segunda-feira, 30 de junho de 2014

Vícios

É traço comum aos partidos utilizarem pessoas de uma forma ou de outra influentes, e que não lhes estão formalmente ligadas, para os seus próprios objectivos e depois, se de momento já não servem, desfazerem-se delas.
Se os "independentes" da política começam a fazer o mesmo, não lhes auguro grandes possibilidades de êxito futuro.

domingo, 29 de junho de 2014

Um balanço pessoal (e divertido) da Feira do Livro de Lisboa


Neuza Dias, que anima o blogue Mil Folhas (onde já tinha referido, com muita graça, ao encontro que tivemos na Feira do Livro de Lisboa - aqui), fez um balanço pessoal da Feira, onde também se refere a três dos meus livros, num vídeo divertido, com bom humor e muita simpatia:






sábado, 28 de junho de 2014

Porque não gosto dos CTT (75): a "qualidade" deles é de 16 dias de atraso

Nas últimas duas semanas (16 a 22 de Junho, 23 de Junho até hoje) não tive correio às segundas, terças e quintas-feiras.
Ontem, sexta-feira, dia 28, recebi duas cartas enviadas de Lisboa (que fica a 100 quilómetros de distância) nos dias 11 de Junho e 18 de Junho. A primeira é uma factura, a segunda é uma informação relativa a um seguro.
Das duas, uma: os "índices de qualidade" da empresa CTT, com que a dita empresa acena para garantir que é um paraíso, são mal medidos ou, então, são uma treta. Como se costuma dizer, que venha o Diabo e escolha. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

António Costa?! Os lisboetas que o aturem!

Com o caos rodoviário que deixou instalar em Lisboa, não percebo o que de bom virá para o País com António Costa como primeiro-ministro.
É preferível que fique confinado em Lisboa e que o aturem os lisboetas.
Quanto aos visitantes ocasionais, é um horror tipo portagens - tem de se sofrer mas quanto menos melhor. Mas pelo menos que seja só lá.

O que terão ganho por ficarem calados?

Há três anos, na Primavera de 2011, o Plano Director Municipal de Caldas da Rainha foi alterado na Assembleia Municipal para permitir a criação de um empreendimento turístico gigantesco numa zona de paisagem protegida.
O então aprovado Plano de Pormenor da Estrada Atlântica (PPEA) previa a entrega de 275 hectares de terreno a duas empresas investidoras estrangeiras, de perfil enigmático e fundos de origens pouco claras, que gastariam 300 milhões de euros num projecto turístico que estaria a funcionar em 2021.
Nessa altura anunciou-se que seriam criados directamente 380 postos de trabalho e mais 750 indirectamente.
O PPEA abrangia duas freguesias (Serra do Bouro e Foz do Arelho) e os investidores eram representados por um advogado que manteve até ao fim o cargo de presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro.
Três anos depois nada existe.
Os que na Assembleia Municipal alteraram o Plano Director Municipal ficaram calados.
As Juntas de Freguesia também.
Em circunstâncias normais, os membros dos órgãos autárquicos (do PSD, do CDS, do PS, do PCP e do quase extinto BE) deviam procurar saber o que aconteceu.
Têm essa responsabilidade e devem essa explicação aos eleitores. Aos que residem nas freguesias afectadas, aos que tiveram a expectativa de arranjar um emprego (legal...), ao comércio de Caldas da Rainha que ganharia com as multidões de turistas que viriam para esse complexo.
O silêncio, nestas circunstâncias, é sempre muito comprometedor.
Fica sempre a ideia de que algum motivo houve para ficarem calados. E de que alguma coisa hão de ter ganho como recompensa pelo seu silêncio.
Ou, se quisermos ser benevolentes, de que ficaram envergonhados pela cobertura que deram a uma coisa destas.
 
*
 
Utilizei este estranho caso para o meu livro "Morte com Vista para o Mar". É um romance, uma obra de ficção onde, no entanto, se podem perceber algumas coisas relacionadas com o PPEA. É significativo que isso também não tenha perturbado os que ficaram calados.
 
 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Porque não gosto dos CTT (74): a semana são dois dias...

