quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Uma explicação: "Poente", de José Fernandes Fafe

 
 
 
Poeta, ensaísta e embaixador, José Fernandes Fafe tem (no seu livro "Poesia Amável", 1963) um dos mais admiráveis poemas que li na minha fase de leitor de poesia e que expressa (e de certa forma explica), de uma forma suavemente irónica, a tendência pessimistas e tristonha dos portugueses.
Justifica-se, sempre, lê-lo e recordá-lo:




POENTE

Compreende-se tudo,
de repente:

São oito séculos a ver o Sol morrer
afogado no mar,
diariamente.





quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Um Estado Melhor": um documento que conviria debater

Só por preconceito ideológico ou político, ou por simples inércia de resistência à mudança, é que se pode rejeitar liminarmente o documento governamental que leva o título de "Um Estado Melhor" e que é o esperado "guião para a reforma do Estado".
Há que lê-lo e debatê-lo e quem se excluir, sobretudo entre os protagonistas políticos, está a excluir-se de debater o futuro do País. O texto, na íntegra, está aqui. Numa sociedade normal, a discordância ou o contraponto deveriam dar origem a outros documentos sobre o mesmo tema.
Concordando com algumas coisas, discordando de outras, lamento apenas que não esteja melhor escrito e que, por exemplo, não evite o malfadado "rúbrica" (que deve ser, e sempre, "rubrica").

Estão bem uns para os outros

Começa a haver um exagero de disparates nesta atmosfera de "fim dos tempos" que não parece poupar ninguém. 
Pode ser da crise, dos excessos orais (que também determinam o pensamento), do nervosismo generalizado, do frenesim acéfalo da imprensa, das facilidades das "redes sociais", dos arroubos burocráticos de pequenos e médios caciques bem instalados que precisam de fazer prova de vida ou de leituras erradas ou de qualquer outra coisa mas o que é certo é que nascem, desenvolvem-se, evoluem mas quando morrem (que é uma sina dos disparates) os estragos já foram feitos.
De uma central sindical esperar-se-ia que defendesse os trabalhadores nas pequenas, médias e grandes causas. E todos, sem excepção.
A CGTP (cada vez mais a central sindical da função pública) e os seus arménios carlos não querem que os trabalhadores do sector privado recebam os subsídios de férias e de Natal nos salários ao longo do ano.
Os motivos que invoca estão aqui. Os sindicalistas não conseguem perceber que, por revestirem o carácter de "subsídios", estas remunerações são as mais fáceis de retirar e os trabalhadores ganhariam, no curto e no longo prazo, em adicionar os seus valores aos seus salários.
De um governo que devia preocupar-se em desburocratizar e em reduzir a intervenção do Estado na vida nacional esperar-se-ia que regulasse o mínimo e com bom senso, respeitando a vida privada dos cidadãos.
Não é o caso, com o projecto de legislação que foi agora divulgado sob a égide da ministra Assunção Cristas e que quer reduzir o limite do número de cães e de gatos por habitação.
Saiu com 94 páginas dos cérebros decerto desocupados dos burocratas da Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária e, pela descrição, mistura tudo: o que é controlável, o que nunca será controlável, o que é racional e o que é absolutamente irracional.
Estão, decididamente, bem uns para os outros.   
 
 
 

 
 
 
 
Actualização: Fez bem a ministra em manifestar o seu distanciamento relativamente ao documento que poderia vir a transformar-se em lei. Há, de facto, coisas mais importantes a tratar.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

30 dias depois...

... não se nota nada em Caldas da Rainha.
Se pode ser mais difícil aos novos eleitos dar sinais de vida nos órgãos autárquicos das freguesias, para onde entraram na sequência das eleições de 29 de Setembro, já o mesmo não é nada aceitável no que se refere à Câmara Municipal, onde (infelizmente!) não houve alterações.
Continuamos mergulhados na mesma podridão pantanosa, onde a única coisa que realmente se nota são as obras faraónicas que se arrastam na principal avenida da capital do concelho e que, com sorte, talvez acabem em Janeiro e onde a câmara enterrará pelo menos 10 milhões de euros que nem sequer são "para inglês ver"... porque a câmara nem consegue atrair turistas estrangeiros.
Voltarei ao assunto...
 

Lars Gonçalves gostou de "Morte na Arena"

Mais uma opinião sobre "Morte na Arena", de Lars Gonçalves, no blogue Os Livros do Lars, que pode ser lida na íntegra aqui.
Um excerto:
 
Achei este livro melhor do que o primeiro da saga, com mais acção, um enredo melhor, e um excelente personagem principal. As cenas mais violentas são descritas sem qualquer complexos o que pode levar ao que livro não seja o mais adequado a ser lido por crianças.
Pedro Garcia Rosado é sem dúvida um mestre do Thriller português e que usa a nossa realidade para escrever óptimos livros.


 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Continua a estupidez






Pela quinta vez o buraco aberto pela chuva é tapado com terra, desta vez rasgando parte da encosta e abalando ainda mais o equilíbrio do terreno em volta:













Porque não gosto dos CTT (63): desabafo em versão Facebook

Espero que todos aqueles que defendem as greves da rapaziada da empresa CTT a favor de um "serviço público" radicalmente inimigo do público sejam prejudicados (com contas que já não vão ter tempo de pagar antes do fim do prazo, por exemplo) por essas movimentações que são, também elas, radicalmente inimigas do público.

