segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O PS ganhou... mas onde é que estão os 274 064 votos que perdeu desde 2009?

Nas eleições autárquicas de ontem, o PS teve 1 809 708 votos.
Mas em 2009 tinha tido 2 083 772 votos. Ou seja, em quatro anos perdeu 270 064 votos.
Os resultados (dos dois anos) estão aqui e estes números são mesmo oficiais.

Uma "Nova Dinâmica" realmente imparável... com lama e buracos


Aqui, onde se aguarda há 98 dias a "reposição total de pavimentos" prometida pela Câmara de Tinta Ferreira em 22 de Junho, a chuva já provocou isto:


Um rio de lama que vai por aí abaixo e que já fez derrapar um carro...

... e um buraco que já começa a abrir-se.



 

















Talvez seja necessário um acidente para isto se resolver. E, já agora, se isso acontecer, o que eu aqui tenho escrito e as fotografias que, sem contestação da Câmara Municipal, tenho publicado e um testemunho mostrarão exemplarmente a negligência municipal da "Nova Dinâmica".

 
[No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013. - Esclarecimento da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, 22 de Junho de 2013]

Trevas pós-eleitorais

Talvez para saudar o resultado eleitoral do PSD caldense (de onde nunca se ergueu um queixume que fosse contra a epidemia dos apagões), a EDP brindou-nos hoje com um vendaval de apagões, que paralisaram algumas zonas da cidade e dos arredores. É bem apropriado...

Balanço e perspectivas: PSD, PS, BE e MVC

A manutenção do PSD no poder é uma vitória que verdadeiramente não o é.
O partido dominante perdeu quase 2 mil votos relativamente a 2009. E a sua influência deve ser menos clara do que convém à democracia. A Câmara e as estruturas autárquicas não devem ser o maior empregador do concelho, como acontece noutras regiões do País, mas é natural que essa circunstância tenha pesado no voto.
Por outro lado, esta vitória de Pirro do PSD não é boa para o próprio partido, onde triunfou a burocracia (e Tinta Ferreira é a imagem do supremo burocrata) sobre o PSD mais genuíno (a ala de Hugo Oliveira).
E a população verá, muito provavelmente, que tudo o que estava mal irá ficar ainda pior. A chuva se encarregará de o mostrar, para começar.
 
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A derrota do PS é mais importante do que parece porque mostra bem os males das candidaturas intermitentes. Talvez haja situações em que pode ser a morte do artista quando um partido só pensa nas questões locais de quatro em quatro anos. Foi o caso do PS.
Houve votantes seus que se foram embora. Talvez não regressem.
 
 
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O desaparecimento do BE tem uma dimensão nacional e local.
Localmente, percebe-se agora o que já era visível: a sua chefia andava desesperada. E o desespero é mau conselheiro. Tudo contribuiu para darem com os burrinhos na água. (Pessoalmente, fico muito satisfeito. Para a próxima, se lá chegarem, arranjem um líder educado e inteligente.)
 
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O Movimento Viver o Concelho (MVC), que só interveio nestas eleições, teve um resultado contraditório.
Com dois mil votos, alcançou uma posição interessante. Não ganhou (e a dimensão das perdas do PSD criava factores acrescidos de imprevisibilidade) mas não perdeu. Até porque não há motivo de comparação. Ganhar espaço no xadrez partidário, quando ele está cristalizado há tantos anos, é uma tarefa difícil, como o mostra a história da democracia.
O MVC teve uma vitória que não o parece ser. Mas foi uma vitória.
O mais difícil vem agora a seguir: afirmar-se durante os próximos quatro anos, intervir pela afirmativa e sem esmorecer e não fazer apenas prova de vida, vigiar de perto as políticas camarárias.
Maria Teresa Serrenho, a sua candidata à Câmara, não conseguiu ser vereadora e não está na Assembleia Municipal. Mas não pode perder visibilidade. Teve uma primeira vitória ao conseguir lançar e consolidar o MVC. Tem agora de se preparar para as eleições autárquicas de 2017. É isso que esperam os cerca de dois mil votos que obteve e que lhe chegaram de todos os quadrantes.

[O MVC publicou aqui um comunicado sobre o resultado das eleições, cuja leitura recomendo.]

domingo, 29 de setembro de 2013

O PS não ganhou em percentagem aos partidos do Governo

Os resultados oficiais (que podem ser consultados aqui) dão o PS com uma percentagem global de 37,82 por cento nestas eleições... enquanto o conjunto dos partidos do Governo (PSD e CDS com outros) teve 38,79 por cento.
Neste momento, há 678 freguesias por apurar e 2496 já apuradas.

Caldas da Rainha: PSD, PS, CDS e BE foram-se abaixo, PCP sobe um pouco e MVC entra no mapa

 
O PSD teve 11130 votos para a Câmara em 2009, só teve agora 9216 votos (ou seja, menos 1914).
O PS teve 5618 votos para a Câmara em 2009, agora teve apenas 4851 (menos 767 votos).
O CDS teve 2449 para a Câmara em 2007 e agora teve 1962 (menos 487 votos).
O BE teve 1075 votos e agora ficou-se pelos 602 (menos 473 votos).
O PCP subiu, de 915 votos em 2009 para 1015 (ou seja, mais 100).
O Movimento Viver o Concelho (MVC) é agora a quarta força, com 1863 votos.
O número de vereadores não se alterou: o PSD tem 4 (e, infelizmente, a presidência da Câmara), o PS fica com 2 e o CSD com 1.
 