No local onde vivo, a empresa CTT só trabalha, em média, dois dias por semana na distribuição de correspondência. Às segundas, terças e quintas-feiras não há correio. Às quartas e sextas (e nem em todas), talvez por parecer mal não trabalhar durante uma semana inteira e para não boicotarem a imprensa regional, a empresa CTT lá deixa pingar algum correio com atraso de dias e de semanas.
Pelo "Jornal das Caldas" de ontem, quarta-feira, ficamos a saber que já há pessoas a irem à estação dos CTT em Caldas da Rainha à procura de correio que lhe é destinado e de que estão à espera há duas semanas.
A isto chama-se "serviço público"...

Um cartaz

 
 
"Fury" (que terá o título português de "Fúria"), de David Ayer, é um filme de guerra, passado na sua fase final, com Brad Pitt a comandar um grupo de cinco homens num carro de combate atrás das linhas inimigas. O seu cartaz (o sargento personificado por Brad Pitt apoiado no cano do blindado) é um dos cartazes mais estranhos que vi até hoje, com a sua atmosfera sombria e de derrota e um céu de chumbo sobre um soldado que parece demasiado cansado.

Em 2015: "Ulianov - A Conspiração das Águias"

 
Em "Ulianov e o Diabo" (2006), Serguei Denisovich Tchekhov, oficial do KGB e das forças especiais russas, conhecido por Ulianov, acabou de sair de uma prisão portuguesa e trabalha nas obras. O assassínio da irmã vai arrastá-lo para o mundo do crime, mas para vingar a morte da irmã.
Em "Vermelho da Cor do Sangue" (2011), Ulianov é um homem de família que quer viver uma existência discreta. O pedido de ajuda de um velho amigo leva-o a intervir numa investigação que começou com o desaparecimento de um agente soviético em Portugal em 1975, ajudando o inspector Joel Franco, da PJ.
Em "Morte nas Trevas" (2014), Ulianov é um profissional independente com uma agenda secreta que vende os seus serviços na fronteira da legalidade.
Chegou agora o momento de conhecer Ulianov quando era um oficial de prestígio do KGB, na antiga União Soviética, na era de Gorbachev. Vai ser no verão de 2015 em "Ulianov - A Conspiração das Águias".





 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Vinhos do Dão - entre a prova e o beber à borla

A propósito do meu post "Vinhos do Dão - vender marcas ou vinho?", interveio, comentando, Paulo Nunes, da Casa da Passarella (de Lagarinhos, Gouveia), que afirma sobre o que escrevi relativamente à prova de vinhos por parte de compradores (e respeitando a construção original da frase): "Relativamente à prova em 2013 desenvolvemos uma serie de servicos que passam pelas provas e jantares, serviços esses que são pagos como deve compreender, percebemos e entendemos o seu ponto de vista relativamente ao produtor disponibilizar umas serie de vinhos de forma gratuita para prova, no nosso caso isso não acontece, essas provas tem um programa estabelecido o qual tem um custo inerente."
Esta nota é significativa no que se refere ao contacto com os clientes.
O Dão é uma das regiões vinícolas mais antigas de Portugal mas talvez seja uma das menos conhecidas em termos de público, apesar do esforço dos seus produtores, da qualidade generalizada dos seus vinhos e da importância que lhe advém de ser o território de eleição da casta Touriga Nacional.
Não é pela multiplicação de marcas, como escrevi, pela invisibilidade (o site da Casa da Passarella, que pode ser visto aqui, pode ser muito imaginativo mas é praticamente incompreensível) ou pela rejeição dos clientes que o Dão pode ter o destaque que merece.
Muito dos seus produtores têm sensibilidade para conhecer os seus clientes, conversar com eles e perceber a sua curiosidade, o seu gosto e o seu respeito pelo vinho e pelo trabalho dos que o fazem.
Os vinhos do Dão não ganham com garrafas fechadas mas sim com garrafas abertas e com uma política de abertura razoável e amiga do consumidor.
Quando me desloco ao Dão, desloco-me para saber o que há e para comprar o que não se encontra nos supermercados. Não me desloco para beber à borla, porque não preciso, porque respeito o trabalho alheio e porque não é assim que se pode apreciar o vinho.
Se tenho certezas ou algumas informações, tenderei a comprar. Se provar e gostar com certeza que compro. E na Casa da Passarella em 2012 comprei sem provar porque já conhecia os vinhos que aí se fizeram, e faziam, há mais de vinte anos. E até gostei do que comprei, de duas qualidades.
Se os produtores partem do princípio de que quem pergunta se pode provar o vinho quer beber à borla (como se depreende da reacção da Casa da Passarella), está o caldo entornado. Há esse risco mas tem de ser assumido pelos produtores. Porque vender é uma possibilidade e o que está garantido, à partida, é que não conseguirão vender.
E, já agora, uma recomendação à Casa da Passarella: esclareçam bem quais são, como são e o que custam, os "serviços" de "provas" e de "jantares". Apesar de tudo, ainda acredito que os seus vinhos merecem uma maior clareza de propósitos.
 

