sábado, 29 de junho de 2013

CDS nas autárquicas: estes também não...

Manuel Isaac, do CDS, já se apresentou como candidato à presidência da Câmara das Caldas.
Conhecido pela sua "afición", Isaac disse meia-dúzia de lugares comuns sobre a cidade de Caldas da Rainha e, apesar de se enfeitar com cabeças-de-lista de algumas freguesias, mostrou o seu desafecto (típico dos políticos locais) pelo resto do concelho.
Segundo a "Gazeta das Caldas", quer "mais agricultura" no concelho de Caldas da Rainha.
Se for à Foz do Arelho e andar três quilómetros para ocidente, há-de encontrar um terreno bastante húmido para a "agricultura" dele.

A Região Oeste não existe

Que a coisa conhecida por Turismo do Oeste não serve para nada está mais uma vez bem patente no exercício feito pela revista "Sábado" desta semana que, no seu suplemento "Tentações", faz uma selecção de praias que considera por vários motivos as melhores.
A lista inclui 24 praias. Dez são do Algarve, cinco são do Norte, quatro são do Alentejo, três ficam a sul de Lisboa e duas ficam em Oeiras e em Sintra.
Depois, de Sintra até à Costa Nova (Aveiro), não há praias. Nem uma para amostra. Nem valorizável pelo mar, pelo "surf", pelo nudismo ou pela paisagem. Nada. É um zero absoluto.
Poderá dizer-se que o mal reside na ignorância lisboeta que passa por cosmopolitismo e na saloiice egocêntrica dos centros urbanos.
Mas não é só isso: a Região Oeste não se faz notar nem é promovida. Portanto, não existe, pura e simplesmente. E, não existindo, não há turistas (nacionais e estrangeiros) que cá venham gastar o seu dinheiro.
É isso que querem?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Que é feito do presidente da Junta, que também se está nas tintas para os problema da sua freguesia?



Para que serve um presidente de junta de freguesia que é um exímio desportista na prática das exigentes competições de "borrifar a cana para estimular os caracóis" mas que se está nas tintas para os problemas reais e concretos da "sua" freguesia?

O PSD, o PS, o CDS, o PCP e o BE votam-nos ao desprezo

Já sabemos que o PSD de Caldas da Rainha (que tem como candidato à câmara o administrador dos Serviços Municipalizados, a quem cabe a responsabilidade da situação calamitosa da rede de distribuição de água) se está completamente nas tintas para as populações afectadas pela sua incúria.
Não deixa de ser significativo que os partidos que se consideram "a oposição" (o CDS às vezes, o PS e a "esquerda" da treta do PCP e do BE) também nos votam ao desprezo, insensíveis aos problemas reais das freguesias de fora da cidade.
Nenhum deles merece um voto que seja!

As rupturas são boas para os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha...

... porque se gastam litros sem fim a deixar correr a água que sai cor de terra e que servem para engordar as contas, não é, Dr. Tinta Ferreira?

O melhor símbolo para a campanha autárquica do PSD nas Caldas da Rainha



 
Um copo vazio para a candidatura do Dr. Tinta Ferreira...

Nem a esmola de uma gota de água dos autotanques dos Bombeiros!

 
Com a temperatura acima dos 30 graus, nem a uma esmola de uma gota de água dos autotanques dos Bombeiros temos direito, Dr. Tinta Ferreira?




Os supermercados têm mesmo de fazer-lhe uma homenagem, pelo impulso que dá às vendas da água engarrafada.

A CGTP e a UGT só quiseram ajudar o sector do turismo...


... ao promover esta greve geral, para pôr as pessoas nas praias.

Será que as musas da revolução também fizeram greve... à greve geral?



 
 
Parece que a Revolução já não é o que era...

Vai piorar antes de melhorar, não é?...

Deve haver poucos sítios, fora do Terceiro Mundo, onde os problemas se agravam quando se fazem obras para (alegadamente, como agora se diz) resolver esses mesmos problemas.
 
 
Isto também se aprendia na UAL, Dr. Tinta Ferreira?


Nem água, nem competência

Nada jorra das torneiras: nem água, nem competência...

Se a EDP consegue, porque é que os Serviços Munipalizados não conseguem?


Se até a EDP parece ter conseguido diminuir a frequência dos apagões nesta região, porque é que os Serviços Municipalizados não conseguem evitar que a água falte com maior frequência quando, estranhamente, até se lançaram a obras (irregulares, é certo) para servir melhor os consumidores?
 
 
 

"Como Fazer Obras Públicas para Resolver os Problemas e Conseguir Agravá-los"

Conta que foi esta ("Como Fazer Obras Públicas para Resolver os Problemas e Conseguir Agravá-los") a designação de um mestrado associado ao curso de Direito montado pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) nas Caldas da Rainha.
Tê-lo-á feito também o Dr. Tinta Ferreira, que obteve a sua licenciatura na UAL das Caldas?

Como é que alguém pode votar neste homem?


Tinta Ferreira, Dr. da Universidade Autónoma de Lisboa versão Caldas da Rainha, é o administrador dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Caldas da Rainha.
Foi vice-presidente da Câmara Municipal e, quando o presidente eleito se mudou (politicamente) para Loures, assumiu a presidência.
É candidato do PSD à presidência desta câmara.
Foi com ele que o preço da água pública e das várias taxas (que se vê agora que não servem realmente para nada) aumentou para o dobro.
Foi com ele que se iniciaram obras de substituição da apodrecida canalização da água na freguesia da Serra do Bouro (Cabeço da Vela).
É com ele que as obras se vão fazendo de vez em quando, com o pessoal a fazer buracos, a tapar buracos e a fazer buracos, regressando onde já esburacou para esburacar mais um bocadinho.
É com ele que a falta de água se tornou crónica, quase uma vez por semana, por rupturas (tudo podre...) ou avarias (alguma coisa há-de estar realmente podre).
 