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No que se refere à Assembleia Municipal, o PSD perdeu 1843 votos, passando de 10528 votos para 8685, ficando com 10 lugares em vez dos 11 que tinha.
O PS também perdeu votos, passando de 5740 para 4770, perdendo 970 votos mas mantendo os 6 lugares que tinha.
O MVC, com 2073 votos, ganha 2 lugares e fica em terceiro lugar.
O CDS perde votos, passando de 2946 votos para 1987, mantendo os 2 lugares, mas passando para quarto lugar.
O PCP sobe, de 1052 votos para 1146, ganhando 94 votos.
Quanto ao BE, perde votos e o único lugar que tinha na Assembleia Municipal. (Se calhar, ainda vão dizer que a culpa foi minha.)
No que se refere às freguesias, é de salientar a vitória do MVC na Foz do Arelho, com 4 mandatos em 9.
 
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Ou seja: o PSD, o PS, o CDS e o BE perderam votos, o PCP ganhou alguns e o MVC entrou definitivamente no mapa político do concelho. Teve um resultado menos favorável mas foi uma estreia. Os quatro anos que se seguem serão decisivos e o concelho de Caldas da Rainha precisa da sua intervenção.



Reflectindo...


... o estado das coisas em Caldas da Rainha, em 2013:


Requalificação

"Reduza a velocidade - Escola" + sinal de trânsito + publicidade comercial pendurada + caixote do lixo = perigo mortal requalificado

Publicidade comercial pendurada nas árvores à espera da requalificação

Paisagem protegida requalificada pelos BTT

Campeonato mundial requalificador de borrifadores de caracóis na Serra do Bouro

Requalificação tipo puzzle

Rio de lama requalificado

Requalificação por partes


Requalificação artística

Requalificação à espera que saia

Enquanto a requalificação vai e vem folgam as rupturas

Uma visão esclarecida e requalificada da situação

Lagoa de Óbidos, vista do cais requalificado da Foz do Arelho

Publicidade comercial pendurada na árvore e requalificada no chão

A lagoa do cocó requalificado 

Ruínas romanas requalificadas

Requalificação versão "reposição total de pavimentos"



[No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013. - "Esclarecimento da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, 22 de Junho de 2013]

sábado, 28 de setembro de 2013

As promessas esburacadas da Câmara Municipal de Tinta Ferreira

 
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha, de que é presidente Tinta Ferreira, divulgou esta informação em 22 de Junho de 2013:

No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013.

Hoje, noventa e seis dias depois (96), a zona afectada, na Serra do Bouro, continua assim:



 

 

 



São só alguns exemplos.
E é natural que a chuva, que já dá origem a poças de lama, agrave ainda mais a situação. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O concelho de Caldas da Rainha pode ser um destino turístico

O concelho de Caldas da Rainha tem um património artístico relevante.
Tem uma tradição cultural também importante.
Tem uma tradição de fabrico de cerâmica e de faiança que já é industrial e artesanal ao mesmo tempo.
Tem uma escola superior artística com algum reconhecimento nacional.
Tem uma tradição de termalismo que talvez ainda possa ser recuperada.
Tem instalações de luxo para iniciativas de âmbito cultural.
Tem um clima razoavelmente ameno durante quase todo o ano.
Tem uma cidade que pode ser atraente para passear.
Tem bons restaurantes.
Até tem produção de vitivinícola.
Tem agricultura.
Tem praias e uma lagoa ainda de grandes dimensões.
Tem uma costa atlântica de grande extensão e de vista ainda quase inteiramente livre.
Ainda tem zonas de paisagem protegida.
Tem espaços que podem ser aprazíveis para empreendimentos capazes de atraírem visitantes.
Tem estradas que cruzam todas as regiões.
Fica a cem quilómetros de Lisboa e do principal aeroporto do País.
Tem um ambiente acolhedor que tem conquistado a preferência de muitos cidadãos de outros países que aqui se têm instalado.
Tudo isto serve para atrair visitantes nacionais e estrangeiros, para passeios e estadias mais ou menos prolongadas.
A isto chama-se turismo.
O turismo cria emprego e, ao chamar visitantes, gera receitas na hotelaria, na restauração, no comércio e nos transportes. E as receitas permitem o desenvolvimento da região e do País e o seu progresso.
Não é necessário ser-se um génio para o perceber. Basta pensar um bocadinho.
Infelizmente, o turismo foi uma opção de futuro que não esteve muito presente na campanha eleitoral para as eleições de domingo. Com excepção, aliás, do Movimento Viver o Concelho (MVC), que lhe dedicou uma iniciativa específica e que, além do seu programa, lançou a ideia do turismo económico.
Seria bom que os eleitores caldenses tivessem isto presente quando fossem votar.

O meu diário das eleições autárquicas - 6.ª feira, 27 de Setembro: jornalismo KO

Durante três ou quatro semanas, a "Gazeta das Caldas" decidiu mandar o jornalismo às malvas e publicou uma resma de artigos de opinião no espaço, cada vez mais diminuto, onde ainda acolhe as opiniões dos seus leitores.
Os artigos destinar-se-iam a reflectir as opiniões das várias candidaturas. Só que os textos (de onde não estiveram ausentes a mentira, a calúnia e o ataque pessoal...) eram assinados por pessoas não identificadas.
A opção pode ser defensável (embora num jornal obrigado a diminuir o número de páginas não o seja muito, pelo espaço que retira a outros assuntos) mas os autores deveriam estar identificados: nome, função política e/ou eleitoral, profissão e, já agora, a freguesia onde residem. 
Não é deste modo que se esclarecem os leitores (nem pelas calúnias, aliás). E o jornalismo pratica-se para esclarecer o público.