A incompetência da "nova dinâmica" de Tinta Ferreira não tem limites...

... como se poder confirmar pelo folhetim do buraco que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha insiste em tapar com terra na Serra do Bouro, apesar de a zona (uma rua) ter um declive abrupto e de estarmos em tempo de chuva.
Depois de na sexta-feira (pormenores aqui e neste blogue) o buraco ter sido pela quarta vez enchido com terra, bastaram três horas de chuva, por sinal nem muito forte, para a terra ser mais uma vez varrida e o buraco... ficar maior.
Mais do que depois da chuvada de sexta-feira de manhã, a nova conduta de abastecimento de água, que deveria ter sido protegida pela repavimentação anunciada em Junho para o "fim do Verão", ficou novamente à vista. Basta um pneu desviado numa manobra obviamente perigosa para destruir parte da conduta.
Além da incompetência da câmara municipal tutelada por Tinta Ferreira que isto demonstra, há também um claro desperdício dos dinheiros públicos e uma situação acrescida de risco.
As fotografias, de hoje de manhã, são esclarecedoras:
 
 
 
Esta via (que já foi rua...) apresenta já uma fissura que a água vai abrindo.
Ao fundo vê-se o buraco onde começa a aparecer a conduta nova.


 
Esta conduta substituiu a canalização velha.
Já não deve durar muito, aparentemente.
 
 
 
Será que Fernando Costa, o ex-presidente, deixaria isto chegar a este ponto? Talvez até tivesse vindo ver os estragos e tomado uma decisão minimamente competente...



A ignorância da lei também não aproveita aos apressados

Talvez fosse preferível que o entusiasmo justiceiro de muito boa gente que exige "julgamento" e "prisão" para os políticos, em especial quando estão no Governo (e por enquanto a exigência de pena de morte ainda se fica apenas pelos comentários anónimos das edições "on line" dos jornais), fosse precedido por uma consulta aos códigos legais, nomeadamente o Código Penal e o Código Civil.
Os códigos estão disponíveis "on line" e, não sendo de leitura simples, são razoavelmente claros quanto à tipificação das infracções.
Diz-se, e é verdade, que a ignorância da lei não aproveita ao infractor.
Mas também é verdade que a ignorância da lei não aproveita aos apressados que (talvez com as melhores intenções, coitados) parecem tantas vezes querer substituir a democracia por fúrias "ad hoc" de justiça (?) selvagem, ao mesmo tempo que fazem figuras tristes a que bem poderiam poupar-se.

Álvaro Cunhal contra Jerónimo de Sousa

O Congresso Álvaro Cunhal, que o PCP organizou para evocar o seu mais carismático e inteligente secretário-geral, devia ter recomendado a leitura e o estudo de "O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista", obra fundamental para se perceberem os erros consecutivos, e evitáveis, do desvio oportunista de esquerda da actual direcção do PCP.
Só que a saudável prática da autocrítica também já caiu em desuso.

domingo, 27 de outubro de 2013

O IVA não se cobra; procura-se depois?

Este tipo de argumentação contra o IVA de 23 por cento na restauração só serve para a imprensa, para os néscios e para os demagogos: "Não fazemos mais nada a não ser chegar ao fim do dia a ver se conseguimos guardar alguma coisa. E esse valor será para pagar o IVA e outros impostos" (frase atribuída ao proprietário de um restaurante de Leiria, "Correio da Manhã", 25.10.13, p.23).
Será que o problema fiscal dos profissionais do sector não é o valor do IVA mas a ausência de técnicos de contas qualificados?

sábado, 26 de outubro de 2013

Porque não gosto dos CTT (62): sempre, sempre contra o público

O público é que é prejudicado pela greve da empresa CTT mas eles, contentinhos da Silva, garantem que estão a defender o "serviço público".
Ou seja, ninguém consegue usar um serviço que é oficialmente público e a que não existe alternativa, mas é desta maneira que se impede uma privatização que passa pela possibilidade de o público (incluindo os arménios carlos das várias espécies) comprar as acções da dita empresa.
Há qualquer coisa de, pelo menos, fundamentalmente idiota neste tipo de "luta" e nas reacções tanto de quem a estimula como daqueles que, por acanhamento, preconceito ideológico ou estreiteza de vistas, se excitam com mais uma greve que prejudica os clientes da empresa e não a sua administração.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sem "serviço público"...

Ontem não houve correio. Hoje também não.
É o dinâmico pessoal da empresa CTT a "defender" o "serviço público" prejudicando em grande o público.
Sem distribuição de correio não há "Gazeta das Caldas", de que sou assinante (até Agosto). Já lhe senti mais a falta.

A dinâmica da "nova dinâmica" de Tinta Ferreira: põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores; põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores...

Tem de haver um problemas disfuncional qualquer nesta gente que se apossou da Câmara Municipal das Caldas da Rainha porque não é concebível que isto continue a acontecer: esta gente continua a pôr terra em buracos nesta rua em plano inclinado em tempo de chuva, num desperdício inútil de materiais, combustível e força de trabalho.
A sequência começa a ser esta, com uma regularidade casmurra: põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores; põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores; põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores; põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores; põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores; põe-se terra, a chuva arrasta a terra, os buracos ficam maiores...
Já aqui mostrei como ontem puseram terra e a chuva a arrastou hoje.
A situação foi de tal modo que a conduta nova (que parece ter extasiado o "novo" presidente) ficou à mostra, sujeita a que os pneus de qualquer carro desgovernado pelo estado acidentado da rua a destruíssem.


