade...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O que estou a ler...

... não é nenhum romance da moda, nem nenhum dos títulos "fundamentais" do "Expresso", nem um autor português. É só "A Wanted Man", o mais recente Lee Child. Que até pode ser um dos melhores na série de aventuras de Jack Reacher. Que, como se sabe, não tem cabimento em Portugal porque... se calhar parece mal.

Fernando Costa: parece que afinal 28 anos já são suficientes e talvez se fique mesmo pelos 27

Menos de uma semana depois de declarar, em resumo, que 28 anos de funções autárquicas ainda não eram suficientes (em entrevista à "Gazeta das Caldas", que aqui comentámos, o (ainda) presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Fernando Costa, vem avisar pelo "Jornal das Caldas" que já pediu a reforma na Câmara, que vai voltar a advogar e que até pode sair antes de completados, em 2013, os 28 anos de presidência desta câmara.
É melhor não tomar isto à letra mas, pelo menos, convém ir registando.
Bem como, já agora, e em estilo coreano versão Louçã, a indigitação de três-candidatos-três à sucessão.
Vai ser interessante de seguir...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Nuvem negra




Um, ou vários, dos incêndios de ontem a norte (ou noroeste), deixou este efeito no céu: uma nuvem de fumo bem alta que já ontem se aproximava. A ausência de vento durante a madrugada deixou-a ficar por aqui. Às sete horas, hora da fotografia, também se fazia ainda sentir o cheiro a queimado que já ontem cá chegara.

Presidentes de câmara (e outros): 28 anos não chegam?!

O perene presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Fernando Costa, desabafa, de perna ao léu na Foz do Arelho e em entrevista à "Gazeta das Caldas" (link não disponível), que ficará "marcado na vida política" pelos seus vinte e oito (28) anos de presidência da Câmara.
Sente-se "bem" na função e até garante: "A minha competê.ncia e utilidade pode ser muito mais aproveitada numa autarquia do que num outro serviço público e também é do que eu mais gosto. Além disso, sinto-me novo para me reformar e sinto-me velho para outra actividade".
Fernando Costa é apenas um dos muitos presidentes de câmara e de juntas de freguesia que não poderão candidatar-se nas próximas eleições aos mesmos orgãos.
Mas é o exemplo que está mais à mão para revelar esta faceta perversa da vida política portuguesa em que um Presidente da República não pode estar mais de dez anos no cargo mas há outros em que os seus ocupantes podem eternizar-se.
Esta situação, que só por si não é automaticamente boa para os habitantes do concelho ou da freguesia, conduz a outra perversidade: a de ver - como na contestação à reforma das freguesias - os que são eleitos para essas funções a defenderam os cargos onde chegaram como se fossem coisa sua ou mesmo empregos.
Não será o caso de Fernando Costa mas não soa nada bem a afirmação de que se sente bem é assim.
O poder local, tão incensado pelos seus ocupantes, não pode estar refém dos gostos pessoais dos que chegam a essas posições porque o povo confiou, ou ainda vai confiando, neles.
A democracia não é isto.

Porque não gosto dos CTT (28): e viva o não trabalho!...

O "serviço público" dos CTT do distrito de Leiria vai de férias a partir de hoje e até sexta-feira. Entram em greve, para variar...

domingo, 2 de setembro de 2012

"Death of the Mantis", de Michael Stanley: uma surpresa

David Bengu, mais conhecido por "Kubu" pelas suas dimensões e pelos seus cento e quarenta quilos de peso ("kubu" significa "hipopótamo"em "setswana"), é um investigador criminal da Polícia do Botswana e o herói criado pelos académicos reformados Stanley Trollip e Michael Sears, da África do Sul, que começaram a publicar as suas histórias com o nome de Michael Stanley.
Acabei de ler "Death of the Mantis", a sua obra mais recente e a que parece ter grangeado maior êxito, e foi uma surpresa absoluta.
Conjugando bem o ambiente africano com um estilo narrativo mais próximo da tradição anglo-saxónica do "thriller" e um Kubu do qual é impossível não gostar (e que parece feito à medida do actor Wendell Pierce, de "The Wire" e de "Treme"), "Death of the Mantis" é mais um desses casos - e fico interessado em conhecer os restantes livros - de obras de mérito que, por motivos que se desconhecem ou que só se podem adivinhar, permanecem desconhecidas no nosso país.
Onde, quase de certeza, seriam bem mais aceites do que os "policiais" escandinavos da moda que pouco têm a ver com os ambientes mediterrânicos e a linearidade narrativa anglo-americana.
Stanley Trollip e Michael Sears mantêm o site Detective Kubu, com todas as informações sobre as suas obras e muitos outros apontamentos interessantes.