Com este currículo, se este candidato for eleito para a presidência da Câmara, o concelho de Caldas da Rainha ainda há-de acordar uma manhã sem água nas torneiras. Como agora começa a ser habitual neste ponto do concelho e parece que não só aqui!

Estamos outra vez sem água nas torneiras, Dr. Tinta Ferreira!


Administrador dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, presidente interino da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, candidato do PSD à presidência da Câmara nas eleições de Setembro, o Dr. Tinta Ferreira volta a deixar-nos sem água nas torneiras.
São seis e quarenta e, uma semana depois da última falta de água, ficamos outra vez a seco!
Com as obras de substituição da canalização a decorrer (será por causa delas?), isto está pior do que estava!
Já chega!
 
Este homem não mete água... Tira-nos é a água das torneiras!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Greve geral

 
Um desejo que até poderia ser concretizável - que a CGTP e a UGT forneçam elementos concretos sobre as empresas (micro, pequenas, médias e grandes e representando todos os sectores de actividade) que viram as suas actividades suspensas durante o dia de hoje por efeito da greve geral e que não se limitem a generalidades.
Um desejo de concretização muito difícil - que a imprensa (nomeadamente as televisões) não se baseie apenas no que dizem a CGTP e a UGT e que desça ao "país real".

Greve geral


Não faço.

O jornalismo português retratado num só título


Muito nos diz esta notícia ("Utentes gastaram mais com taxas moderadoras") sobre o actual estado da imprensa e do jornalismo em Portugal.
Eis a matéria de facto:
 
1- Houve, pelo menos em média, uma redução no preço dos medicamentos.
2 - A compra de medicamentos não está, em geral, dependente das taxas moderadoras mas nos serviços públicos as consultas médicas requerem o pagamento das taxas moderadoras. Na compra livre de medicamentos não se aplicam taxas moderadoras.
3 - O preço das taxas moderadoras aumentou mas terá sido significativamente alargado o número de isenções.
4 - Num período que no "lead" da notícia não se consegue apurar, e segundo a afirmação do ministro da Saúde, a redução do preço dos medicamentos permitiu (aos utentes do SNS) poupar 30 milhões de euros.
5 - No mesmo "lead" há uma alusão ao aumento do preço das taxas moderadoras sem referências a números.
6 - O "lead" da notícia é este: "O ministro da Saúde garantiu hoje que, apesar do aumento do valor das taxas moderadoras, os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pouparam 30 milhões de euros graças à redução do preço dos medicamentos".
7 - O título da notícia é este: "Utentes gastaram mais com taxas moderadoras".
8 - Factualmente, o título é correcto.
Mas, jornalisticamente, pelo menos segundo o jornalismo que em tempos se praticava e defendia, e até na perspectiva da "novidade", o que é importante na notícia é a poupança dos 30 milhões.
O título da notícia equivalente ao "lead" deveria ser este: "Utentes pouparam 30 milhões nos medicamentos".
9 - Esta inversão jornalística pode ter sido motivada por: (a) incompetência; (b) iliteracia; (c) falta de rigor jornalístico; (d) preocupação em destacar o que é negativo (aumento das taxas moderadoras) em prejuízo do que é positivo (redução do preço dos medicamentos); (e) militância antigovernamental.
10 - A notícia saiu no "Diário de Notícias" de hoje.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"A Arte de Pensar com Clareza", de Rolf Dobelli

 
Gestor e autor de alguns romances não publicados em Portugal, o suíço Rolf Dobelli analisa nesta sua obra 52 erros de raciocínio tão frequentes que... nós todos já cometemos algum deles durante a nossa vida e já vimos alguém cometê-los.
"A Arte de Pensar com Clareza" (que traduzi para a Temas e Debates) não é um manual maçador nem um compêndio psicológico sobre o nosso modo de pensar.
É, sim, uma descrição certeira que explica, de modo sucinto mas directo e às vezes com muita graça, os erros inventariados, recomendando alguns meios de o evitar.
A tarefa do autor é ajudada pela sua formação técnica e científica e pela sua experiência do mercado de capitais, o que lhe dá um rigor de análise muito preciso.
Com algumas notas de humor, valorizadas pelas ilustrações, "A Arte de Pensar com Clareza" lê-se bem e com muito proveito, ajudando a evitar erros de pensamento e, o que é sempre mais interessante, a descobri-los no comportamento alheio.

Quem ganhou e quem perdeu com a greve dos professores?