Fazer de novo para deixar estragar - a chuva vai arrastando a terra solta
e os buracos vão ficando maiores


Esta tarde, a Câmara voltou a intervir.
Da mesma maneira. 
A desafiar todas as regras do bom senso, da inteligência, de uma perspectiva lógica e racional do mundo.
Com mais terra. Pela quarta ou pela quinta vez.


Repete-se o erro idiota: mais terra... para a próxima chuvada arrastar






 
 
 
 
Entretanto já há uma fissura na rua de lado a lado e percebe-se que a falta de
pavimento permite que a água se vá infiltrando e minando o solo por debaixo do pouco alcatrão que ainda existe.
Ou seja: haverá mais buracos, e já não apenas nestes pontos.

Eis a "nova dinâmica" de Tinta Ferreira: lama e perigo

Ontem, às 17 horas:







Hoje, às 10h30:























Sábado, dia 19:






Promessas, em 22 de Junho:
 
[No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013. - Esclarecimento da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, 22 de Junho de 2013]

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Uma coisa é a propaganda demagógica e a outra é a realidade



 
 
Nas campanhas eleitorais faz-se tudo, até um arremedo de limpeza urbana para encher o olho.
Mas depois a realidade impõe-se e a limpeza deixa de ser importante.
É por estas e por outras que se perdem eleições...

Deve ser dificil ser-se mais estúpido do que isto

 

A chuva forte de ontem e de hoje arrastou (como era mais do que evidente) a terra solta atirada para cima dos buracos desta rua da Serra do Bouro, cuja "repavimentação" foi prometida pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha há quatro meses, e abriu ainda mais os buracos.
A situação é incómoda e perigosa para quem circula e, além disso, com a conduta de água quase a céu aberto, há a possibilidade (como já aconteceu) de o material ser danificado.




A solução inventada outra vez pela extraordinária gente que se ocupa destas coisas na Câmara foi esta: apanhar parte da terra que escorreu pela rua fora e ir metê-la outra vez nos buracos.
Foi o que aconteceu esta tarde em mais uma brilhante demonstração da "nova dinâmica" dos ocupantes da Câmara.
O resultado é o que se vê em baixo: os buracos estão tapados... com terra solta.
Só que esta solução é tanto mais estúpida quanto repete o erro e ignora outra vez (como já relatei) leis tão simples e tão básicas da natureza que fazem com que (será mesmo necessário dizê-lo?!) a água da chuva caia do céu, escorra com força crescente pela rua abaixo e arraste a terra e as pedras soltas.
Hoje, amanhã, quando voltar a chover, acontece o mesmo: a água da chuva arrastará tudo. Virão outra vez tapar os buracos com terra solta e pedra?
Deve ser o mais provável...
 

 

Os deputados com a boca na retrete

É inquietante ver que a tendência do Facebook de dizer tudo com um à-vontade de retrete tem estado a contagiar deputados que, ao contrário do que recomendariam a boa educação social ou aquela que se pode pensar que terão aprendido em casa, chamam "traidor" ao Presidente da República e "facho" a um homem de negócios. E, em estilo de "rede social" e demonstrando um arrepiante desconhecimento da História, a dizerem que o país está em "proto-guerra civil".
Nada disto dignifica a função que exercem ou o órgão de soberania para onde o voto do povo os alcandorou, para exclusivo proveito deles.

Porque não gosto dos CTT (61): como é que o "serviço público" é defendido por uma greve contra o público?

Os trabalhadores da empresa CTT fazem (mais uma) greve amanhã.
Porque não querem a privatização. E porque querem, dizem eles, defender o "serviço público".
A administração da empresa, se cumprir a lei da greve, ainda fará poupanças.
Mas esta greve, como todas que são feitas na empresa CTT, só prejudica o público, que não poderá receber nem expedir correspondência.
Ou seja, os clientes da empresa é que são prejudicados
Portanto, na lógica desta gente (e de todos quantos a apoiam), o "serviço público" defende-se quando se prejudica o público.
Alguém conseguirá explicar esta contradição?

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"As Cinquenta Sombras do Inspector Joel Franco"?...

Às vezes interrogo-me se não deveria ter tentado transformar a minha série Não Matarás ("A Cidade do Medo", "Vermelho da Cor do Sangue" e "Triângulo", 2010-2012) numa série porno-thriller (deve existir, com certeza) para excitar a editora Asa, tipo, sei lá, "As Cinquenta Sombras do inspector Joel Franco"... ou algo parecido.
Mas se o tivesse feito também não teria conhecido a Topseller (e as pessoas que nela trabalham, e que tão bem me acolheram), e não teria havido "Morte com Vista para o Mar", "Morte na Arena" e "Morte nas Trevas", pelo menos.
A vida tem destas coisas...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os restos do BE






Sempre tão pio a professar as coisas politicamente correctas, o BE local esteve-se nas tintas depois de ter gloriosamente perdido as eleições autárquicas e deixou esta faixa pendurada numa das rotundas da Via Atlântica.

 
Fez como todos os outros que andam a espalhar publicidade pelas árvores e pelos postes, deixando depois o material a cair de podre, a emporcalhar ainda mais o que já está bem emporcalhado, em formato de "quem vier atrás que feche a porta".
Ou será apenas mau perder?

