quarta-feira, 31 de julho de 2013

O meu diário das eleições autárquicas - 4.ª feira, dia 31 de Julho

1 - No editorial do "Jornal das Caldas" ("JC"), a directora, Clara Bernardino, põe o dedo na ferida relativamente ao desgraçado período dos quatro anos que, na tradição portuguesa, impede qualquer órgão eleito de começar a funcionar em pleno assim que toma posse. É verdade para o governo central e para os municípios. Mas não é pior do que aqueles que querem fazer de conta que estão a entrar em cena pela primeira vez, como é o caso dos sucessores atirados para a ribalta pelos presidentes camarários cessantes com ar de virgens absolutas.
 
2 - O mesmo jornal dá conta da apresentação dos candidatos do PS nas freguesias. Mas Rui Correia, o extraordinário candidato do PS à Câmara Municipal, não fala das freguesias mas da cidade. Não admira, porque não parece mesmo querer conhecer o concelho,
 
3 - Luís Braz Gil, candidato do CDS à Assembleia Municipal, defende, e bem, um relacionamento mais rigoroso entre a Câmara Municipal e as juntas de freguesia em artigo pequeno mas certeiro também no "JC" com o título "O princípio da freguesia".
 
4 - O BE espraia-se em demagogia no mesmo jornal ("A porca da política é a política fácil"), dando destaque ao seu dirigente nacional João Semedo que, por estar a falar fora de Lisboa e talvez a pensar que tem por alvo uma população de gente inculta, exagera no disparate.
 
5 - Mas depois, surpresa das surpresas, o candidato do BE à Câmara, Carlos Corujo, diz algumas coisas bastante acertadas no que se refere à ligação entre a Caldas da Rainha urbana e a Caldas da Rainha rural, alinhando menos na demagogia política e mais numa perspectiva correcta de desenvolvimento. Só é pena que não seja mais claro quanto ao preço da água e não se refira ao mistério do empreendimento turístico do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
 
6 - O Movimento Viver o Concelho (da candidata independente à Câmara, Maria Teresa Serrenho) começou com energia mas é um mau sinal que não consiga manter o site actualizado, deixando exclusivamente para o Facebook alguns apontamentos sobre o que anda a fazer.
 

Há, de facto, gente com medo...

... das palavras como este episódio bem revela.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A objectividade é uma batata bichada...

 
2 - Terceiro parágrafo da mesma notícia do "Expresso": Vítor Gaspar considerou que a questão central era do domínio público quando o Governo tomou posse, mas que foi necessário um grande trabalho de recolha de informação suplementar, nomeadamente de informação jurídica, uma tarefa que Maria Luís Albuquerque "geriu de forma exemplar".
 
3 - Quarto parágrafo da mesma notícia do "Expresso": A informação disponibilizada pelo anterior Governo, "não é no entanto a informação concreta e quantificada de riscos económicos e financeiros e de aspetos jurídicos que permitem as opções políticas. Se essa informação sistemática existisse na altura da tomada de posse, teria sido possível atuar mais rapidamente", afirmou.
 
4 - Quinto parágrafo da mesma notícia do "Expresso": Perante a acusação do deputado do PS, João Galamba, de que Albuquerque teria travado o processo em curso sobre os swap, Gaspar disse que o "processo nunca foi parado, esteve sempre em progresso".
 
5 - Sexto parágrafo da mesma notícia do "Expresso": Vítor Gaspar afirmou mesmo ter encontrado um "padrão de comportamento" existente "pelo menos nos últimos 15 anos", defendendo por outro lado que tudo fizeram para "amenizar as consequências e evitar" a repetição de contratos swap altamente lesivos para o Estado.
 
6 - Primeiro parágrafo da mesma notícia do "Expresso": "Discutimos certamente esta matéria em profundidade (...) (a ex-secretária de Estado do Tesouro e atual ministra das Finanças) estava de longa data informada" sobre os contratos swap, afirmou hoje Vítor Gaspar, respondendo às questões colocadas pela comissão da Assembleia da República. 
 
7 - Comentário no Facebook: Afinal em que ficamos? Ele vinga-se? Ela mente?


Zon: má-criação e pé enfiado na porta

Mudei de fornecedor do serviço de televisão.
Para mim, mudar de fornecedor é uma coisa normalíssima, que não tem drama nenhum e que faz parte das livres condições do mercado.
Para a Zon, a empresa fornecedora cujo contrato rescindi porque encontrei uma alternativa que me satisfez mais, não parece ser normal.
E tive por isso direito a telefonemas insistentes que chegaram ao ponto de incluir um inusitado ataque de má-criação por parte de um diligente funcionário da Zon que, se estivesse à porta em vez de estar ao telefone, teria decerto tentado enfiar o pé na porta... e sabe-se lá que mais.
Não sei o que espera obter a Zon com estranho modelo de "serviço ao cliente" mas o que de mim só obtém é a decisão de, pura e simplesmente, nunca mais querer ter nada a ver com esta gente.
  

Os felizardos da cidade

 
"Moradores da Avenida da Independência Nacional queixam-se de falta de limpeza depois das obras" - titula a "Gazeta das Caldas" em local nobre da primeira página e com fotografia e tudo.
 