Não se consegue perceber quem ganhou e quem perdeu com a greve radicalista dos sindicatos dos professores.
Os sindicalistas não conseguiram demonstrar que o que obtiveram foi devido à greve e não a conseguiram prolongar até à greve geral de amanhã.
Por outro lado, poderão ter perdido aderentes para a greve geral com muitos professores já a fazerem contas ao que vão perder nos salários de Julho devido à greve às reuniões de avaliação.
A greve dos sindicatos dos professores abriu fissuras graves entre os professores e houve muitos que não conseguiram, pelo radicalismo das suas posições, ser suficientemente didácticos para com os colegas (a quem, com desprezo, chamaram "colegas") sobre o que andavam a fazer.
E muito menos o foram para com os alunos e os seus familiares, que ainda não terão percebido o impacto real do atraso na emissão das notas.
Nesta situação não serão obviamente os dirigentes sindicais a dar a cara nas escolas.
A imagem pública dos professores, sobretudo devido à polémica das 40 horas (que, para bem deles, deveria ter sido mais discreta), piorou.
Os dirigentes sindicais, que confundem as câmaras de televisão com o país, não o conseguem perceber.
O Ministério da Educação teve de concretizar as cedências que já anunciara talvez mais depressa do que gostaria, recuou mais um pouco e soube evitar uma postura triunfalista.
Poderia em parte tê-la porque - na apreciação simples de quem ganha e quem perde - o Governo queria que a greve terminasse e os sindicatos queriam que ela fosse prolongada até 5 de Julho e a greve acabou... no dia 25 de Junho.
De resto, não evitou que, mais uma vez, se generalizasse a ideia de que são os sindicatos que mandam nas escolas e já conseguiu, por arrasto, levantar algumas dificuldades à aplicação geral do "pacote" da função pública, cujos sindicatos vão tomar as cedências aos professores como estímulo para os outros sectores.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal falta à verdade e deixa dúvidas sobre irregularidades


O Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Caldas da Rainha forneceu à “Gazeta das Caldas” um extenso comunicado sobre as minhas queixas relativas às obras de substituição da rede de água na povoação do Cabeço da Vela (Serra do Bouro).
Nesse comunicado (na íntegra aqui) ficam patentes dúvidas relativamente a possíveis irregularidades e, pelo menos, uma mentira.
 
Eis a minha réplica:
1. É verdade que apresentei uma queixa à Provedoria de Justiça contra a falta de resposta dos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Caldas da Rainha (SMCR).
 
 
2. Fica bem à Câmara reconhecer que sem a minha intervenção e a reacção favorável da Provedoria de Justiça nunca a obra teria sido lançada. Fica mal à Câmara não ter cabalmente esclarecido se a água que circula na apodrecida rede de abastecimento público, e que já se tem apresentado terrosa e suja antes de algumas das suas rupturas, pode ou não ser bebida sem danos para a saúde.

3. A obra foi adjudicada à empresa Guilherme e Neves Construtores Lda que, por interessante coincidência, trabalha em outras obras com a Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
4. Segundo o gabinete de imprensa camarário, a obra foi “consignada” em 26 de Abril de 2013, embora fique a dúvida, relativamente ao prazo decorrido desde a adjudicação e à omissão de informações relevantes, se a “consignação” respeitou o preceituado no Código dos Contratos Públicos (Decreto-Lei 18/2008, de 29 de Janeiro).
Não há elementos públicos que indiquem se os preceitos legais foram, ou não, respeitados.
5. De qualquer modo, a afirmação de que os trabalhos foram iniciados “em Maio de 2013” não corresponde à verdade.
Ou seja, é mentira.
A obra foi na prática iniciada em 8 de Abril de 2013 (e disso dei conta neste mesmo blogue e em carta publicada nos jornais “Jornal das Caldas”, em 22 de Maio, e “Gazeta das Caldas”, em 31 de Maio).
 
 
Os SMCR, tendo fornecido uma informação incorrecta à “Gazeta das Caldas” (publicada em 31 de Maio), nunca contestaram a data que eu indiquei, e testemunhei, quanto ao começo dos trabalhos.
Começo que, assinale-se, é portanto anterior à sua “consignação”.
 
 
6. E, já agora, não está a ser cumprido o art.º 348.º do mesmo Código, que determina: “Sem prejuízo do disposto em lei especial, o empreiteiro deve afixar no local dos trabalhos, de forma visível, a identificação da obra, do dono da obra e do empreiteiro, com menção do respectivo alvará ou número de título de registo ou dos documentos a que se refere a alínea a) do n.º 5 do artigo 81.º”.
7. O Gabinete de Imprensa refere-se ainda, em termos vagos, à “pavimentação” da rua Vasco da Gama (agora transformada num estrada de terra batida...), mete os pés pelas mãos na identificação das ruas, ignora que no troço a Poente da Rua Vasco da Gama, no cruzamento com a Rua Maria Matos houve uma pequena intervenção, uma grande ruptura e que esse troço “a poente” não pode ser outro senão a Rua Maria Matos... onde não houve obras.
 
 
8. E, ao mesmo tempo, ignora o que os SMCR anunciaram e nunca fizeram (em informação fornecida à “Gazeta das Caldas” em 31 de Maio): a “repavimentação” (e foi esta rigorosamente a expressão utilizada, que só pode significar reposição do pavimento) seria efectuada na semana seguinte.
Mas não foi, claro.

O que há, e continua bem à vista, são remendos de alcatrão tão pouco sólidos que chegam a romper-se devido ao trânsito.
9. Segundo ficamos a saber, vão ser mais dois ou três meses (Julho, Agosto e Setembro) de poeira, numa rua sem passeios e que foi transformada numa estrada de terra batida e de cascalho solto.
Não se percebe que a “repavimentação total” não seja feita no momento imediato em que a obra termina.
Tal como não se espera que uma câmara municipal precise da intervenção da Provedoria de Justiça para fazer o que deve e, em especial, aquilo para que recebe todos os meses uma verba sempre igual ao valor efectivamente pago por cada um dos seus consumidores pela água pública que utiliza.
Mas não é assim, evidentemente, que funciona uma câmara municipal incompetente.