A dinâmica da treta

 
 
Há 4 meses, em 22 de Junho:
 

No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013. - Esclarecimento da Câmara Municipal de Caldas da Rainha
 
 
 
Hoje, 22 de Outubro:
 




Função pública, assunto privado

Durante pelo menos meia hora, uma distinta funcionária pública da tesouraria da Segurança Social de Caldas da Rainha entreteve-se esta tarde a conversar cordialmente com outra pessoa que ou era sua conhecida, ou era amiga do peito ou se travaram de amores no momento em que ela foi pagar qualquer coisa.
Durante essa meia hora, e sem pôr fim à conversa, a funcionária chamou sem pressas quatro pessoas que queriam apenas pagar... coisa que não demorou, para cada uma delas, mais do que dois ou três minutos.
É por estas e por outras que os muitos lamentos da função pública em coisas pelo menos tão simples como trabalhar mais algumas horas não caem nada bem junto de quem, cá fora, anda a fazer pela vida.
Porque, no sector privado, este tipo de desrespeito pelos clientes faz com que estes, podendo, procurem outros fornecedores dos mesmos produtos ou serviços.
Ou leva a que o patrão, se for rigoroso, ponha quem assim procede a fazer outra coisa qualquer... ou no olho da rua.
Mas, em regra, há respeito pelos clientes. Neste caso não houve.

Comediantes


© Jornal de Notícias
 
A imprensa delirou com o "happening", ontem, mas ninguém, e muito menos estes comediantes, se interroga sobre dois pormenores:
 
- este tipo de representação teatral dilui a "gravitas" que normalmente parece inerente aos protestos da "esquerda", numa tentativa de ironia que talvez excite mais os próprios e alguma imprensa amiga;
- quando os promotores da coisa confessam que têm de agir assim para atrair as atenções, tal como a CGTP precisou de ir para as pontes no sábado, estarão a dizer-nos também que os protestos já quase rotineiros tendem a ser cada vez menos motivadores?

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

À espera...

 
O civismo aqui nunca foi encorajado.
A limpeza pública nunca foi considerada importante pelos poderes públicos.
A valorização dos recursos naturais foi sempre vista como uma coisa sem importância rigorosamente nenhuma.
Da velha equipa camarária que pôs a máscara da "nova dinâmica" nada há a esperar mas das juntas de freguesias que foram renovadas já se espera mais.
E elas têm mesmo de fazer mais, e melhor.
Aqui ficam dois exemplos... à espera.
 

 
Um sofá abandonado nas margens da Lagoa de Óbidos.
Mais lixo na Lagoa do Cocó.




Em baixo, no desprezado monumento natural que é o Penedo Furado
pode pendurar-se tudo e as ervas podem crescer à vontade.
Felizmente é grande - ninguém o leva para casa


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



domingo, 20 de outubro de 2013

O silêncio ensurdecedor de Hugo Oliveira

 
O site de Hugo Oliveira, o número 3 de Fernando Costa que podia ter sido o número 1 e que foi obrigado a ser o número 2 de Tinta Ferreira, não faz uma única referência às eleições autárquicas nas Caldas da Rainha... ganhas por Tinta Ferreira. 
É uma daquelas situações "dinâmicas" em que se pode dizer que o silêncio é ensurdecedor.
 
Ferreira e Oliveira, lado a lado... mas nem por isso
 
 
 
 

Entrevista à revista "Novos Livros"

Um excerto da entrevista à revista on line Novos Livros (que pode ser lida na íntegra aqui):
 
Desde a minha primeira obra (“Crimes Solitários”, 2004) tenho procurado criar uma literatura policial solidamente baseada nas realidades nacionais, respeitando os cânones do género e procurando encontrar ambientes e cenários portugueses. Penso, aliás, que é a ligação entre o tecido narrativo destes livros e a realidade do nosso dia-a-dia, mesmo que tratada com alguma liberdade criativa, que pode ser um factor de êxito e um estímulo para o desenvolvimento do “thriller” em Portugal.



"Tríptico", de Karin Slaughter: um "thriller" perfeito

 
 
 
 
 
"Tríptico", da norte-americana Karin Slaughter, que acaba de ser editado em Portugal, é de certa forma uma dupla estreia.
É-o, em primeiro lugar, por ser o regresso de uma das melhores e mais profícuas autoras de "thrillers" à edição portuguesa e com uma das suas melhores obras; e é-o, depois, por ser o livro que marca a entrada em cena do seu herói Will Trent, que parece ter-se sobreposto à sua personagem inicial, a médica Sara Línton, nas histórias mais recentes.
"Tríptico" é uma obra excepcional, pelo menos por dois motivos. Por um lado, pelas suas personagens, habilmente caracterizadas, das quais três  regressarão noutras histórias.
Will Trent, Angie Polaski e Amanda Wagner, a chefe de Trent, têm vidas interligadas, cujos pormenores vão surpreender os leitores, desde logo neste livro até outra obra mais recente, em que se fica a conhecer a origem do relacionamento contraditório de Trent e de Amanda ("Criminal"). 
E, por outro, pelo modo como a história é narrada - há um "serial killer" e a revelação da sua identidade, que pode parecer descoroçoante, é um momento extraordinário de uma narrativa aliciante que nunca perde o dinamismo ou a capacidade de impressionar.
Ponham de lado por um momento, leitoras e leitores, as muitas autoras estrangeiras que vão aparecendo no mercado português e prestem toda a vossa atenção a este "thriller" perfeito.
A dinâmica Topseller já tem em carteira mais obras de Karin Slaughter (da série que começou com Will Trent e onde entrará mais tarde a traumatizada Sara Línton) e a próxima respeita a sequência original: "Fractured".
 