São uns felizardos, os habitantes da cidade de Caldas da Rainha que se queixam da falta de limpeza das ruas onde houve obras.
Quem mora fora da cidade ainda é alvo de maior desprezo por parte da Câmara Municipal de Fernando Costa/Tinta Ferreira - aqui no Cabeço da Vela (Serra do Bouro) substituíram uma conduta há mais de um mês e a rua está toda por pavimentar, com pó e pedras à séria, como se pode ver nesta fotografia:
 



A "Gazeta" devia começar a sair da cidade, que tantas vezes confunde com o concelho. Talvez ganhasse novos leitores e vendesse mais exemplares...

domingo, 28 de julho de 2013

O medo das palavras

Há qualquer coisa de triste nas pessoas que têm medo das palavras como se elas pudessem saltar do papel, ou dos ecrãs de televisão, e transformar-se em monstros medonhos, em extraterrestres sanguinários ou demónios saídos das profundezas do Inferno.
Por um lado, dizer "união nacional" é verbalizar uma coisa perigosa, proibida, que parece mal, mesmo que a expressão surja da conjugação de duas palavras que parecem inocentes sozinhas, coitadas delas.
Por outro lado, o nome Salazar dá origem a tremuras, a frenesins espirituais, a comoções talvez piores do que AVCs, talvez mesmo à libertação de diabos que podem, sabe-se lá, vir até devorar a Terra.
É um medo tal que nem cobardia consegue ser...
 
 

Porque não gosto dos CTT (60): como a "esquerda" se borrifa para os interesses das pessoas

A "esquerda" adora os CTT por motivos apenas políticos ou de certa forma sentimentais e está-se completamente a borrifar (um eufemismo, confesso) para os interesses em concreto das pessoas, dos clientes à força que nem os trabalhadores nem os patrões da empresa CTT respeitam. Está tudo aqui, com uma "declaração de interesses" que não disfarça a tolice.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O preço da água e a demagogia dos políticos locais - à atenção do Movimento Viver o Concelho

Desde 2012 que os residentes no concelho de Caldas da Rainha pagam a água pelo dobro do preço. Ou melhor: o que pagam só pelo consumo da água é duplicado por taxas que transformam uma conta de água de 10 euros em 20 euros, de 20 em 40, de 30 em 60 e por aí adiante.
Este aumento teve o apoio, na Assembleia Municipal, do PSD, do CDS e do PS. O PCP e o BE votaram contra. Isto aconteceu no final de 2011.
O PSD, o CDS e o PS não tiveram qualquer espécie de arrependimento. O PCP e o BE - estranhamente - nunca mais falaram no assunto.
É possível que o preço da água tivesse de ser aumentado. Mas não teria forçosamente de ser aumentado o valor das taxas associadas que não se traduzem em nenhum acréscimo de rapidez, de diligência ou prontidão dos Serviços Municipalizados na conservação e na manutenção da rede de abastecimento de água e no investimento nas infra-estruturas.
Ou seja, em termos práticos: se não houve um aumento nos custos dos Serviços Municipalizados (remunerações, por exemplo), este departamento da Câmara Municipal de Caldas da Rainha tem estado a acumular bom dinheiro graças ao aumento do preço da água. O que permite, pelo menos, uma redução do preço das tais taxas.
O presidente da Câmara que se mudou para Loures fez sempre questão de proclamar que o IRS e o IMI, nas Caldas, eram mais baixos graças à redução da percentagem da receita destes impostos que cabe a cada câmara.
Mas talvez fosse preferível reduzir o preço da água (ou, pelo menos, das tais taxas dos Serviços Municipalizados) porque grande parte da população do concelho não deve pagar IRS (à escala nacional, 56,42 por cento dos portugueses não pagam IRS por terem rendimentos abaixo do mínimo considerado para este imposto) e nem todos os residentes são proprietários de imóveis e/ou de terrenos, não tendo por isso de pagar IMI.
A redução das taxas dos Serviços Municipalizados seria mais proveitosa para os caldenses em geral do que a redução da percentagem municipal dos impostos. Nestes termos, a redução nos impostos tem uma dimensão mais demagógica do que parece.
É significativo que, nesta fase de pré-campanha eleitoral, os partidos representados na Assembleia Municipal (longe da vista e do coração dos munícipes...) não queiram abrir esta discussão.
Uns estão contentes com o aumento do preço da água (talvez os seus representantes sejam ricos ou não se lavem). Os outros têm orgasmos a exorcizar o "pacto de agressão" mas também não estão muito interessados em beneficiar a população.
Seria correcto, e beneficiaria todos os caldenses, prever a baixa das taxas dos Serviços Municipalizados para reduzir o preço da água, em função do conhecimento da situação financeira real deste departamento camarário e da redução racional dos seus custos.
E se não há nenhum partido interessado nisso, talvez o Movimento Viver o Concelho o devesse fazer...

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que é que eles andaram a fazer?