E que despreza os residentes no seu concelho num grau tanto maior quanto maior é a distância a que se encontram da cidade.
Nota: O actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, em exercício, é Tinta Ferreira. É administrador dos Serviços Municipalizados e será natural que tenha, pelo menos, visto este comunicado do seu gabinete de imprensa. Tinta Ferreira é o candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e... que Deus nos livre de ele ganhar!...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Alguns elogios ao meu livro "Morte com Vista para o Mar" (excertos)



 
 
Com protagonistas complexos e imperfeitos (e humanos, portanto), num caso que, além de interessante por si só, aborda, de forma certeira, alguns dos vícios e segredos da sociedade, Morte com Vista para o Mar abre da melhor forma uma série que promete muito de bom. Um livro intrigante, pois, muito bem escrito e de leitura compulsiva. Muito bom, em suma.
- Carla Ribeiro, As Leituras do Corvo
 
Um livro que tem tanto de real como de espectacular! Adorei!
- Vera Brandão, A Menina dos Policiais
 
Fiquei bastante satisfeito com a leitura deste livro e com o trabalho do autor que não desilude. É disto que precisamos, e é disto que no género de policial em Portugal para portugueses deve servir de exemplo.
 
Aconselho este livro aos interessados no género criminal e político, além do facto de ser de um autor português, o que merece ser reconhecido e enfatizado.
- Filipe Dias, Segredo dos Livros
 
Por último, quero referir a forma soberba como foi descrita a vida da maioria dos agentes/inspectores da Polícia Judiciária. Pessoas que retiram (bastantes) horas da sua vida familiar para poder deslindar os sucessivos casos, acabando, por vezes, por prejudicar a vida pessoal em prol do combate ao crime. O viver de perto esta realidade, através de pessoas que me são bastante próximas, permite-me atestar a forma verosímil como tudo isto é descrito.
- Sónia, Segredo dos Livros
 
Apesar dos policiais não serem o meu género de eleição, propus-me a ler este livro, porque, além de ser de autoria portuguesa, tem uma sinopse apelativa e uma capa ainda mais. E adorei!
Está muito bem escrito e as personagens estão bem estruturadas. São personagens que mostram que têm defeitos e qualidades (o que contrasta com alguns livros, onde os protagonistas são quase “perfeitos”). À medida que ia lendo o livro, fui confrontada com a corrupção e com as intrigas que existem em Portugal (para além de ser ficção).
O livro prendeu-me do início ao fim e não descansei até o terminar de ler.
- Liliana Patrícia Pereira Pinto, Segredo dos Livros
 
Pedro Garcia Rosado prossegue, agora na Topseller, a sua «cruzada» pelo «bem-estar» do policial português. O seu mais recente contributo, Morte com Vista para o Mar (e com este já lá vão oito thrillers), é mais um bom exemplo daquilo que se deve/pode esperar de um policial contemporâneo. (...) Com a sua escrita simples (mas não básica) e direta, Pedro Garcia Rosado ganhou de novo a aposta, e ganha também o leitor que se dedique a este livro, seja ou não amante de policiais.
- Rui Azeredo, Porta-Livros
 
“Morte com Vista para o Mar” tem tudo o que um policial deve ter sendo o mistério o plano de fundo. As personagens são de carne e osso e não há espaço para heróis ou personagens supérfluas. O conhecimento do autor sobre a realidade portuguesa e dos próprios contornos de uma investigação policial torna os diálogos mais fortes e dá força, coesão e credibilidade à própria história inserida num contexto social onde os media têm uma força desmedida e que podem manobrar a informação consoante a origem ou amizades do patronato.
- Carlos Eugénio Augusto, Rua de Baixo
 
Aconselho o livro a todos os «amantes do crime» convencida de que irá ser uma surpresa aos mais diversos níveis!!!
- Cláudia Lé, Crónicas de uma Leitora
 
Ao longo das páginas surgem-nos dúvidas, mas também pistas que nos ajudam a montar o puzzle, e gosto especialmente de livros que me façam pensar. No final o crime é resolvido e outros segredos escabrosos desmantelados, mas fica a persistir o "passado nebuloso "deste trio - Gabriel, Patrícia e Filomena. É um livro que se lê muito bem, li-o em dois dias.
- Cátia Correia, Os Nossos Livros
 
É um policial feito por um português que sabe escrever bem. Sem pretensiosismos, com uma passada correcta e coerente, e uma ampla bagagem cultural. As personagens são muito interessantes e com a densidade necessária. O enredo é rico e bem construído. Aconselho vivamente a sua leitura.
- Matilde São Bernardo, Tomate

domingo, 23 de junho de 2013

O que até agora já ganharam os professores com a greve da Fenprof

 
- O reforço da imagem pública que já têm de que não querem trabalhar muito;
- trabalho acrescido nas próximas semanas devido às reuniões de notas que ficaram por fazer;
- férias em risco, pelo menos no início de Agosto;
- a má vontade de alunos e famílias por causa do atraso na emissão das notas;
- a gratidão dos proprietários do ensino privado porque lhes deu o ensejo de mostrarem que a "escola pública" é um caos em que os sindicatos dos professores mandam mais do que o Estado;
- cortes acrescidos no salário de Julho;
- mais um ponto no currículo de Mário Nogueira para a futura corrida à sucessão de Arménio Carlos;
- o agradecimento da direcção radicalista do PCP por terem contribuído para a agitação social e política.

O Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal das Caldas da Rainha é mentiroso

Já o demonstraremos em breve.