A carapuça

 
É engraçado ver como o berloque tipo bitoque enfiou voluntariamente, e com alguma galhardia, a carapuça quando eu disse o que pensava a seu respeito, sem que fosse necessário fazer mais do que escrever um apelido vulgaríssimo, aludir ao arredondado da sua silhueta de carraça gorda e citar José Afonso.
É como o cãozinho que fica logo com cara de canil depois de ter feito xixi onde não devia.
Servir-lhe-á de emenda?

Blogtailors destaca a visita guiada a "Morte na Arena"

 
O blogue Blogtailors, que acompanha a actividade editorial, destacou hoje aqui a visita guiada destinada a bloggers de blogues literários ao "mapa" de "Morte na Arena", promovida no sábado, dia 14, pela Topseller.
 
 
 
 
 
 

A lama da "Nova Dinâmica" que promete e não cumpre


Manhã de chuva, manhã de lama, num caminho de terra batida que já foi rua e que agora é um rio de lama:
  
 
 
 
E isto prometia a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, a tal do presidente-herdeiro-que-é-candidato-a-presidente-herdeiro da "Nova Dinâmica":
 
No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013.

Porque votarei nos independentes do MVC no domingo

Desde muito cedo que percebi que não havia no actual panorama partidário de Caldas da Rainha uma opção credível para dirigir a Câmara Municipal, depois de Fernando Costa ter chegado ao ponto em que já não podia recandidatar-se a outro mandato (embora pudesse ter ficado, encabeçando com dignidade a lista do seu partido para a Assembleia Municipal), e já aqui disse dos meus motivos, que a campanha eleitoral tem confirmado, para não conseguir acreditar nas cinco candidaturas partidárias.
O anúncio da possibilidade de uma candidatura de cidadãos independentes deu-me alguma esperança de poder haver uma via concreta para o desenvolvimento do concelho fora das limitações partidárias que, em especial numa época de crise, fazem contas de ganho e perda de votos à escala nacional sem atenderem aos problemas reais e concretos das populações.
Quando o Movimento Viver o Concelho (MVC) se constituiu, fui eu que me dirigi pessoalmente à sua candidata à presidência da Câmara, Teresa Serrenho, saudando-a, elogiando a sua iniciativa e expressando a minha convicção de que poderia ser o MVC a fazer alguma coisa pelo concelho de Caldas da Rainha.
Fui à sua sede assinar as propostas de candidatura e dar-lhe conta, em pessoa, da minha opinião.
Quando foi apresentada a lista candidata à Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, fui convidado pelo MVC a intervir nessa sessão pública, para transmitir o meu ponto de vista sobre o que devia ser feito a nível das freguesias do interior.
Foi a única acção do MVC em que participei e, acreditando no que estavam, e estão, a fazer, declarei nessa altura o meu apoio a essa candidatura.
O MVC não me convidou para lugar nenhum e não me prometeu nada para eu expressar o meu apoio à candidatura dos independentes.
O que me apresentou foi a vontade, a preparação técnica e uma excelente carta de intenções para todo o concelho (e, em especial, para a desprezada freguesia de Serra do Bouro), num programa realista, exequível, bem estruturado e bem concreto.
Não defendo a pureza química das listas de independentes por oposição às listas dos partidos. Não sei o que se passa por esses concelhos fora, onde intervêm independentes que realmente o são e "independentes" que o dizem ser porque os seus partidos os preteriram. Mas percebi que os independentes de Caldas da Rainha têm uma capacidade de intervenção diferente e pela positiva por não estarem sujeitos à disciplina dos partidos.
Penso que o MVC está bem posicionado para obter um bom resultado no domingo e acredito que a dispersão de votos e a participação de mais eleitores abre a possibilidade de o MVC ganhar a presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
Mas se o resultado, imprevisível dada a absoluta novidade desta candidatura e a debilidade política das outras, ficar abaixo deste objectivo, espero que os vereadores e os deputados municipais e os eleitos nas freguesias que o eleja se preparem para quatro anos duros de combate político nos órgãos autárquicos. O futuro não termina no dia 29 e a expectativa e a vontade de mudar dos seus apoiantes também não.
 
 
*
 
No próximo domingo, dia 29, votarei em Teresa Serrenho para a presidência da Câmara Municipal, em Edgar Ximenes para a presidência da Assembleia Municipal e em Carlos Fernandes para a Assembleia de Freguesia e para a Junta de Freguesia de Santo Onofre e Serra do Bouro.
Acredito que os candidatos do MVC eleitos para os órgãos autárquicos se esforçarão por levar à prática aquilo que anunciaram e proporão as medidas que, desde muito cedo, apresentaram aos caldenses. E se não o fizerem estou perfeitamente à vontade para os criticar.
 
 
 
Uma nota para aqueles que detestam a minha intervenção: Façam o favor de estar à vontade para me atacarem, mas tenham a honradez e a hombridade de batalharem com argumentos e não com ataques pessoais. Quanto mais não seja para isso não os diminuir aos olhos de terceiros. E, já agora, porque só conseguem que eu faça pior...