Os candidatos às eleições autárquicas, e estou a referir-me aos que ocuparam e ocupam cargos na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia (e que, em maior ou menos dimensão, tiveram responsabilidades no que foi feito e não foi feito), não têm o hábito de prestar contas ao eleitorado.
Esta ausência de prestação de contas (o "accountability" anglo-americano) acaba na prática por branquear os quatro anos de funções públicas que exerceram, remuneradas directa ou indirectamente, numa tentativa de iludir as pessoas a quem vão pedir votos.
Na Câmara ou na Assembleia Municipal, especialmente, sentem-se resguardados do povo e não vêem para lá da sua zona de conforto imediata, pensando que quatro anos são um bom período para ganharem qualquer coisa, enredando-se em pequenos e médios debates que (como se pode ver aqui) nada têm a ver com o quotidiano do concelho.
É gente que intervém para mostrar ao partido que ainda existe, para se ouvir a si própria, com o mesmo zelo com que qualquer pessoa discute em família a vida e os segredos dos vizinhos.
No caso de Caldas da Rainha, o candidato "herdeiro" do presidente da Câmara que desapareceu para outro concelho, tem de fazer de conta que nunca existiu porque o estado lamentável do concelho é, obviamente, da sua responsabilidade.
Pelo PS, já vimos o alheamento orgulhoso do seu candidato relativamente aos problemas reais do concelho.
O CDS manifesta-se quando não tem lugar à mesa do poder e cala-se quando tem.
O PCP e o BE, sem qualquer vocação para o poder, exercitam a sua peculiar "agitprop" mas sempre nas nuvens das suas próprias utopias - se se opuseram ao aumento do preço da água, já nem sequer se devem ter lembrado de quanto o aumento prejudicou as famílias nos termos em que foi feito; o gigantesco empreendimento turístico, de que ninguém consegue afastar as interrogações se terá havido, ou não, corrupção e branqueamento de capitais, não os preocupa.
Afastado até agora dos órgãos de poder, e demonstrando uma energia assinalável, o Movimento Viver o Concelho, da independente Maria Teresa Serrenho, já representa (só por ter aparecido) uma esperança de que alguma coisa pode mudar neste triste esquema de coisas.
É, neste momento, a única esperança que podemos ter, aliás.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Nas tintas para todos nós - Tinta Ferreira à procura da 25.ª hora (5)

 
A Foz do Arelho e a Lagoa de Óbidos são locais de interesse turístico, que podem atrair visitantes estrangeiros e nacionais, que gastarão o seu dinheiro aqui, como é normal nestas coisas.
Mas não me parece que o estado miserável da Foz do Arelho, sobretudo na zona que confina com a Lagoa de Óbidos, atraia muitos turistas.
A Câmara e a Junta de Freguesia da Foz do Arelho não se importam com a situação, estranhamente.


 
O cais que dá para a Lagoa de Óbidos está assim há dois anos.
Simbolicamente, o acesso à lagoa fica vedado.
A Câmara e a Junta de Freguesia estão-se nas tintas...
 



Há um parque de caravanas na Foz do Arelho. Esse parque de caravanas, à borla, é a rua.
 

 
A Lagoa de Óbidos vista da Foz do Arelho: uma paisagem árida e hostil
 


Esta zona parece destinar-se a ser um parque de caravanas.
Quem para aqui olha vê um muro destruído. Isto é desleixo.
 



Nesta zona ficavam os bares que arderam. Nada os substituiu. 

O momento "Guerra dos Tronos" de António José Seguro

1 - Se tivesse alinhado no acordo desejado pelo Presidente da República, António José Seguro teria garantido a chegada do PS ao poder em 2014 e conseguiria que, até lá, as medidas antipáticas fossem tomadas apenas pelo governo do PSD e pelo CDS, podendo ter até a oportunidade de as tornar menos antipáticas, ou de fazer de conta que conseguia que elas fossem menos antipáticas.
2 - Com esse acordo, o PSD e o CDS chegariam enfraquecidos às eleições legislativas de 2014, sem tempo para tomarem medidas compensatórias, e dificilmente ganhariam essas eleições. As eleições autárquicas de Setembro seriam um prenúncio dessa derrota e turvariam definitivamente o ambiente.
3 - Ao ceder às pressões imediatistas de Mário Soares, Manuel Alegre e José Sócrates, António José Seguro revelou uma fraca capacidade de liderança: se cedeu a uns também pode vir a ceder a outros; ou a quaisquer outros. Se não obtiver um resultado muito positivo nas eleições autárquicas de Setembro, e afastada a hipótese de o PS voltar ao poder em 2014, fica numa posição interna ainda mais débil.
4 - O PSD e o CDS ganharam dois anos, politicamente: um primeiro ano para acabar de aplicar o memorando da "troika" e um segundo ano para suavizar algumas das coisas que fizeram.
5 - Se o conseguirem fazer e se se apresentarem coligados em 2015, o resultado das eleições legislativas desse ano pode vir a ser-lhes favorável.
6 - Nesta perspectiva, as eleições europeias de 2014 serão mais perigosas para o PSD e para o CDS do que as eleições autárquicas de Setembro deste ano.
7 - Porque foi agora para Seguro e para o seu PS, e não para o PSD e o CDS, que as eleições autárquicas se tornaram de repente mais perigosas. Ao prestar vassalagem aos verdadeiros donos do PS, Seguro vai ter o seu momento "Guerra dos Tronos": ou vence ou morre. E caberá a António Costa erguer o machado para o decapitar, com a protecção dos que obrigaram Seguro a ficar inseguro.

O candidato do PS também desconhece que o concelho de Caldas da Rainha não é só a cidade...

Uma das coisas mais grotescas que tenho visto nesta terra é o desprezo absoluto e o desconhecimento que os políticos e a saloia elite caldense vota a tudo o que existe fora da cidade de Caldas da Rainha... com excepção da Foz do Arelho em alguns sábados, domingos e feriados.
E pior ainda é quando essa postura se afirma nas eleições autárquicas com os candidatos a pedirem o voto a gente (todos os que moram foram da cidade) a quem nunca ligaram e a cujos problemas nunca dedicaram um segundo de atenção.
Se há casos em que isso pode não se notar à primeira vista porque há quem disfarce, há outros em que não se pode ser mais claro.
É o caso do candidato do PS à presidência da Câmara Municipal, Rui Correia.
No seu bem ornamentado site, há um espaço dedicado ao que o ilustre professor e consultor internacional "conseguiu" e "não conseguiu" fazer. Está aqui e é só da "cidade" que se fala.  
Era preferível que Rui Correia se candidatasse a uma junta de freguesia... da cidade!