Karin Slaughter
Informações sobre a autora
e as suas obras
em www.karinslaughter.com

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(A tradução de "Tríptico" é da minha autoria e este pormenor e o facto de a Topseller estar a editar actualmente as minhas obras pode tornar recomendável esta "declaração de interesses", que não me coíbe de, com toda a liberdade, acrescentar um aplauso muito especial para a opção dos seus editores de trazer Karin Slaughter à convivência com o público português.)




Um mistério jornalístico-sindical

Não há jornal, televisão ou rádio nem jornalista que faça uma pergunta muito simples e que tente obter respostas (ou procurar por si próprio as respostas) para duas perguntas de evidente interesse público:
 
- Quanto custaram à CGTP a "prova de vida" de ontem e, pelo menos, as outras acções todas que exigem o aluguer continuado de centenas de autocarros várias vezes por ano?
- Qual é o património (imobiliário, bancário, etc.) da CGTP e dos seus sindicatos de maior visibilidade?
 
Em tempos que já lá vão chamava-se a isto "jornalismo de investigação".

sábado, 19 de outubro de 2013

Vasco Ricardo (Viajar pela Leitura) leu "A Cidade do Medo" e gostou

Vasco Ricardo, do blogue Viajar pela Leitura, leu "A Cidade do Medo" e gostou muito. Da sua opinião, que pode ser lida na íntegra aqui, um excerto: 
 
Pedro Garcia Rosado mostra-se, neste livro, um autor audaz, capaz de atingir pontos sensíveis pertencentes à nossa débil sociedade sem nunca evitar uma rectidão e uma frontalidade que penso que lhe sejam intrínsecas. (...) Gostei imenso deste livro e acho-o recomendável a todos os que gostam de um bom policial. PGR tem, a meu ver, tanta - ou mais - qualidade quanto os autores internacionais da moda e as novas correntes nas quais os editores têm apostado com maior insistência.
 
 
 
 
"A Cidade do Medo" (2010) foi o primeiro dos livros da mini-série Não Matarás, a que se seguiram "Vermelho da Cor do Sangue" (2011) e "Triângulo" (2012). Edição Asa/Leya.

Tinta Ferreira deve achar que as pedras rolam para cima e a chuva cai para o céu...

Suponho que o mecanismo da lei da gravidade deve ser muito mais fácil de perceber do que por exemplo... sei lá, talvez o princípio de que a Terra gira em torno do Sol.
Nós não vemos a Terra a girar em redor do Sol e o que vemos é o Sol a mudar de posição no nosso horizonte visual. Portanto, é admissível que um presidente de uma Câmara Municipal pense que a velha dinâmica Terra/Sol é esta: o Sol é que gira à volta da Terra.
A lei da gravidade será talvez de compreensão mais simples: os objectos caem, deslocam-se de cima para baixo.
Consta que Newton partiu para a definição da lei da gravidade depois de uma maçã lhe ter caído no alto da cabeça.
Se o mesmo presidente de câmara apanhar com uma peça de fruta (uma pêra rocha, por exemplo, que é mais típica da Região Oeste) no topo da cabeça (não, não vou utilizar a tal expressão, embora ela seja tentadora) pode ser que perceba, instantaneamente, uma coisa que talvez em teoria não perceba: as pedras não rolam para cima.
Porque, pelos vistos, Tinta Ferreira, o alcaide da "Nova Dinâmica", não percebe essa velha dinâmica da Natureza e acredita que as pedras rolam para cima e que a chuva... bem, também cai para cima, em direcção ao céu.
Queira o leitor acompanhar-me para perceber como a "dinâmica" deste grupo do PSD que se apoderou dos órgãos autárquicos em Caldas da Rainha nada tem a ver com a dinâmica da natureza.
 
No passado mês de Junho (há quatro meses) as obras de substituição da conduta de água nesta povoação da Serra do Bouro deixaram alguns locais neste estado: uma mistura de terra e de pequenas pedras soltas, incapaz de se misturar com a terra argilosa local, ficou a tapar os buracos, à espera de uma repavimentação enganadoramente prometida para o fim do Verão.




Nos primeiros dias deste mês choveu.
Neste declive (é o tal efeito da gravidade de Newton... mas não de Tinta Ferreira), a água da chuva arrastou a terra, abriu sulcos e fez estragos.
Não era, nem é, necessário saber de engenharia para o perceber. Nem ter um curso superior. Nem a quarta classe, sequer.
Veja-se:


 
 



Dois ou três dias depois da chuva foram tapados os buracos... mas só com mais terra e pedras.
A coisa ficou assim:




E ontem voltou a chover. Nem foi com muita intensidade mas foi o suficiente para deixar este lindo resultado, que torna outra vez a via (que é uma rua!) intransitável e perigosa.
Porque a chuva cai... para baixo. Arrasta a terra e as pedras. E a gravidade faz o resto.