O meu diário das eleições autárquicas - 6.ª feira, 27 de Setembro: sai uma empresa municipal para a mesa do canto?

Gostava de saber se o BE de Caldas da Rainha defende (e, se não o defende, porquê?) a criação de empresas municipais em Caldas da Rainha, na área da cultura, por exemplo...

Falta de visão

É pena que os trabalhadores da função pública não percebem que a "batalha" dos sindicatos contra o horário de trabalho das 40 horas só os deixa mal vistos aos olhos do resto do País e de quem trabalha no sector privado.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O meu diário das eleições autárquicas - 5.ª feira, 26 de Setembro: no chão, rasteirinha

 
Num dia da semana passada alguém da candidatura do PSD caldense resolveu pôr um cartaz com alguns dos candidatos à Assembleia de Freguesia num poste e depois resolveu que o melhor local para o cartaz individual do cabeça-de-lista era este que a fotografia documenta: atrás do poste, para não fugir, tapado... mas que importa?
 
 
 
 
É capaz de haver, no entanto, explicações razoáveis para a escolha de tão digno poiso para o retrato: a lista é para a União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro e o cabeça-de-lista é de Santo Onofre; se fosse o da Serra do Bouro (num manhoso segundo lugar da lista, à espera de vez) talvez já não o escondessem.
Também há quem diga que a imagem está assim para chamar a atenção para os caminhos de terra batida em que estas ruas se encontram, o que a Câmara anunciou ir fazer no final do Verão... de 2013.
Ou, ainda, que esta campanha da velha dinâmica que quer fazer de conta que é nova é tão rasteirinha que fica bem é assim, tapada pelo poste e bem junto ao chão.
Mas não, dizem as más línguas, o motivo tem a ver com o lixo - pois não se recomenda que se ponha o lixo no lixo?
Qual será a explicação?

Porque não votarei no BE no dia 29

O BE resolveu atacar-me pessoalmente a meio da campanha, bem acolhido na sua calúnia por um jornal que já tinha idade para ter juízo.
E fê-lo apenas porque eu exerci o meu direito constitucional de ter opinião que, vejam lá o atrevimento, não era a deste agrupamento.
Teve resposta, calou-se mas depois ainda veio a reincidir, mau perdedor que é, de forma boçal e sempre a fossar nas águas podres da cobardia.
Não percebi o sentido deste ataque "ad hominem".
Em vez de contestar e de contra-argumentar contra o que escrevi, que apenas dizia respeito aos problemas reais e concretos do concelho, o BE quis amedrontar e silenciar um cidadão eleitor que não é candidato a nada.
Cidadão no pleno uso de todos os seus direitos, como sempre esteve, que, para mal deles, tem opinião, capacidade e disciplina de trabalho para poder escrever à vontade sobre aquilo que muito bem lhe apetece e quando lhe apetece e no espaço on line que é seu.
Por isso, nestas minhas notas pessoais (em que, repito, exerço o direito à liberdade de expressão) não me pronuncio sobre os deméritos e os méritos (que não encontrei, verdadeiramente) do programa deste partido para as eleições autárquicas em Caldas da Rainha.
Aliás, nem quero saber disso, do programa deles, se é que o têm. 
A minha posição é muito simples: não votarei em quem me atacou dessa maneira.
E não tenho medo nenhum de expressar a minha opinião.
 
 
*
 
Penso que o BE vai perder votos no dia 29 e que também se arrisca a perder o lugar na Assembleia Municipal. Espero bem que assim seja porque a democracia sairia mais reforçada.
 
 
Amanhã: o MVC

Uma rua "requalificada" em caminho de terra batida




Esta via já foi rua alcatroada com nome de celebridade artística.
Ainda tem nome mas o alcatrão foi-se, depois de substituída uma conduta de água e de depois de remendos e depois de várias rupturas.
Agora é um caminho de terra batida.
Hoje, dia 26 de Setembro, é como está.
Mas em 22 de Junho a Câmara Municipal que tem o presidente da "Nova Dinâmica" garantia:
 
No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013.
 
Três meses depois, esta "requalificação" à moda da "Nova Dinâmica" do PSD caldense está como toda a gente pode ver.
Se calhar é por isso que essa candidatura passou ontem por aqui como gato sobre brasas...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O meu diário das eleições autárquicas - 4.ª feira, 25 de Setembro :... e andando


 

Um isolado veículo da candidatura do PSD passeou-se por aqui, a soltar uma gravação que mal se compreendia.
Até hoje (e à excepção do MVC, a pé, e do CDS, à distância e de carro) a campanha eleitoral tem-se alheado da povoação e, depois desta rápida passagem do PSD, não se notam as presenças do PS, do PCP e do BE.
Até pensei que a campanha de quem manda na Câmara Municipal (a tal "Nova Dinâmica" que promete obras e não as faz) vinha ver o estado das ruas que são agora estradas de terra batida. Mas não. Está-se nas tintas. Não quer saber. É tipo cagando e andando.

O meu diário das eleições autárquicas - 4.ª feira, 25 de Setembro: aplausos para o "Jornal das Caldas"

Tem graça a caricatura da última página do "Jornal das Caldas", da autoria de Bruno Prates, com os seis candidatos à Câmara Municipal de Caldas da Rainha, bem desenhados e comentados. É uma forma de inovar na cobertura noticiosa da campanha eleitoral que merece aplausos.