Nas tintas para todos nós - Tinta Ferreira à procura da 25.ª hora (4)


Mais imagens de um concelho condenado à degradação...




Desmazelo: a obra na rua foi terminada mas o que parece ser um eventual ponto fraco ficou assim sinalizado há três semanas com caniços e fita plástica em vez da repavimentação (Cabeço da Vela, Serra do Bouro)



 
Desleixo: uma boca de incêndio que parece nova,
o resto do que parece ter sido uma boca de incêndio, à espera de uma repavimentação que volte a transformar uma estrada de terra batida em rua (Cabeço da Vela, Serra do Bouro)
 


Desprezo: as obras acabaram há três semanas, isto está assim - é como a Câmara e o seu presidente em exercício nos trata (Cabeço da Vela, Serra do Bouro)



Lixo: os lancis existem, o resto não - quiseram fazer de conta que iam pôr passeios mas ficou tudo assim...

 
... num lado e no outro da rua (Campo, Tornada)
 
 


Perigo: a Escola Básica do Campo (Tornada) deixou de ter a passagem de peões que obrigava os carros e diminuir a velocidade... mesmo em frente ao portão da escola, de onde saem as crianças

domingo, 21 de julho de 2013

Paisagem




Janela com flores de uma buganvília por baixo e arvoredo ao fundo
e parede ao lado
 com um cartaz de promoção de "O Clube de Macau" (2007)


Nas tintas para todos nós - Tinta Ferreira à procura da 25.ª hora (3)

 
Gostava de ver o candidato do PSD e presidente em exercício da Câmara Municipal de Caldas da Rainha a prestar contas do que fez e não fez enquanto foi só vice-presidente à sombra de Fernando Costa.
Só que não acredito que o faça - porque talvez não tenha nada para dizer e porque nunca deve ter ouvido falar de "accountability" no tal curso à distância que a Universidade Autónoma de Lisboa manteve nas Caldas... 

Nas tintas para todos nós - Tinta Ferreira à procura da 25.ª hora (2)




Alguém se entende no meio desta confusão?
Custa muito dar o devido destaque às duas placas realmente importantes?
Nem a Câmara Municipal nem a Junta de Freguesia da Tornada
se preocupam...
 


O sinal de cedência de prioridade só se safou por ser alto,
caso contrário também teria ficado escondido.



Isto é, por assim dizer, uma espécie de rua...

sábado, 20 de julho de 2013

Mercado Medieval de Óbidos: tasquinhas, definitivamente

Já no ano passado me tinha agradado menos aquilo em que o Mercado Medieval de Óbidos se transformou: uma feira de tasquinhas em formato semi-medieval. É interessante... mas repetitivo.
A visita deste ano confirmou-o: tasquinhas, menos espectáculos, comércio quase a nível zero.
No próximo ano talvez não volte mesmo.

Contra fitas não há argumentos...

Pessoa ligada ao evento que deu origem a isto telefonou-me para, julgo eu, justificar o facto de as fitas demorarem três dias a serem retiradas.
Os argumentos que empregou foram, resumidamente, seis:
- o percurso era de 70 quilómetros;
- as pessoas que puseram as fitas são pessoas de bem;
- estas pessoas trabalham;
- é "impossível" tirar as fitas em tão pouco tempo;
- só os proprietários dos terrenos onde são postas as fitas é que têm o direito de protestar;
- a Junta de Freguesia da Serra do Bouro considera que eu sou "pessoa intratável".
 
 
 
Mas o certo é que tiraram as fitas...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Ministra foi mostrar o buraco"




Quatro constatações:
 
1 - Esta manchete ordinária do "Jornal de Notícias" vem na sequência dos ataques verbais e praticamente físicos aos titulares dos cargos políticos bem como das campanhas da "esquerda" que desculpam manifestações agressivas que ferem a própria democracia e culpabilizam tudo o que possam dizer os políticos da "direita".
 
2 - Se por acaso se aplicasse o "mostra o buraco" a Ana Avoila ("Sindicalista foi mostrar o buraco"), Heloísa Apolónio, Ana Drago ou Catarina Martins ("Deputada foi mostrar o buraco"), teríamos a "esquerda" aos urros durante pelo menos duas semanas.
 
3 - Não se ouviu até agora um único protesto vindo de arautos, manifestantes, feministas e extasiadas do "politicamente correcto".
 
4 - Não se ouviu até agora um pio que fosse da Entidade Reguladora da Comunicação Social ou desses paladinos vesgos da deontologia que formam a direcção do actual Sindicato dos Jornalistas, a que aliás preside um jornalista do próprio "Jornal de Notícias".

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mais difíceis de tirar do que de pôr...




O tal evento foi no domingo. Mas só na quarta-feira é que estas fitas desapareceram.
Há duas coisas que não consigo compreender, apesar de isto se repetir todos os anos:
- Porque é que as fitas plásticas não são de imediato retiradas quando termina o evento?
- Quem é que serão os "cérebros" que pensam que espalhar fitas de plástico pela paisagem serve vender mais carros, ou mais bicicletas?
 

Brincadeiras de crianças, de "jotas" e de Pioneiros...

Na reunião de ontem entre o PSD, o PS e o CDS, estiveram 2 ministros e 2 secretários de Estado do governo formado pelo PSD e pelo CDS. Mas o PS diz que não está a negociar com o Governo mas com o PSD e com o CDS.