 
 

A Natureza é dinâmica. A "Nova Dinâmica" de Tinta Ferreira não o é. Nunca foi, nunca conseguirá ser. 
A apenas quinze dias das eleições autárquicas, este é talvez o melhor retrato da negligência que se abateu como um manto sombrio sobre Caldas da Rainha. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A "Nova Dinâmica" das Caldas pensa que as pedras rolam para cima


... Ou então era o que a Universidade Autónoma de Lisboa ensinava nos cursos de Direito à distância.

Fotografias bem ilustrativas das incompetências da "dinâmica" da treta amanhã.

Um Orçamento de fim de regime

Há uma indisfarçável sensação de fim de regime neste Orçamento de Estado para 2014 e, numa triste aliança, a tradicional capacidade portuguesa de desenrascanço e de deixar tudo para a última hora com o cansaço político a que o Governo começa a ceder.
Este orçamento da 25.ª hora feito para satisfazer, como é natural, os nossos credores não precisava de trazer tantas más notícias e de deixar a impressão de que ficou muita coisa por fazer (como é o caso do insondável mistério da "reforma do Estado"). Podia ser o corolário de um processo de ajustamento financeiro e económico mais equilibrado. Doloroso, claro, mas equilibrado. Infelizmente não é.
As responsabilidades não são apenas do Governo.
À inabilidade governamental correspondeu o desvario de todas as oposições - e foram muitas, talvez em maior número e mais fortes do que a desejável transparência da vida democrática deveria permitir.
Se este orçamento traz a impressão de que o ciclo governativo chegou ao fim (o "pós-'troika'" pode recomendar mesmo a antecipação das eleições legislativas para 2014, apesar da dramática falta de alternativas), ele também cria uma nova obrigação a quem tem estado no outro lado.
O PS e o PCP (o BE, praticamente, já pouco conta) têm neste momento a obrigação irrevogável de apresentarem as suas propostas políticas e de governo para as eleições legislativas, quer eles se realizem em 2015 quer sejam antecipadas para 2014.
Os dois partidos devem não só dizer quais as medidas tomadas até agora por este governo, que tanto criticaram, que querem anular e alterar mas também declarar o que farão de diferente no cenário provável do já mencionado "programa acautelar" pós-"troika": remunerações, pensões, reformas, subsídios, despesas do Estado, Serviço Nacional de Saúde, impostos, apoio aos desempregados, Segurança Social, CGA, ADSE... tudo. Mas tudo, mesmo.
Este fim de ciclo (que pode ser um verdadeiro fim de regime) impõe a esses partidos propostas construtivas e declarações de intenções e, para tornar a coisa mais séria, a suspensão da berraria contestatária.
Pois o futuro não é deles, no caso de uma provável derrota eleitoral do PSD?!

"Simplesmente Maria" em versão Anita reinterpretada por Maria João e dissecada pelo Malomil

O sempre interessante blogue Malomil fez mais uma admirável desconstrução de um livro, neste caso de uma versão curiosa tipo Anita de memórias políticas de curtíssimo prazo de uma personagem que narra a sua vida político-institucional na terceira pessoa.
Com o título genérico, obviamente bem escolhido, de "Simplesmente Maria", a dissecação da coisa pode ser lida aqui e, fica o aviso, atenção aos efeitos secundários. Eu fiquei estupefacto com a matéria de facto mas dei algumas boas gargalhadas. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Entrevista na RDP Internacional


Com perguntas do jornalista Germano Campos, no seu programa de entrevistas a propósito de "Morte na Arena".
Pode ser ouvida na íntegra aqui.





As postas de pescada do berloque

... Que fazia e que acontecia e etc e tal, inchado como o sapo que quis encher-se de ar para ser maior do que um boi, o pequeno berloque esvaziou-se e assim se ficou.
Finou-se politicamente, depois de arrotar algumas postas de pescada.
Pessoalmente já era uma espécie de (pequeno) zombie raivoso, cheio de som e de fúria sem significado nenhum, como escreveu Shakespeare; ou "full of shit", como dizem os americanos.
Agora é menos do mesmo. E ainda há de ser menos.
RIP.

Perguntas que ninguém faz...


Quanto custa isto (alugueres e combustível)? Quem paga? E de onde é que sai o dinheiro? Qual é o poder económico e financeiro dos sindicatos?
 
A manif da CGTP passa agora por uma concentração em Alcântara, embora os autocarros que vão chegar a Lisboa vindos do Centro e do Sul do país atravessem na mesma a 25 de Abril. "Os que partem de Coimbra e da Região Centro vão entrar em Lisboa, atravessam a Vasco da Gama, seguem até à rotunda centro sul, em Almada, e percorrem depois a Ponte 25 de Abril até Alcântara", explicou Arménio Carlos ao i, escusando-se a adiantar um número exacto de autocarros esperados na manifestação. "Já estão inscritos pelo menos 350, mas estamos a falar de várias centenas", garante o dirigente sindical. Os que chegam do Sul vão entrar, a partir das 13h, directamente na 25 de Abril, vindos da A2. Mas independentemente da sua origem, todos os autocarros vão pagar portagem. Feitas as contas, a Lusoponte irá lucrar pelo menos 1300 euros.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Wall of fame




Nove livros (e uma edição espanhola). O décimo, "Morte nas Trevas", sai na Primavera de 2014.