A greve dos sindicatos dos professores a educar para a cidadania

Uma professora grevista, Cristina Mendonça de Sousa, escreve na "Gazeta das Caldas" o que outros dizem mas não escrevem sobre colegas (a quem trata por "colegas", com aspas) que não aderem a esta greve:
 
(....) O que é que vos deu para comparecerem massivamente ao “toca a reunir” do governo a fim de vigiarem os exames de Português e Latim?!
(...) Porque é que os professores do primeiro ciclo continuam a ser os “professores primários” com aquela mentalidade “muito do lado do poder, do lado de quem manda”, seja lá quem for?… São sempre um bom instrumento de manipulação e de divulgação do modelo vigente, sempre muito catequizados na ideologia dominante, seja ela qual for… Foram por isso um instrumento privilegiado da propaganda do Estado Novo, que os explorou como a nenhuma outra classe…. Volvidos 39 anos de regime democrático, vejo que pouco mudaram …
É pena… tenho mesmo muita pena….
Espero que não durmam descansados esta noite… Espero que fiquem desassossegados o suficiente para terem algum pudor em repetirem tal proeza, no futuro…. sim, no futuro porque isto não vai terminar aqui…
Mas se não conseguirmos mudar as decisões do governo quanto ao nosso futuro porque nos mostrámos, mais uma vez, desunidos, então espero que as 40 horas, as turmas de 30 alunos e a mobilidade/requalificação vos pesem mais do que a mim. (...)



Nota: há também aqui uma interessante e reveladora polémica sobre o assunto.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O corte de cabelo de Nogueira e o corte nos salários dos professores grevistas

O "querido líder" da Fenprof, Mário Nogueira, cortou o cabelo desde que começou a greve dos professores e já não aparece na televisão com o ar de Savonarola desgrenhado com que se apresentou na segunda-feira num comício a alunos e jornalistas à porta de uma escola.
Sobre os descontos do tempo de greve, preferiu dizer que ia "para os tribunais" em vez de insistir em mais greve contra os descontos salariais para as faltas às reuniões que o Estatuto da Carreira Docente prevê.
Estes dois pormenores sugerem que a coisa não lhe está a correr bem.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Quanto custam os sindicatos?

A democracia não exige apenas um esclarecimento sobre o modo como é que todos nós, de forma directa ou indirecta, suportamos financeiramente os sindicalistas, sobretudo numa época de crise e de cortes sistemáticos em despesas consideradas fundamentais.
Exige também que se conheçam as finanças dos sindicatos, os seus gastos, receitas e lucros e o seu património.
Se se exige transparência na política, na economia, na sociedade e no sector financeiro, será natural que se exija transparência aos sindicatos.
E se estes a recusam... o que terão a esconder?

Mais um feito do Dr. Tinfa Ferreira

Eis, em resumo, a história de mais uma ruptura:
- às 20 horas de ontem, os Serviços Municipalizados foram avisados da falta de água;
- às 22h20, ainda não tinham descoberto a ruptura (numa rua que se percorre em cinco minutos);
- às 23h30, já tinham alcançado a extraordinária proeza de descobrirem a ruptura;
- às 8 horas de hoje chegaram ao local;
- às 12 horas já havia água.
 
Portanto:
- apesar de poderem trabalhar de noite (e acreditando que andaram à procura durante duas horas e vinte minutos), ficámos todos à espera durante 12 horas;
- a reparação (mais uma, de dezenas de rupturas e de dezenas de reparações) foi dada por terminada até ás 12 horas.
 
Ou seja:
- a ruptura podia ter ficado reparada à meia-noite (ou, acreditando que andaram mesmo à procura, às 2 horas da manhã de hoje).
Isto é competência à moda da Câmara Municipal e dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha!
 
 

Parabéns,
senhor administrador dos Serviços Municipalizados!
Já conseguiu tapar mais uma ruptura!...

 

Há 15 horas sem água!

Ganda currículo o de administrador destes Serviços Municipalizados para ser presidente de câmara, hem, ó Dr. Tinta Ferreira?

Os supermercados vão adorar...

... se o Dr. Tinta Ferreira conseguir ser eleito presidente da Câmara, porque vão ganhar fortunas a venderem garrafões de água!

O homem que não mete água...




... nas nossas torneiras.

Estamos sem água há doze horas!


Como é que é, Dr. Tinta Ferreira?




Quando é que os seus Serviços Municipalizados nos põem a água (paga a preços de luxo) a correr outra vez nas torneiras?

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Não votem neste homem para presidente da Câmara de Caldas da Rainha...


... se quiserem ter água nas torneiras!

Como é, Dr.Tinta Ferreira!?



No Cabeço da Vela, Serra do Bouro, no meio de obras que nunca mais acabam e que já foram interrompidas várias vezes, no meio de remendos de alcatrão, lama e poeira, estamos sem água, senhor administrador dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha e candidato à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Dr. Tinta Ferreira!

É mais uma ruptura depois de dezenas de rupturas e o seu pessoal do piquete dos Serviços Municipalizados, avisado há duas horas, diz que andam à procura... Como é?

Um bom exemplo para as eleições autárquicas

Torneiras sem água, obras que não são para se fazerem mas para se irem fazendo, rupturas agora quase todas as semanas - é o retrato dos Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha, cujo administrador, Tinta Ferreira, quer ser presidente da Câmara...
Não votem nele, que vos faz o mesmo que anda a fazer aqui na Serra do Bouro!


Dr. Tinta Ferreira, estamos sem água e fartos dos remendos de alcatrão!...