Enquanto vai negociando, o PS vota a favor de uma moção de censura ao Governo do qual fazem parte as pessoas, membros do Governo e representantes do PSD e do CDS, com quem ontem se reuniu,

Como se estas reuniões fossem actividades de ATL, o Presidente da República envia para assistir uma espécie de educadora de infância.

O PCP e o BE, que sempre se excluíram de tudo o que tenha a ver com a "troika", resolveram fazer uma cimeira a dois em jeito de "remake" e tipo "Portugal dos Pequeninos". Falta-lhes uma "troika"-zinha para andarem mais entretidos.

O PEV, que ninguém parece ter tomates (desculpem lá...) para tentar saber o que é, apresenta uma moção de censura e toda a gente leva a coisa a sério.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Uma questão de transparência

 
Talvez estivesse na altura de saber o que são e o que valem - pelo voto livremente expresso dos eleitores - o Partido Ecologista Os Verdes e a Intervenção Democrática.
Estas duas organizações têm concorrido a eleições sempre sob o chapéu-de-chuva do PCP.
A transparência que muito boa gente acha imprescindível na vida democrática devia aplicar-se a estes estranhos casos.

O PCP apostado em ser o MRPP do novo século...





... mesmo sabendo o que aconteceu ao MRPP.

Uma dúvida sobre o Presidente da República

Não estará Cavaco Silva, sabendo que é praticamente impossível o acordo (governamental? parlamentar? seja-o-que-for?) a três que propôs, à procura de um pretexto para fazer eleições legislativas ainda este ano, impedindo deste modo a reforma do Estado em que ele - como pobre reformado cuja reforma não lhe chega para os "alfinetes"... - é parte (não) interessada?

sábado, 13 de julho de 2013

O silêncio do PSD, do PS, do CDS, do PCP e do BE sobre o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica

Há dois anos, o Plano Director Municipal de Caldas da Rainha foi alterado pela Assembleia Municipal, sem votos contra, para abrir uma zona de excepção: o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica, abrangendo as freguesias da Serra do Bouro e da Foz do Arelho.
A alteração, que previa expropriações, destinava-se a um empreendimento turístico gigantesco, promovido por duas empresas desconhecidas cujo representante era o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro.
Além, obviamente, do PSD, o PS, o CDS, o PCP e o BE aprovaram a alteração.
Dois anos depois nada se sabe.
Os partidos da "oposição" nem sequer falam do que fizeram (a alteração do PDM)... como se estivessem envergonhados por o terem feito.
O poder local responsável é isto?... Ninguém fala em nada? Ninguém faz perguntas?
Ninguém pergunta pela miragem dos empregos que iam ser criados?
Espero que a candidatura independente "Viver o Concelho" não se esqueça de pedir contas disto... 

"Justified" - uma surpresa!

Cheguei à série televisiva "Justified" por via de "Deadwood" e da interpretação que Timothy Olliphant nela faz do xerife local, Seth Bullock. Já tinha tentado ver dois ou três episódios na televisão (em Portugal tem sido exibida pelo discreto MOV) mas senti-me sempre derrotado pela sensação de que me faltavam alguns elementos para lhe compreender a história.

Timothy Olliphant como Raylan Givvens em "Justified"
 
Vista agora na íntegra em DVD (as três primeiras temporadas, com a quarta a ser ainda transmitida pelo MOV), percebe-se como mais uma vez a televisão consegue fazer o que o cinema, em geral, faz cada vez menos: contar uma história com tempo suficiente para o seu desenvolvimento e para a completa estruturação das personagens.
Iniciada sob a égide do escritor Elmore Leonard e inspirada pelo seu conto "Fire in the Hole", "Justified" equilibra prodigiosamente o respeito pelo tipo de narrativa de Leonard (bons diálogos, acção perfeita) com a necessidade de fornecer um espectáculo televisivo dinâmico.
Ao mesmo tempo, cria duas personagens inesquecíveis: o "marshall" Raylan Givvens (Timothy Olliphant, que disse ser "justificada" a morte a tiro de um criminoso que esteve na origem do seu exílio no Kentucky dos "hillbillies" onde nasceu) e a sua "bête noir", o "outlaw" Boyd Crowder (Walter Goggins).
Foi, finalmente, uma surpresa.
E já agora, que vem a propósito, "Justified" também não aparece aqui. Pois, eu sei, por que carga de água é que havia de aparecer?!...

Cultura à moda do "Expresso"

Um jornalista do "Expresso" que às vezes também parece ser crítico de cinema (e de televisão?) ocupa hoje uma página do dito jornal a apresentar pormenorizadamente uma série norte-americana que o canal de televisão por cabo Fox emite a partir de hoje.
A série intitula-se "The Bridge" e põe em cena dois polícias, um americano e outro mexicano, a trabalharem em conjunto.
Mas "The Bridge" não é uma série original. E o jornalista omite a informação.
 
 
"Broen/Broen": pormenores aqui
 
Na sua origem está a série "Bron/Broen", uma coprodução sueca e dinamarquesa (a que eu aqui já me referi, a propósito, e depois de a ver).
É possível que a Fox não tenha fornecido essa informação (que está omissa no seu site).
Mas ela está presente aqui, na entrada do Internacional Movie Database (IMDB) sobre a versão americana. E, embora com menos desenvolvimento, o IMDB também não falha no registo de "Bron/Broen" aqui.
A omissão, cujos motivos se desconhecem mas que podem ter a ver com a falta de "trabalho de casa" e com a ignorância de quem escreve, é mais um elemento que ilustra a falência da actual comunicação social no nosso país e mais uma demonstração dos pés de barro do semanário que já uma vez foi designado por "a Bíblia do regime".