A lama da "Nova Dinâmica"



 
Depois de setenta dias de terra batida e de pó desde que as obras nesta rua da Serra do Bouro foram dadas por terminadas. Com a chuva de hoje, como o determinam as leis da física, a terra passou a lama.

É um bom exemplo da "Nova Dinâmica" de Tinta Ferreira, cuja Câmara Municipal mentiu desta maneira no passado mês de Junho:

No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013.

Porque não votarei no PCP no dia 29

O PCP não me convenceu. Entalado entre a verborreia do "pacto de agressão" e do "governo de direita", que nunca deixou de invocar, o PCP parece ter tido pouco tempo para se ocupar a tempo inteiro dos problemas reais e concretos do concelho.
O turismo (que gera mais emprego e mais receitas)? Nada.
O aumento brutal do custo da água e os desperdícios das rupturas? Não vêem.
O empreendimento gigantesco do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (que iria gerar centenas de novos empregos)? Não sabem o que é.
As termas caldenses que trariam receitas ao concelho e que foram ultrapassadas pelas Termas da Gaeiras? Ficam longe.
A sujidade do concelho? Não os incomoda.
O isolamento dos idosos nas povoações do interior? Não os preocupa.
O gasóleo camarário? Pois, pelos vistos...
O PCP está, como o PS, prisioneiro da tentativa de afirmar uma política de oposição ao Governo e sobra-lhe pouco tempo para dedicar toda a sua atenção às eleições autárquicas, em especial nos concelhos onde sabe que nunca ganhará. É o caso de Caldas da Rainha onde pensam que fazer prova de vida é o suficiente e onde duas ou três ideias interessantes se perdem no caldeirão da política nacional..
Pode acontecer que o PCP ganhe mais alguns votos em Caldas da Rainha na lógica do "voto de protesto". Mas serão sempre votos perdidos, sem impacto a nível da melhoria da vida no concelho.
 
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Não considero a CDU do PCP um acto politicamente honesto. A organização que se intitula "Os Verdes" e que tem a sigla PEV já se devia ter sujeitado ao escrutínio do eleitorado há muito tempo. É uma organização que só tem chegado ao Parlamento pela mão do PCP e que não se sabe que representatividade tem. A democracia não deve alimentar estas coisas tão pouco transparentes que só a complacência da imprensa deixa medrar.
 
Amanhã: o BE

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mentirosos!


Em 22 de Junho de 2013, a Câmara Municipal de Caldas da Rainha garantia:

No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013.

Hoje, 24 de Setembro de 2013, continuamos assim:






A Câmara Municipal de Caldas da Rainha mentiu.

O meu diário das eleições autárquicas - 3.ª feira, 24 de Setembro: a bota e a perdigota

Durante anos os políticos do "status quo" e os jornais caldenses bajularam, incensaram e idolatraram o presidente dessa misteriosa entidade chamada "Turismo do Oeste" (que não conseguiu pôr o Oeste nas rotas turísticas).
Agora, com a saída de cena dessa espécie de mistura de Jesus Cristo com Maomé de um turismo inexistente, e desculpem lá o vernáculo, os políticos do "status quo" e os jornais caldenses já não ligam a ponta de um corno ao turismo.
Não bate a bota com a perdigota.

Porque não votarei no CDS no dia 29

Suponho que o CDS poderá ter tido, a certa altura, uma oportunidade de ganhar as eleições de dia 29 nas Caldas da Rainha.
Se a candidatura do PSD gera de facto a falta de entusiasmo que parece tão evidente, seria natural numa perspectiva pura e simplesmente política que parte significativa do seu eleitorado. Não parece, no entanto, que seja isso que vá acontecer.
A candidatura do CDS caldense é débil.
Manuel Isaac é um candidato ausente, mais interessado na Assembleia da República (onde é deputado) do que nas Caldas da Rainha. O programa também não entusiasma e parece ter sido feito à pressa.
O CDS dá relevo à agricultura, o que é positivo, mas ignora o turismo, o que é desastroso.
Ergue a bandeira do termalismo mas passa ao lado das Termas das Gaeiras, que não vão deixar grande espaço de manobra às termas de Caldas da Rainha.
Destaca a revisão do Plano Director Municipal para a Serra do Bouro mas apenas para defender mais construção (ou seja, mais negócio), ignorando o discutível Plano de Pormenor da Estrada Atlântica.
É, no seu todo, um programa pensado para umas Caldas da Rainhas vistas a cem quilómetros de distância no conforto do Parlamento.
Apesar de Manuel Isaac já ser uma presença habitual nas eleições autárquicas, esta sua candidatura parece ser apenas uma prova de vida. Talvez devesse ser só candidato à presidência da Assembleia Municipal, o que também lhe daria a notoriedade que deseja ter.
Não parece possível que o CDS, podendo ir buscar votos ao PSD, consiga ganhar a Câmara Municipal. Ficava-lhe melhor começar a pensar numa alternativa para 2017.
 
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Gostaria de ter visto o CDS caldense abordar o elevado preço da água, tornada muito cara pelas absurdas taxas (que deviam ser revistas). Mas, como no caso dos restantes partidos, aos candidatos não lhes deve custar pagar uma água tão cara. Também gostaria de saber o que têm a dizer sobre o caso do gasóleo municipal. Mas não têm nada a dizer.
Amanhã: o PCP

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O meu diário das eleições autárquicas - 2.ª feira, 23 de Setembro: uma palavra vazia

Gostava de ver as várias candidaturas autárquicas a deixarem de usar o lugar-comum da "requalificação" e a dizerem, no concreto e em cada caso, o que isso quer dizer. Mas se calhar nem os próprios sabem. 