Os sindicalistas da Fenprof a morderem a própria cauda

A greve radicalista dos sindicatos dos professores não está só a prejudicar os alunos mas a prejudicar os próprios professores, obrigados a uma via sacra de reunião convocada - reunião anulada e convocada outra vez porque há um grevista - reunião convocada - reunião anulada e convocada outra vez porque há um grevista - reunião convocada - reunião anulada e convocada outra vez porque há um grevista... num processo ad nauseam que em muitas escolas já está a atirar reuniões que não se realizarão para as 21 e para as 22 horas.
A manter-se a greve (um verdadeiro desvio oportunista de esquerda, no léxico leninista, por parte de um PCP pequeno-burguês de fachada socialista), o panorama pode repetir-se durante toda a próxima semana e depois em Julho e talvez mesmo em Agosto.
Ou seja, os sindicalistas já estão a deixar mal os seus próprios colegas. A seguir farão o quê? Começarão a atacar os que possam ser suspeitos de terem votado no PSD e no CDS em 2011?
Já agora: quando chegar o momento de apresentar as inexistentes notas dos alunos às famílias e aos encarregados de educação, serão os sindicalistas a dar a cara?

Radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista

De um comunicado da Comissão Concelhia de Caldas da Rainha do PCP sobre o encerramento de um posto de correios:
 
"É a política deste governo PSD/CDS de traição nacional, fiel executante do Pacto de Agressão que tem sido causador da destruição de centenas de serviços público e das vidas de milhões (sic) de portugueses."

Um concelho degradado e o silêncio dos políticos

Os poderes públicos que temos (Câmara Municipal e Juntas de Freguesia) deixaram chegar o concelho de Caldas da Rainha a um estado de degradação que - é o que me garantem - nunca se viu nas últimas dezenas de anos.
As responsabilidades cabem a quem tem estado nos órgãos autárquicos (e é bom lembrar que os presidentes das juntas andaram durante mais de um ano a lutar pelos seus lugares e não pelos interesses das populações) mas também às "oposições" que não conseguem ver mais do que a lâmpada fundida na sua rua.
É esta gente que quer outra vez os nossos votos?

terça-feira, 18 de junho de 2013

Quem são os prejudicados pela greve dos sindicatos dos professores?

Uma coisa que tem faltado na greve dos sindicatos dos professores é um esclarecimento factual sobre de que modo, como e quando é que o Governo, ou os seus membros individualmente considerados (deve haver greves "ad hominem" na cartilha do PCP), são prejudicados.
Para já, as pessoas que são directamente prejudicadas são os alunos e a grande maioria nem sequer teria 18 anos para votar no PSD ou no CDS em 2011.
Depois, são os colegas dos grevistas que se vêem empurrados de reunião para reunião à espera de uma que se realize se não houver nenhum grevista.
E depois voltam a ser os alunos pelo adiamento "sine die" da emissão das notas.
Na tal "escola pública" que os grevistas juram e trejuram defender.
Porque, já agora, deve haver proprietários e directores de escolas privadas a rezar pelo arrastamento da greve porque no próximo ano lectivo podem oferecer condições de estabilidade que a "escola pública", pelos vistos, não pode.

A greve dos professores em versão MRPP

Esta greve radicalista dos sindicatos dos professores e de Mário Nogueira está cada vez mais parecida com as greves políticas do MRPP de 1974 e de 1975 que o PCP de Álvaro Cunhal combatia, e bem. 

Carne humana: vitela branca ou carne de carneiro?

No meu romance "A Guerra de Gil" (2008), uma pequena quadrilha vendia como carne de vitela branca algumas partes dos corpos das pessoas que ia matando.
Agora chega a notícia de que, na Cidade da Praia (Cabo Verde), um homem andou a vender como carne de carneiro pedaços do corpo do seu companheiro, que matou à facada.
Jonathan Swift, no seu admirável "Uma modesta proposta para prevenir que, na Irlanda, as crianças dos pobres sejam um fardo para os pais ou para o país, e para as tornar benéficas para a República" (1729), não esclarece qual o sabor que a carne humana pode ter mas penso que estará mais perto do porco que, quando é mais novo e dependendo dos temperos, pode ficar parecido com outras carnes.


O blogue Crónicas de uma Leitora gostou de "Morte com Vista para o Mar"

Cláudia Lé, do blogue Crónicas de uma Leitora, gostou (muito) de "Morte com vista para o Mar" e da sua opinião, aqui na íntegra, publico um excerto:
 
(...) Um grande agradecimento ao autor pelas horas desta leitura alucinante que me proporcionou, aguardo expetante não o próximo mas sim os próximos livros, acreditando que daqui a alguns anos tenha uma estante dedicada apenas aos seus livros. A escrita em si é bastante fluída, as descrições são pormenorizadas, tal como devem ser em livros com esta temática.
Ao contrário de outros autores, em que as descrições sanguinolentas mais pormenorizadas são deixadas à imaginação do leitor, o autor não teve reservas ou pudores em descrevê-las de forma a que o leitor pudesse saborear o ambiente envolvente, sentir os cheiros decorrentes da acção ou visualizar as cores retratadas no livro. Com isto não quero transmitir que o livro se dedique simplesmente à explicação macabra de pormenores mais violentos, uma vez que estes se encontram perfeitamente enquadrados na trama. Aconselho o livro a todos os «amantes do crime» convencida de que irá ser uma surpresa aos mais diversos níveis!!!
De parabéns está também a TopSeller, pela magnífica capa bem como pela qualidade de impressão. (...)
 
 
 

Caldas da Rainha: água de luxo, serviço de merda (28)

E com a chuva da madrugada e da manhã regressou o flagelo da lama e das pedras soltas a estas obras, que começaram há 70 dias e que já se viu que não são para se fazerem mas para se irem fazendo...
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Um mistério...