Uma adenda indispensável:
Ao contrário do "Expresso", a ligação da série americana à série original é citada (e bem ilustrada) no suplemento "Tentações" da "Sábado", em texto de Ricardo Martins Pereira.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Já saiu mais um número do "Tomate"

Aí está mais um número, o 5, do e-magazine "Tomate", que tem vindo a crescer e a ficar gradualmente ainda melhor, disponível aqui.
Neste número escrevo sobre as greves que hoje, sob a égide de um PCP cada vez mais parecido com o MRPP, são voltadas directamente contra a população e não contra os patrões, estando o texto disponível aqui.

"Departamento 19": a herança de Van Helsing



No Reino Unido há um departamento governamental secreto conhecido apenas por Departamento 19 ou, entre os seus operacionais, por Luz Negra.
É uma organização militarmente estruturada que nasceu em 1892 sob a égide de Abraham Van Helsing. Lembram-se dele?
Pois, era o professor que, no romance epistolar "Drácula", de Bram Stoker, combatia o famoso vampiro. E sim, foi esse mesmo Van Helsing que criou o Departamento 19 para combater vampiros, lobisomens e outras manifestações sobrenaturais...
Este é o ponto de partida do romance "Departamento 19", do inglês Will Hill, agora lançado pela Topseller, um misto interessante de história de aventuras, de história fantástica e de ficção científica, que tem como herói um adolescente azougado e corajoso que quer descobrir o que aconteceu ao pai, também ele um graduado da Luz Negra, com a ajuda de um companheiro muito especial.
Movimentado e cheio de alusões cinematográficas e literárias (como é o caso da entrada em cena do próprio Stoker e do actor Henry Irving, que o inspirou para a figura de Drácula), "Departamento 19" é uma boa história de aventuras, já com várias continuações, que tem todas as condições para chegar à televisão e que é capaz de entusiasmar os fãs das histórias de vampiros.
O site www.department19exists.com, dinamizado pelo autor, é um excelente complemento a esta série.

Karin Slaughter, finalmente - abram alas para "Triptych" em Outubro...

Karin Slaughter, uma das maiores autoras de "thrillers" dos nossos dias que tem sido praticamente ignorada em Portugal, vai ter agora o seu justo reconhecimento entre nós com o lançamento do seu extraordinário "Triptych" no próximo mês de Outubro.
Foi este romance, um "thriller" perfeito, que lançou a sua mais interessante personagem, Will Trent, um investigador disléxico cuja vida é dominada por mulheres, e nem sempre da maneira mais fácil.
A iniciativa é da Topseller pela mão da sua editora Ana Afonso, que publicará a seguir "Fractured", o segundo livro da série.
Will Trent é uma das personagens mais interessantes desta autora, que também desenvolveu uma segunda série em que o principal papel cabe a Sara Línton, médica pediatra e patologista.
As duas séries estão já compradas para televisão.
 
 

As orgias onanistas dos comentadores

Parei ontem por instantes na TVI24, num programa de debate (?) político onde, a certa altura, Constança Cunha e Sá (jornalista), Francisco de Assis (deputado, PS) e Fernando Rosas (ex-deputado, BE, ex-MRPP) contestavam todos ao mesmo um solitário Paulo Rangel (eurodeputado, PSD) que ia tentando dizer com alguma paciência o que pensava.
Não consegui ouvi-lo nem, tão pouco, ouvir o que poderiam ser as objecções dos outros três e desisti.
Isto que vi não é caso único, infelizmente. Os deputados e ex-deputados, dirigentes e ex-dirigentes, jornalistas e "especialistas" e uma tribo imensa de "tudólogos" parecem ter posto de parte qualquer tipo de interesse em permitir que os espectadores (que mal sabem quem eles são porque as televisões até já dispensam a identificação de quem fala) consigam perceber o que eles dizem.
Os debates (?) em que participam com frenesim estão a tornar-se verdadeiras sessões de sexo em grupo com pessoas que se satisfazem em delírios onanistas pela simples possibilidade de se ouvirem falar na televisão.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Mercedes-Benz (de Leiria) a emporcalhar o ambiente

Desta vez é a Mercedes-Benz (de Leiria) a ir na cantiga dos "desportistas" que gostam muito de espalhar fitas de plástico na paisagem...
Ou será mesmo convicção da Mercedes-Benz (da Leiria) de que é assim que defende o ambiente?



 
 
 
 
Actualizando:
Da Sodicentro Leiria recebi hoje (11.07.13) o seguinte e-mail: " Agradecemos desde já a denuncia que nos fez. Como é obvio a Mercedes-Benz em Leiria não coopera com estas atitudes para com o meio ambiente. Desconhecíamos o facto de ainda haver algumas fitas espalhadas e já tomamos medidas para que as mesmas fossem recolhidas."
 
 

EDP - A Crónica das Trevas (57): a trabalhar no restaurante...


Grande festa hoje da EDP no restaurante Cortiço, de Caldas da Rainha, até às quatro da tarde, com muitos carros de serviço e muitos funcionários.




Ou terá sido alguma falha de energia?...

domingo, 7 de julho de 2013

Nas tintas para todos nós - Tinta Ferreira à procura da 25.ª hora (1)

Um candidato a eleições que aparece a fazer de conta que não teve responsabilidades nenhumas no que nunca foi feito, ou ficou por fazer, dá a desagradável impressão de nos querer tomar a todos por imbecis.
 

sábado, 6 de julho de 2013

Então a CGTP já tem medo do calor?