Pedro Marques (Rua de Baixo) gostou de "Morte na Arena"

Pedro Marques (do blogue cultural Rua de Baixo) gostou de "Morte na Arena".
Da sua crítica, que pode ser lida na íntegra aqui, eis um excerto:
 
Com um ritmo frenético e uma história que nos leva ao coração alfacinha, Pedro Rosado constrói um thriller hábil,  oferecendo uma lufada de ar fresco no género policial português.
 
 
 
 
 
 
 

Porque não votarei no PS no dia 29

Houve quatro coisas que me desagradaram nesta candidatura do PS.
Uma foi a impressão, e não é caso único, de que se limitava a cumprir a obrigação de, fazendo regularmente prova de vida na Assembleia Municipal (órgão que os seus membros têm transformado numa espécie de "parlamento dos pequeninos"), ter de se apresentar a eleições de quatro em quatro anos, com um rumo que vai sendo sempre definido, e redefinido, pelo "dono" da candidatura.
A outra foi a constatação, logo desde o início, de que o PS estava apenas preocupado com "a cidade".
Para esta candidatura não há um concelho feito de uma cidade e de várias freguesias e povoações com seres humanos que as habitam. Há apenas "a cidade".
É a expressão mais coerente da perspectiva de algumas pessoas que moram na cidade e que têm horror à "sujidade" dos campos, ao sol da costa atlântica e ao ar livre, beneficiando de algum conforto material que julgam inerente à vida urbana e de alguma influência na sua comunidade fechada.
O programa do PS, só agora conhecido, ilustra esse ponto de vista.
É um programa para uma cidade e não para um concelho.
A terceira foi a escolha da imagem esborratada de um coração para ilustrar a sua campanha de limpeza da "cidade". Foi de um enorme mau gosto e mostra, mais uma vez, como desconhecem e desprezam um concelho onde se amontoa toda a espécie de lixo por todo o lado.
Finalmente, o episódio das camisolas iguais às do MVC: foi um péssimo cartão de visita.
É-me impossível dar o meu voto a isto.
Não penso que o PS possa ganhar estas eleições e se a sua votação subir será apenas por efeito da débil candidatura do PSD. Esses votos, no entanto, serão votos completamente perdidos se de facto forem parar ao PS.
 
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O PS alheou-se, estranhamente, da polémica sobre o gasóleo municipal. Ignorou o que aprovou na Assembleia Municipal (o Plano de Pormenor da Estrada Atlântica). Não ligou à possibilidade de, pelo menos, rever as taxas absurdas que tornam proibitivo o preço da água. Não percebeu o significado das Termas das Gaeiras por contraponto com o declínio das termas caldenses. No seu programa não há uma referência ao turismo.
Pouco antes das eleições de 2009, pareceu que António José Seguro iria encabeçar a lista do PS caldense. Se cá tivesse ficado, em vez de ambicionar chefiar o PS nacional, poderia ter sido melhor para todos.

Amanhã: o CDS


domingo, 22 de setembro de 2013

O meu diário das eleições autárquicas - domingo, 22 de Setembro: à distância

O Movimento Viver o Concelho (MVC) foi o primeiro a vir à Serra do Bouro. Com o candidato à Assembleia de Freguesia, Carlos Fernandes, e a candidata à Câmara Municipal, Teresa Serrenho. Andaram a pé, porta a porta, falando com as pessoas, na sexta-feira e sob o sol bem quente dessa manhã, deixando o seu programa.
Hoje, já depois das seis horas (que está mais fresquinho), foi o CDS. De carro, sem parar, mantendo as distâncias relativamente ao eleitorado. Sem falar mas a buzinar.
O PSD, o PS, o PCP e o BE ainda não vieram. O PSD por vergonha, provavelmente. Os outros, e o PSD também, porque se devem estar nas tintas. Como aliás se tem visto sempre.

Mentirosos!

O Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Caldas da Rainha publicou um "esclarecimento" na "Gazeta das Caldas" em 22 de Junho de 2013 (pode ser lido na íntegra aqui, com as minhas respostas aqui).
Esse "esclarecimento", publicado há 90 dias (três meses) referia-se à "reposição total de pavimentos" na rua principal povoação de Cabeço da Vela da Serra do Bouro, e garantia textualmente:
 
16 – No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013.
 
Hoje, dia 22 de Setembro, passado o "final do verão de 2013" e iniciado o Outono, a "reposição total de pavimentos" está reduzida a terra solta, pó e pedras e a este "souvenir", tão esquecido como quem aqui vive, a cuja indicação de obras alguém acrescentou um "s/fim":
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Porque não votarei no PSD no dia 29