Blogue Livros e Marcadores elogia "Morte na Arena"

 
Depois de ter escrito recentemente sobre "Morte com Vista para o Mar", Paulo Pires leu agora "Morte na Arena". A sua opinião sobre este livro pode ser lida na íntegra aqui no blogue Livros e Marcadores. Um excerto:
 
As atrocidades e o nível de violência são pontos fortes neste livro, e facilmente fazemos a ligação que a sinopse nos indica com a Roma Antiga.  A violência e a frieza ilustrados deixam o leitor inquieto. Pedro Garcia Rosado não só nos apresenta uma história, vai mais além, pinta-nos um retrato de uma sociedade actual, conflituosa, e muitas vezes decadente. O que é assombroso, uma vez que nos mantém, com perícia, motivados na leitura da primeira à última página. Esta dicotomia realidade/ficção é muito bem conseguida.


 

 

Redescobrindo Ulianov ("Ulianov e o Diabo")

Cláudia Lé (do blogue Crónicas de uma Leitora) leu agora "Ulianov e o Diabo" e fez uma análise muito interessante, que pode ser lida na íntegra aqui.
Eis um excerto:
 
O livro tem uma leitura extremamente fluida o que já se torna habitual no autor. É mais uma vez muito gratificante ser conduzido por cenários que acabamos por, mal ou bem, conhecer de alguma forma e que de certo modo, nos farão olhar para eles com outros olhos da próxima vez que por lá passearmos. Após a leitura do livro, tal como aconteceu com "Morte na Arena", acabo por encarar a cidade de Lisboa sob outra perspectiva, bem mais sombria. Verdade seja dita que a zona ribeirinha da nossa capital poderia facilmente ser palco de diversos homicídios, em ruelas estreitas de calçada portuguesa onde janelas de vizinhos quase se tocam e, no entanto, tão anónima quanto uma noite escura e sem lua o permite.
Relativamente a esta obra, sinto-me na obrigação de sublinhar o fato deste livro ser, infelizmente, de difícil acesso uma vez que se encontra esgotado, consegui-o em segunda mão, bem como "O Clube de Macau" mas para nós leitores, seria uma excelente ideia uma editora (por favor, Topseller) reeditar estes livros.







Ulianov, um ex-oficial do KGB e das forças especiais russas que emigrou para Portugal, estreou-se em "Ulianov e o Diabo" (Temas e Debates/Círculo de Leitores, 2006) e reapareceu em "Vermelho da Cor do Sangue" (Asa, 2011). Será um dos protagonistas de "Morte nas Trevas", o terceiro livro da série "As investigações de Gabriel Ponte" (Topseller, Primavera de 2014).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Este país não é para cães" no Tomate n.º 8


Num país que devia estar voltado para o turismo (que dá dinheiro e gera emprego), é pouco compreensível que a restauração, a hotelaria e o comércio continuem a não querer perceber verdades muito elementares: há pessoas que viajam e que passeiam com os seus cães e essas pessoas são, na maioria, cultas e educadas e sabem educar e controlar socialmente os seus cães. A abertura de muitas actividades económicas, e até de actividades profissionais, à presença de cães é uma marca das civilizações que se sentem confortáveis e que são capazes de absorver e encarar a diferença.
 
Do meu artigo "Este país não é para cães", que pode ser lido no número 8 do e-magazine "Tomate" aqui na íntegra.
 
 
 

O assalto à ponte, tipo assalto ao Palácio de Inverno

Portanto, o que é que poderemos esperar no próximo sábado? Algo como isto:
 
- A Ponte 25 de Abril estará aberta à circulação automóvel, como habitualmente.
É natural que as entradas e saídas tenham fiscalização reforçada pela PSP e pela GNR para impedir que pessoas a pé consigam chegar ao tabuleiro superior. Será o que a CGTP vai tentar fazer. É possível que grupos autónomos tentem chegar ao tabuleiro ferroviário.
 
- Haverá sindicalistas da CGTP e outros activistas em carros que vão passar na ponte e começar a buzinar ou a andar muito mais devagar, para criar, pelo menos, a impressão de um "buzinão".
 
- As guardas avançadas da CGTP entrarão em contacto directo com as barreiras policiais nos acessos norte e sul da ponte, criando situações de potencial conflito que poderão ser aproveitadas por activistas mais radicais para provocar confrontos físicos.
A partir daqui chegaremos ao quadro ambicionado pela CGTP: a repressão policial desencadeada pelo Governo contra o povo.
 
 
Ao forçar esta situação, a CGTP mostrou que as suas sucessivas manifestações e greves estavam a perder força e que precisava de uma acção de perturbação pública de grandes dimensões num espaço mais arriscado onde a responsabilidade por vítimas humanas pudesse ser atribuída claramente às forças policiais e ao Governo e não aos "seus" radicais.
A associação sindical tem como pontos de referência para esta acção o "buzinão" que abalou o último governo de Cavaco Silva e a ocupação da ponte na véspera da manifestação de 28 de Setembro em 1974 e do comício da Fonte Luminosa em Julho de 1975, em que o PCP fechou os acessos a Lisboa para revistar carros e dissuadir eventuais manifestantes de entrarem em Lisboa para a manifestação da "maioria silenciosa" e do comício do PS.
Os sindicalistas cantarão vitória se conseguirem ter pelo menos um simulacro de "buzinão", manifestantes a pé na ponte ou obrigar o Governo a fechar a ponte.
Se houver confrontos físicos com manifestantes lesionados, a CGTP atribuirá a culpa ao Governo.
Se os radicais atirarem pedras à Polícia dirá que não tem nada a ver com isso.
A CGTP será derrotada se os seus esforços não forem bem sucedidos, se não enveredar pela provocação e pela tentativa de confronto físico e se o trânsito na ponte não ficar imobilizado. 
O Governo será derrotado se as forças policiais forem forçadas a intervir, com eventuais vítimas a mostrarem as suas lesões às câmaras das televisões, que já devem andar a fazer contas para alugarem helicópteros para essa tarde.