Quando o ex-ministro das Finanças se referiu a um retrocesso no investimento na construção civil devido às condições meteorológicas caíram o Carmo e a Trindade e um deputado do BE brandiu o Borda d'Água no Parlamento como argumento político.
Mas hoje a decisão da GCTP de cancelar uma manifestação em Lisboa por causa do calor é recebida com um silêncio respeitoso, venerador e obrigado.
O calor que está não é uma novidade meteorológica nem um fenómeno da natureza.
Existe, faz parte da época, desaparecerá no seu tempo. E já houve muitos verões meteorologicamente quentes em que não se cancelaram comícios, manifestações ou outras acções de protesto. O que é natural - então a acção política submete-se à meteorologia? Alguma foi a Festa do "Avante!" cancelada por causa do calor?!
Portanto, a manifestação ter sido cancelada por causa do que as televisões e os jornais não mostraram na mais recente greve geral: as pessoas foram para a praia nesse dia.
E hoje, neste sábado, não haveria decerto muita gente disposta a trocar a praia, ou ambientes mais frescos, por uma manifestação em Lisboa. Portanto, a manifestação - a enésima manifestação de protesto contra este governo - seria um fracasso. O que também seria natural.
A "esquerda" não sabe inovar, nisto como noutras coisas. Se soubesse, arranjaria alternativas para manter protestos no dia de hoje contra o negregado governo. Nas praias, nos campos e nas ruas.
Desta maneira, por exemplo:





Ou desta:



Ou como já aconteceu numa greve geral:




Admito que seria horrível ver Arménio Carlos, Jerónimo de Sousa, Mário Nogueira ou outros protestantes nestes preparos. Mas com tanta gente que a CGTP se gaba de ter a aderir às suas iniciativas haveria decerto muitos outros motivos de satisfação... 


Uma nota de actualização às 13h35 de domingo, dia 7 - O "Público" ainda tinha de manhã uma notícia sobre o fracasso (centenas de pessoas...) da concentração que substituiu a manifestação que a CGTP teve medo de fazer. Às 13h30, a notícia tinha desaparecido. É mais significativa a ausência de notícias sobre aquilo que sobrou da manifestação do que a notícia de que ela se limitou a ter "centenas de pessoas"...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Para mais tarde recordar...

... em jeito de aula prática de jornalismo e de teoria da comunicação:

"Público", 5.07.13: "Cavaco exige líder do CDS no Governo"

"Sol", 5.07.13: "Cavaco não exige Portas no Governo"

Os dois jornais, "Público" e "Sol", têm boas fontes de informação nos meios políticos. Cultivam ambos o rigor jornalístico. Os seus directores têm, no entanto, pontos de vista diferentes em termos políticos. As empresas que os suportam têm perspectivas e estratégias também diferentes.
Um deles, no entanto, poderá estar errado. Ou não, porque o Presidente da República pode não se ter pronunciado de maneira tão taxativa.
É natural que dois, ou mais, jornais (porque estas duas versões aparecem noutros jornais) afirmem coisas tão diferentes.
Não é de excluir, como faz parte das regras do jogo, alguma tentativa de manipular, ou influenciar, os acontecimentos e/ou a opinião pública.
Mas, apesar de tudo, há algo de bizarro nesta confusão. Que tenderá a manter-se enquanto não houver governo até porque, institucionalmente, o Presidente da República não deve responder ao que pode ser considerado uma mera especulação jornalística. 

 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O PSD de Tinta Ferreira em todo o seu abominável esplendor

A desastrada fusão de freguesias do concelho de Caldas da Rainha não correspondeu aos interesses das populações nem representou o "mal menor" da abominável campanha que os presidentes das juntas de freguesia andaram a fazer para conservar os seus lugares.
Esta fusão que juntou freguesias sem contiguidade territorial e "puxou" para a ditadura da cidade as especificidades rurais e litorais teve como único objectivo favorecer os ocupantes das juntas.
O PSD de Tinta Ferreira (a herança de que fugiu Fernando Costa) demonstra-o da forma mais exemplar: o até agora presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro (o autarca que nem sequer luta pelo abastecimento de água com os autotanques dos Bombeiros quando os seus eleitores ficam sem água, o causídico que representa os interesses das empresas que podem expropriar terras na Serra do Bouro para o empreendimento turístico que ele representa, o agressor verbal de quem discorda dos disparates foguetísticos das suas festas, o defensor do "quem está mal muda-se" proto-fascista e o borrifador de caracóis) é o seu número 2 para a lista que quer dominar o casamento à força das freguesias de Santo Onogre e da Serra do Bouro.
Por já ter cumprido o limite de mandatos, não podia ser número 1.Vamos ver onde quererá chegar.
A candidatura do PSD de Tinta Ferreira é um desastre e não visa servir a população do concelho de Caldas da Rainha.
Nada, rigorosamente nada, recomenda o voto nesta gente nas eleições autárquicas.
Espero que os cidadãos eleitores de Caldas da Rainha os derrotem, e de forma bastante significativa.
Pela minha parte lutarei por isso.

O que torto nasce tarde ou nunca se endireita



Não tinham ainda passado dois dias quando a canalização nova rebentou. Um dos funcionários da empresa que a veio reparar disse que o problema era uma ligação de plástico partida e que podia ter havido algum camião que lhe tivesse passado por cima, apesar da sua localização mesmo na berma.
Há duas explicações mais naturais: a terra instável que lhe foi posta por cima (talvez o asfalto, que não puseram, a protegesse) e o velho provérbio que diz que o que torto nasce tarde ou nunca se endireita...