Porque é que o "Jornal das Caldas", A "Gazeta das Caldas", a Mais Oeste Rádio e a Rádio Caldas e os políticos locais não fazem perguntas nem se pronunciam sobre o monumental empreendimento turístico previsto para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, que levou à alteração do Plano Director Municipal de Caldas da Rainha há dois anos, com a promessa de criação de tantos postos de trabalho e que parece ter desaparecido?...

Tertúlia na Livraria Bertrand de Caldas da Rainha





No passado sábado, com o "policial" e alguns problemas locais como assuntos para a conversa.

O Clube dos Livros gostou de "Morte com Vista para o Mar"

O Clube dos Livros gostou de "Morte com Vista para o Mar", publicando uma opinião de que se transcreve um excerto:

(...) Todas as personagens são bem desenvolvidas e facilmente criamos uma relação com elas, e com o espaço onde a acção decorre porque entre as páginas que viajamos, conseguimos facilmente criar cenários com o que o autor nos dá. Nota-se que, quer os bons, quer os maus da fita, são personagens “inteligentes”, que estão muito bem construídas, são fiáveis e humanas, tanto que conseguimos pensar com eles e assim “ajudar” na resolução da investigação que têm em mãos. Durante o livro os capítulos são curtos, e bem estruturados e alinhados. O autor, com ajuda de uma escrita fluída e simples, dá-nos uma obra de fácil interpretação e sem “palha para encher” páginas. Este ainda toca em pontos muito actuais e noutros intemporais, como a traição, problemas da vida pessoal, fantasmas que nos assolam e atormentam, ódio, amor, e também aborda temas como offshores, tráfego de diamantes, jogos de interesses e corrupções autárquicas que cada vez mais nesta mundo parecem ser descobertas, e não só de autarquias é claro.
Fiquei bastante satisfeito com a leitura deste livro e com o trabalho do autor que não desilude. É disto que precisamos, e é disto que no género de policial em Portugal para Portugueses deve servir de exemplo. (...)


domingo, 16 de junho de 2013

Greves

As greves nasceram com o objectivo de impedir o fabrico de produtos para os patrões (proprietários dos meios de produção) não terem nada para vender aos seus clientes.
Desse modo não ganhavam dinheiro e tinham de satisfazer as reivindicações dos trabalhadores que tinham parado de trabalhar.
Quanto aos clientes, que procurassem produtos de outros fabricantes ou que esperassem.
Hoje, as greves do PCP e da CGTP contra os governos são políticas e feitas com o objectivo de, prejudicando directamente os clientes onde eles não têm alternativas nem podem ficar à espera (transportes públicos, correio e exames, por exemplo), tornar as pessoas reféns dos seus interesses e utilizá-las como armas de arremesso para forçar cada governo a satisfazer os interesses dos grevistas que, em certos casos, são mesmo contrários aos interesses da maioria da população.
No primeiro caso, o povo poderia ser pontualmente prejudicado; no segundo, o povo é generalizadamente prejudicado.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Senhores candidatos às eleições autárquicas de Caldas da Rainha...

 
Venham debater alguns assunto que interessam ao concelho como, por exemplo, o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica...


Caldas da Rainha: água de luxo, serviço de merda (27): em resumo...

1 - Depois de anos de rupturas na canalização subterrânea, e quando a rua Vasco da Gama (Cabeço da Vela, Serra do Bouro) já tinha praticamente mais remendos do que alcatrão, os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha (SMCR) decidiram - depois de mais uma reclamação pública que fiz e de uma queixa ao Provedor de Justiça por não me responderem - abrir concurso para a substituição da canalização em toda a rua.
2 - As obras começaram em 8 de Abril, a cargo da empresa Guilherme & Neves Construtores Lda, que foram abrindo valas e tapando-as (mal) com terra e pedras que rapidamente se transformavam em lama em tempo de chuva e em poeira nos dias secos.
3 - As obras foram interrompidas por três vezes, sendo só retomadas depois de protestos que eu fiz (e que eu espero que outros moradores também tenham feito) e que foram publicados no "Jornal das Caldas" na "Gazeta das Caldas".
4 - Segundo informação telefónica dos SMCR e do próprio empreiteiro, as obras foram interrompidas porque, trabalhando a Guilherme & Neves Construtores Lda "com a Câmara", a empresa foi mandada para outros locais para se ocupar de outras obras (sujeitas também a concurso público?).
5 - Pelo meio, os SMCR anunciaram a "repavimentação" de parte da rua. A empresa largou algumas postas de alcatrão em pontos diversos da rua.
6 - No passado fim-de-semana, depois de uma camioneta da Guilherme & Neves Construtores Lda ter andado a passar repetidamente por cima de uma parte das postas de alcatrão, houve uma ruptura nesse preciso local e o alcatrão ficou rebentado.
7 - As obras foram retomadas na terça-feira desta semana e o empreiteiro anda agora pelos mesmos sítios que rasgara e onde largara postas de alcatrão a abrir mais buracos e a introduzir tubagens que - não se sabe quando - substituirão a canalização apodrecida.
8 - Também não se sabe quando - e se... - será repavimentada (e não "repavimentada", por favor...) a actual estrada de terra batida e de remendos de alcatrão que é a rua Vasco da Gama.
9 - O administrador-delegado dos SMCR é o presidente em exercício da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e candidato do PSD à presidência, onde pretende substituir o presidente cessante, Fernando Costa.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Caldas da Rainha: água de luxo, serviço de merda (26)


Mais uns buraquitos para variar, por cima de algumas das postas de alcatrão e depois da mentirola da "repavimentação".



Muito obra esta gente!...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ser-se arguido é bom...