Em 2009 votei no PSD para a Câmara Municipal. Caldas da Rainha pareceu-me uma cidade mais arrumada e o concelho estava, nessa altura, mais limpo e mais cuidado. A rua onde moro ainda era uma rua alcatroada. E não vi uma alternativa de jeito, nem digo inteligente, nos outros partidos.
No entanto, não tendo gostado da gestão ausente da Junta de Freguesia, acabei por votar em branco para a Assembleia de Freguesia. E também para a Assembleia Municipal.
Julgo que o país precisa de estabilidade política até ao fim do programa de ajustamento e a instabilização do principal partido do Governo por um mau resultado nas eleições autárquicas pode ser mau. Mas Caldas da Rainha nada terá a ganhar com um êxito eleitoral do PSD caldense.
Aliás, nem o próprio PSD caldense ganhará alguma coisa com uma vitória desta candidatura, que só servirá para silenciar os erros internos.
Esta candidatura do PSD não me convence. O que propõe é um conjunto de intenções mal amanhadas e incoerentes.
Faz de conta que não tem a ver com a gestão do PSD de Fernando Costa dos últimos 28 anos mas o certo é que Tinta Ferreira é o seu delfim. É um herdeiro apagado e sombrio e o burocrata camarário supremo. O seu silêncio sobre as termas rivais de Caldas da Rainha é um exercício de hipocrisia nefasto e desprovida de coragem.
Penso que o PSD beneficiaria de uma candidatura encabeçada por Maria da Conceição Pereira ou Hugo Oliveira. São políticos que conhecem o concelho, que falam directamente com as pessoas, que poderiam ser mais sensíveis aos problemas reais do concelho e dos seus habitantes. E eu talvez votasse no PSD se a sua lista à Câmara fosse encabeçada por Maria da Conceição Pereira ou Hugo Oliveira e se apresentasse um programa realista e estruturado. Mas não é o caso.
A minha rejeição da lista camarária do PSD caldense estende-se à sua lista para a Assembleia Municipal.
E quanto à Assembleia de Freguesia da espetada mista que é a União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, a minha rejeição é ainda mais clara e mais veemente: o número dois da sua lista é o presidente cessante da Junta de Freguesia da Serra do Bouro. As suas atitudes suscitam-me uma desconfiança profunda. Nunca poderei votar numa lista onde ele esteja.
É por tudo isto que não vou votar no PSD no dia 29.
É também por tudo isto que espero que o PSD caldense perca nestas eleições a presidência da Câmara e que tenha uma derrota bem expressiva. Penso que há boas perspectivas de isso acontecer.

 

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Gostaria de ter ouvido o PSD caldense dizer que iria rever as taxas absurdas que tornam exorbitante e proibitivo o preço da água. Gostaria de o ver esclarecer o caso do gasóleo municipal. Gostaria de o ter visto a esclarecer o mistério do Plano de Pormenor da Estrada Atlântica. Gostaria de o ouvir a pronunciar-se sobre o fim do projecto termal caldense.
O silêncio, nestes como noutros casos, diz tudo.
 
Amanhã: o PS

sábado, 21 de setembro de 2013

"Naco na Pedra" (em Salir do Porto): um bom porto gastronómico

Salir do Porto, que bem merece uma visita em qualquer época do ano, tem um bom restaurante com ambiente agradável, atendimento requintado, uma ementa diversificada (mas o naco na pedra, do nome, é obrigatório) e preços muito razoáveis.
É o "Naco na Pedra" (um bom porto gastronómico a que é sempre bom regressar e a que já me referi aqui) que, como acontece noutras localidades de todo o país, bem merecia ter uma placa municipal a indicar a sua localização, para benefício de quem, desconhecendo a zona, procura onde comer e de quem sabe resistir com qualidade e ânimo aos maus ventos da crise.

O meu diário das eleições autárquicas - sábado, 21 de Setembro: o silêncio comprometido do BE

Nunca vi o impoluto Bloco de Esquerda a pôr em causa, mesmo que só eticamente, a ligação mercantil entre um presidente de junta de freguesia e duas empresas de investimento que iam fazer um empreendimento turístico que até obrigou à alteração do Plano Director Municipal no território dessa junta de freguesia e que tinham a tarefa facilitada, por decisão camarária, para expropriar terrenos de residentes na freguesia que tem essa mesma criatura por presidente.
A que se deverá silêncio, tão comprometido, do Bloco de Esquerda? Terá tido direito a alguma percentagem?... 

O meu diário das eleições autárquicas - sábado, 21 de Setembro: ganhavam todos?

O facto de os partidos da "oposição" terem deixado cair o estranho caso do gasóleo municipal só pode ter uma única leitura: alguém, entre eles, também se ia lá abastecer.
É lógico, não é?

O meu diário das eleições autárquicas - sábado, 21 de Setembro: os patronos das causas perdidas

As elites caldenses, que se julgam as melhores do mundo por viverem na cidade e terem horror à vida real que existe no resto do concelho, perpetraram onanismos vibrantes com causas que pareciam tão importantes como a repartição de valências entre os hospitais de Caldas da Rainha e de Torres Vedras, a Linha do Oeste e as termas das Caldas.
Encheram páginas com essas causas, também, porque é mais fácil escrever à secretária do que deslocarem-se dez ou vinte quilómetros à procura de notícias.
Mas depois, perdidas as suas causas, o que resta?
Algumas almas melancólicas a assobiarem para o ar, a fazerem de conta que nunca disseram nem escreveram, impotentes perante a vida real.
A divisão de valências entre os dois hospitais parece ter-se concretizado. Ou se não se concretizou e nunca se soube.
A Linha do Oeste tornou-se ainda menos relevante para Caldas da Rainha e é fácil de perceber que a electrificação, a criação de uma segunda linha e a utilização de comboios de jeito são miragens.
O hospital termal está fechado e sem rumo definido e Óbidos já anunciou as suas Termas das Gaeiras perante o silêncio sepulcral dos grandes defensores das ternas caldenses.
Ou seja, essa gente berrou muito e ganhou zero.
A capacidade de compreender o mundo implica saber quando se perde e se ganha, avaliar bem as circunstâncias e as possibilidades de êxito e perceber desde o início que há causas perdidas.
Os patronos das causas perdidas das Caldas da Rainha, que julgam dominar o concelho por de vez em quando conseguirem dominar a opinião publicada e os cargos políticos públicos, são todos co-responsáveis pelo estado de degradação do concelho.
Não merecem a nossa confiança.
Nem o nosso voto no dia 29.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O sugestivo silêncio da "Gazeta"