O PS anda a salivar demais

Perante a perspectiva de voltar muito mais cedo ao poder, com uma eventual antecipação das eleições legislativas já para daqui a dois meses, o PS parece um cão esfomeado posto perante um petisco a que não chega mas já cheira, a salivar copiosamente.
O pior é que a baba que dele se desprende já começa a enlamear tudo.

A luta continua...

Pode ser que, felizmente, isto não aconteça e que haja maneira de manter alguma estabilidade pelo menos até ao Verão de 2014 mas, infelizmente, não nos livramos dos desvarios que conduzem, todos eles, à horrenda perspectiva da devolução do poder ao PS.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O que aí vem


Não é preciso ser-se astrólogo, politólogo ou "tudólogo" televisivo para prever o que aí vem:

- eleições legislativas em 29 de Setembro;
- Governo PS com (a) CDS e PSD decapitado ou (b) PCP, CGTP e BE;
- renegociação do empréstimo com a "troika", que levará à sua renovação a partir de 2014 (o segundo resgate);
- ilusão de fim da crise;
- Orçamento de Estado para 2014 com novas medidas de austeridade e lançamento da versão PS da "reforma do Estado";
- eleições legislativas antecipadas em 2016 ou 2017 empurradas pelo Presidente da República eleito em 2016 para tentar garantir a sua própria maioria no Parlamento;
- mais "reforma do Estado", mais austeridade;
- final (oficial) da crise em 2020 ou 2021.

Alguém há-de sobreviver.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Será desta?





Em resumo:
- a conduta nova na povoação de Cabeço da Vela (Serra do Bouro, Caldas da Rainha) parece ter ficado instalada e ligada, desde as obras intermitentes que começaram em 8 de Abril;
- as ligações às casas andaram a ser terminadas no último momento;
- talvez não haja mais rupturas;
- ainda falta reparar alguns estragos;:
- falta alcatroar as ruas afectadas;
- neste processo, em que se misturaram opções duvidosas e as rupturas do costume, não apareceu nenhuma candidatura às eleições autárquicas, o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro nunca se mostrou, os Serviços Municipalizados não pediram aos Bombeiros nenhum autotanque e ninguém, dos Serviços Municipalizados e/ou da Câmara Municipal, veio falar com a população;
- e como o reconheceu o próprio Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Lisboa, esta obra nunca teria sido feita se não fosse eu a queixar-me ao Provedor de Justiça.

"Telefone você", ó Dr. Tinta Ferreira?!

Telefono para os Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha, por causa disto, e perguntam-me se quero o número de telefone do empreiteiro (contratado pelos Serviços Municipalizados!...) para eu lhe telefonar a dizer que ficou uma ligação esquecida!
Deve ser difícil encontrar pior do que isto, ó senhor candidato a presidente da Câmara...
 
 

Dizem-me que é hoje...


... que a nova conduta fica ligada. Mas não acredito, porque ainda há ligações por fazer. As duas casas vizinhas já estão ligadas mas esta... ficou esquecida.




Estas obras não são para se fazerem, mas para se irem fazendo.

Sete alfaiates para matar uma aranha














Muito obram os Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha...


EDP - A Crónica das Trevas (56)

Apagão às 8h45.

Winter is coming

 


Obras à moda do Dr. Tinta Ferreira



Este buraco foi aberto pela terceira vez e, como já é costume, ficou assim... desprotegido, transformado numa armadilha.





Lá dentro, uma extremidade de conduta que deverá servir para a passagem de água potável foi improvisadamente tapada com um saco de plástico do Aki que, desde a véspera, andava a esvoaçar pelo chão perto do caixote do lixo.
Lá dentro ficou uma garrafa de plástico de água que é também um ícone perfeito para estas obras, a que o presidente interino da Câmara e administrador dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha, Dr. Tinta Ferreira, deixará o seu nome indelevelmente associado.
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Agora a falta de água até já tem requintes de pré-aviso!...

Na semana que começou a 10 de Junho ficámos (no Cabeço da Vela, Serra do Bouro, Caldas da Rainha) sem água logo nessa segunda-feira.
Na semana que começou a 17 de Junho, a água começou a faltar no próprio dia 17 e a seca prolongou-se pelo dia 18.
Na semana que começou a 24 de Junho, ficámos sem água no dia 28, sexta-feira.
Para não perdermos o hábito, e pela primeira vez, essa extraordinária instituição maravilhosamente gerida e sempre atenta ao nosso bem-estar que são os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Caldas da Rainha, já fez saber que amanhã, dia 28, também estaremos sem água, como quem anuncia um castigo: das 8 da manhã às 8 da noite! Não se sabe porquê, nem para quê. Mas também é característico de quem se está completamente nas tintas (apetece dizer "nas Tintas Ferreira"!...) para os interesses e o bem-estar dos consumidores que pagam preços de luxo para ter água canalizada... de vez em quando.
Pelo meio, vale a pena recordar: estamos com obras intermitentes desde 8 de Abril deste ano (há 83 dias), com buracos feitos, tapados e reabertos, rupturas diversas, lama e poeira; as entidades que o podiam fazer não nos trazem sequer a esmola de uma gota de água dos auto-tanques dos Bombeiros, o presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro não quer saber dos residente da "sua" junta de freguesia (reparem bem no que votaram!...), as candidaturas autárquicas ignoram-nos.