Actualizando:
Manhosos, os dirigentes da CGTP desistiram da manifestação a pé e optaram pelas modalidades da "marcha lenta" e pelo "buzinão", deixando a possibilidade de bloquearem mesmo o trânsito com o tal "número significativo" de veículos (que têm dinheiro para alugar, sem que a imprensa tente sequer saber de onde vêm tais riquezas).
Como escrevi neste mesmo "post", em cima: Haverá sindicalistas da CGTP e outros activistas em carros que vão passar na ponte e começar a buzinar ou a andar muito mais devagar, para criar, pelo menos, a impressão de um "buzinão".
Portanto, haverá espectáculo à mesma...
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Alguns elogios a "Morte na Arena"



 
Uma leitura interessante e até entusiasmante a partir de certa altura. Um romance que vale a pena ler.
Francisco José Viegas (Correio da Manhã TV)
 
Gosto de livros assim, que “arrancam” logo no início. Pedro Garcia Rosado tem esse hábito nos seus policiais e faz muito bem. (...) E tem outro hábito, o autor: não se atrapalha em fazer jorrar sangue e criar cenários horríveis e macabros. E nem sequer gosta de deixar as coisas apenas subentendidas. É tudo muito claro. Vai direto ao assunto e com isso ganha o leitor, que assim tem nas mãos um livro vivo, trepidante e, em consequência, envolvente e irresistível...
Rui Azeredo (blogue Porta-Livros)
 
Sem medo das palavras, sem mascarar realidades cruas com descrições vagas que mais devem à poesia do que ao género policial, como sucede em muitos autores portugueses que enveredaram por este tipo de literatura, Pedro Garcia Rosado concentra os seus esforços na força que confere às personagens e às suas histórias, conseguindo uma assinalável qualidade literária.
Márcia Balsas (blogue Planeta Márcia)
 
Pedro Garcia Rosado tem sido inovador no panorama editorial português. O estilo do autor não é típico e quebra bastantes dogmas da literatura nacional.
Liliana Novais (blogue Sofá dos Livros)
 
"Morte na Arena" revelou-se uma leitura assombrosa e um dos melhores títulos que li este ano, provando que a literatura policial portuguesa é de grande qualidade e capaz de ombrear com os pesos pesados da literatura policial europeia.
Vera Brandão (blogue Menina dos Policiais) (5 estrelas no GoodReads)
 
Li “Morte na Arena” em pouco mais de 24 horas. É uma leitura intrigante, cheia de adrenalina, que reflecte bem a sociedade e a realidade portuguesas e que faz ser difícil para de virar páginas. Aconselho a todos o que gostam de policiais.
Cláudia Sérgio (blogue Uma Biblioteca em Construção)
 
Gostei da escrita directa, sem floreados, violenta nas descrições mas que os amantes de policiais como eu vão adorar. Um excelente thriller com todos os ingredientes certos, quando começarem a ler não vão querer largar o livro como eu, lê-se num ápice. Muito, muito bom.
Odete Silva (blogue Destante)
 
Um “muito obrigada” ao Pedro Garcia Rosado por tornar tão visível o género literário de thriller bastante apreciado por pessoas comuns como eu. Finalmente podemos fechar os olhos e imaginar a trama e os locais por onde esta se desenrola uma vez que se passa no nosso país. Torna-se mais fácil do que estar constantemente a imaginar paisagens desoladoras do deserto americano, charnecas sombrias inglesas ou densas florestas geladas suecas!
Cláudia Lé (blogue Crónicas de uma Leitora)
 
Intenso, com um enredo muitíssimo bem construído e personagens sempre surpreendentes, é, sem dúvida, um livro a não perder. Recomendo (...) Directa e equilibrada, com diálogos bem conseguidos e descrições que, sem serem exaustivas, não descuram nem os pormenores mais negros, a forma de narrar é tão cativante como os acontecimentos narrados, pondo em evidência a força dos grandes momentos, mas também das pequenas grandes revelações.
Carla Ribeiro (blogue As Leituras do Corvo)
 
Um policial muitíssimo bem escrito do, atrevo-me a afirmar, melhor autor de policiais português do momento. Aconselho!
Blogue Bloco de Devaneios
 
Conheci o autor apenas com "Morte com Vista para o Mar", mas este "Morte na Arena" (ambos da Topseller) deixou-me completamente rendida. (...) Este é o nono livro de Pedro Garcia Rosado e só lamento não o ter conhecido mais cedo.
Maria Manuel Magalhães (blogue Marcador de Livros)
 
O “thriller” de Pedro Garcia Rosado é mais do que um policial sangrento, é um “puzzle” que se vai montando com alguns requintes de malvadez, destapando os podres de uma sociedade cada vez mais insegura e sugerindo diversos focos de crítica social.
Blogue Efeito dos Livros
 
Com um ritmo frenético e uma história que nos leva ao coração alfacinha, Pedro Rosado constrói um “thriller” hábil,  oferecendo uma lufada de ar fresco no género policial português.
Pedro Marques (blogue Rua de Baixo)