... segundo a filosofia judicial portuguesa, porque o arguido (pela simples multa de trânsito ao pior homicídio) tem o direito de ficar em silêncio no processo em que é acusado e de contar sempre com a presença do seu advogado em todos os actos processuais.
O problema é que desde há vários anos que o arguido, decretado mais tarde (muitas vezes tarde demais...) culpado ou inocente por decisão de tribunal transitada em julgado, se transforma desde o primeiro momento num culpado na opinião publicada por apenas ser... acusado e arguido.
A questão, para a qual parece infelizmente não haver solução no quadro legal português, é exemplarmente abordada no artigo "confessional" "Desventuras de um Arguido", de Rui Verde, publicado aqui no n.º 4 do Tomate.

"A democracia na retrete", no Tomate n.º 4

 
A polémica é saudável. Os cínicos poderão dizer que é uma maneira de evitar que o confronto de opiniões degenere no confronto físico. Os crentes nas virtudes da democracia dirão que é uma forma de chegar a conclusões em sociedade. Lembro-me das polémicas quase sempre de fundo cultural que havia nos jornais antes do 25 de Abril (debater outros assuntos já não era tão fácil) e, se não se apuravam grandes conclusões, era quase sempre delicioso ler alguns dos polemistas pela elegância da escrita e pela ferocidade do insulto que, como mandam as boas regras, não figurava no texto mas se depreendia.
A polémica desapareceu estranhamente da imprensa dos nossos dias. Tal como muitas outras coisas, aliás. Não há opiniões, réplicas, tréplicas. Não há catilinárias inspiradas. Não há textos demolidores. E se é possível que a sua ausência resida em factores muito objectivos como a falta de espaço também é evidente que a falta de espaço é um factor razoavelmente subjectivo: o espaço existe quando quem manda assim o determina. (...)
 
Um texto da minha autoria, intitulado "A democracia na retrete" no n.º 4 do Tomate, e​-magazine de ideias políticas e culturais.

Convite público ao senhor presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro

Dr. Álvaro Baltazar Jerónimo, como presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro e representante das empresas promotoras do empreendimento turístico previsto há dois anos para o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (no âmbito do qual se prevê a possibilidade de expropriações de terrenos na freguesia da Serra do Bouro), venha participar nesta conversa e dizer-nos o que é feito do projecto, que ia criar tantos postos de trabalho para os caldenses...

A "novidade" que estranhamente não é novidade

Desde há alguns anos que vigora na imprensa a estranha noção de que aquilo que não é "novidade" não é notícia. O adiamento pelo Governo do pagamento do complemento salarial conhecido por subsídio de férias de Junho para Novembro já tinha sido noticiado há poucos meses. Mas ontem, estranhamente, voltou a ter o destaque de uma "novidade" só por haver uma decisão governamental formal, sendo essa "novidade" de imediato acompanhada por um comentário da CGTP como se fosse necessário avivar o lume...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Um autocarro adolescente...


Hoje, na estrada entre Caldas da Rainha e a Foz do Arelho, circulava um autocarro de transporte público de passageiros (sobretudo crianças, jovens e idosos) da Rodoviária Tejo com a bonita idade de 17 anos.
 
 
Será seguro ou será mesmo um atrevimento entrar num veículo assim?

 
 
 
 
 

Ouvido no ginásio

"Eu neste momento estou de greve!", exclamava hoje, orgulhoso, no balneário do ginásio um professor depois de horas de conversa e de treino para três alunos que se queixavam da greve, garantindo depois didacticamente e como argumento definitivo que... "andamos há muitos anos a ser enrabados!" 

No sábado, na Livraria Bertrand (Vivaci) de Caldas da Rainha






Uma boa oportunidade para falar de alguns problemas do concelho de Caldas da Rainha como, por exemplo, o empreendimento turístico previsto para o terreno delimitado há dois anos pela alteração ao Plano Director Municipal que deu origem ao Plano de Pormenor da Estrada Atlântica...

Caldas da Rainha: água de luxo, serviço de merda (25): aqui já houve uma rua

Isto é a "repavimentação"
 
A ruptura ficou reparada às 17h30, cerca de 7 horas depois de o piquete dos Serviços Municipalizados ter chegado ao local com 3 horas de intervalo em dois períodos (entre as 12h30 e as 14 horas e entre as 15h e as 16h30).
Perderam-se litros e litros de água durante os dois dias em que a água esteve a correr livremente.
As postas de alcatrão largadas pelo misterioso empreiteiro que "trabalha com a Câmara" e ganhou o concurso público foram rebentadas.
Um dos funcionários dos Serviços Municipalizados disse que a ruptura podia ter sido provocada pelas obras e, de facto, andar com uma camioneta a calcar as postas de alcatrão (porque a máquina não funcionava) para trás e para a frente deve instabilizar ainda mais um solo remexido e os canos apodrecidos. 
Tapado o buraco, foi tudo coberto com terra, como já é costume.
Não se sabe se virão atirar mais remendos de alcatrão para o que já foi uma rua e agora é um caminho de terra batido ou se algum dia a Câmara fará a repavimentação a sério (não a "repavimentação" pomposamente anunciada à "Gazeta das Caldas").
O que se sabe - e os Serviços Municipalizados sabem-no bem - é que a rede de distribuição da água "pública" (paga a preços de luxo por via das taxas que pagam a terra que nos é atirada para as ruas em vez de um pavimento a sério) está apodrecida e que substituir uma conduta numa rua principal não evita as rupturas nas ruas vizinhas onde tudo se mantém na mesma.
É assim que as populações e as povoações do interior do concelho são tratadas pelos iluminados da cidade, com desprezo  e reiteradas demonstrações de incompetência.