Vendo-a sempre tão feroz nas suas campanhas e "guerras santas", esperava que a "Gazeta das Caldas" fosse perguntar ao candidato do PSD caldense e presidente camarário por acto sucessório se conhecia a existência do projecto das Termas das Gaeiras no vizinho concelho de Óbidos.
Qualquer jornalista, ou jornal mais atento, o faria. E qualquer resposta seria notícia. Mas a "Gazeta das Caldas" não o fez.
E terá decerto motivos muito fortes para isso, porque até deu notícia das Termas das Gaeiras, o que significa que, mesmo que tenha sido por mero acaso, até reparou na existência do assunto...

O pequeno berloque de esquerda nem homenzinho consegue ser

O micro-candidato, na sua aparência de berloquezito de esquerda baixa, não consegue ser homem (porque não tem estatura física nem moral para isso) mas também não se esforça por ser homenzinho.
A cobardia tolhe-o e escorre-lhe dos queixos, pela barba abaixo e pela barriga de sapo nojento.
Como bicho de duas patas não consegue ser mais do que um filho-da-puta de baixa estatura moral e física, redondo mas sem a firmeza de um vocábulo.
Espero que tropece na entrada da Assembleia, onde o seu pequeno ego precisa de arranjar um lugarzinho, e se estatele de focinho no chão na sua tão descomunal ambição de nela querer entrar à força, lamentando-se que o digno órgão autárquico infelizmente não reserve o direito de admissão perante bichos destes.


Em tempo: Não espere por Outubro, rapaz, e venha tirar satisfações quando quiser. Frente a frente e olhos nos olhos (se for capaz). Mas depois aguente e não se ponha com lamúrias porque foi você que começou.

A "nova dinâmica" do lixo


No Complexo Desportivo de Caldas da Rainha há campos verdinhos e bem tratados.
Mas só no interior.
O que o rodeia é um espectáculo desolador de abandono, negligência e lixo, com as esculturas a parecerem as ruínas de pequenos monumentos estalinistas numa cidade russa depois da II Guerra Mundial e lixo, sempre muito lixo.
É esta a cidade de que os caldenses se orgulham?
 


Se o bar realmente existe, não é uma placa que o indica.
São letras toscas pintadas numa parede ("BAR WC") com o caixote do lixo a convidar.
 


Não se percebe o significado ou o propósito destas esculturas, de aspecto vagamente soviético, onde devem ter sido gastos alguns milhares de euros, e que hoje se vão enchendo de lixo, completamente abandonadas.



 
E o lixo convida ao lixo, como se vê nestas fotografias tiradas ontem de manhã.
Um dos homens que anda a limpar (?) a vegetação enche um balde de plástico e vai despejar, à vista de quem passa, numa zona de mato selvagem entre a alameda circundante do complexo e a autoestrada.
 
 



E porque não, se aí também se despeja entulho de obras?!


 
É a dinâmica do lixo. A velha dinâmica e a nova dinâmica.
Gostam disto?

O meu diário das eleições autárquicas - 6.ª feira, 20 de Setembro: a "nova dinâmica"...

... é isto: não saber o que se passa nos concelhos vizinhos. Ou fazer-se de conta que não se sabe. É o Termas-Gate do candidato da "nova dinâmica".
 
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Confusão mental e falta de discernimento

É revelador do estado de confusão mental de muito boa gente, que se calhar nem sabe o que os filhos andam a fazer na escola (quando lá vão), a polémica que se estabeleceu sobre o de o Inglês parecer ter sido obrigatório no 1.º ciclo do ensino básico, quando nunca foi, e agora aparentemente não ser.
A polémica alastrou a partir de um dos vários títulos idiotas que a matéria suscitou e pôs aos pulos pessoas que deviam ter melhor discernimento.
O Inglês era obrigatório... mas como disciplina opcional numa área não obrigatória do 1.º ciclo designada por "Actividades de Enriquecimento Curricular". 
Agora passou a não ser obrigatório... mas apenas na mesma área. O Inglês nunca fez parte obrigatória do currículo do 1.º ciclo e até é discutível se deveria fazer.
A notícia do "Público" de hoje ("Inglês no 1.º ciclo confunde oposição e é agora nova frente de guerra contra Crato") é suficientemente esclarecedora e vale a pena citá-la na parte onde o próprio ministro da Educação é citado sobre a matéria: "'O inglês nunca foi obrigatório no 1.º ciclo, foi de oferta obrigatória nas actividades de enriquecimento curricular, que não eram obrigatórias. Havia actividades que ofereciam inglês, neste momento essas actividades podem também oferecer o inglês, tal como no próprio currículo do primeiro ciclo pode estar englobado o inglês', explicou Crato, citado pela Lusa, [acrescentando:] 'Nós não mexemos no inglês, damos liberdade às escolas para fazerem o que quiserem'".´