O presidente que podia ter sido e o desastre que podia ter evitado

Não tenho especial simpatia por António José Seguro e não é por ele ou por António Costa que alguma vez votarei no PS. Lembro-me, aliás, de António José Seguro me ter deixado para sempre à espera de um seu telefonema, há alguns anos, e isso foi-me suficiente.
Penso, no entanto, que António José Seguro fez mal em ter desistido (se era verdade o que se dizia) de concorrer à Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
Teria vencido as eleições autárquicas depois de o presidente cessante, Fernando Costa, se ver impedido de continuar, dando ao PS uma vitória que os seus anónimos activistas não conseguem obter e, o que teria sido vantajoso para toda a gente, travaria o descalabro ciclónico que se abateu sobre o concelho em Setembro do ano passado.
Além disso, o actual secretário-geral do PS sempre teria mais perfil para presidente de câmara, como praticamente toda a gente, do que para primeiro-ministro. Tal como o seu principal inimigo, aliás.



© Enric Vives-Rubio, "Público"
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Sábado, dia 28, às 16 horas, na Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha






Neste sábado, dia 28 de Junho, às 16h00, na Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha, apresentarei "Morte nas Trevas", o meu mais recente romance, e falarei dos meus livros.
A sessão é organizada pela Comunidade de Leitores e de Cinéfilos de Caldas da Rainha, com o apoio do blogue Crónicas de uma Leitora.
"Morte nas Trevas", o terceiro título da série "As investigações de Gabriel Ponte" passa-se na zona de Salir do Porto, no concelho de Caldas da Rainha, que adoptei como residência.
Está toda a gente convidada, incluindo quem não gosta do género (o "thriller")... nem do autor.









E que tal uma "Rota Criminal"? - sugere Cláudia Lé

"O Município de Caldas da Rainha bem que poderia promover o turismo naquela zona realizando um tour pelos diversos locais de assassinatos ocorridos nos livros deste autor! A Rota Criminal, terminando claro está, na já famosa Lagoa de Óbidos! O que acham?" - a sugestão é de Cláudia Lé, do blogue Crónicas de uma Leitora, que participou nesta sessão.
O relato de Cláudia Lé, a quem agradeço muito a participação, pode ser lido na íntegra aqui.
A fotografia foi cedida pela Biblioteca Municipal.




 
Cláudia Lé, Palmira Gaspar (Comunidade de Leitores e de Cinéfilos de Caldas da Rainha) e o autor



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Lembram-se da Colecção Argonauta?

 
Ao tentar confirmar o conteúdo de um volume famoso de uma colecção não menos famosa (o n.º 100 da extinta Colecção Argonauta, da editora Livros do Brasil) foi dar com um blogue onde, com paciência, rigor e carinho, se faz o inventário do que foi a primeira, e talvez única, grande colecção de histórias de ficção científica publicadas em Portugal. Intitula-se mesmo Colecção Argonauta e está aqui, com todas as capas, fichas técnicas e sinopses dos seus 552 volumes.
É, em si, uma obra de mérito cultural, da autoria de João Vagos, que também arranjou tempo para registar todos os pormenores de outras colecções famosas.

A pedra de toque dos suplementos e dos abonos da função pública

 
 
-> Um dos maiores grupos profissionais da função pública (devido à magnitude da sua massa salarial), os professores, não beneficia dos suplementos e abonos de outros sectores.
 
-> Segmentados, para escaparem à lógica integrada dos salários do Estado, os suplementos e abonos da função pública têm servido para complementar as remunerações mensais onde os grupos profissionais têm maior peso e são em menor número (com uma menor massa salarial).
 
-> Os sindicatos da função pública terão alguma dificuldade em defender a exclusividade dos suplementos e abonos, relativamente aos colegas menos favorecidos (o caso dos professores) e contra as regras salariais mais restritivas do sector privado.
 
-> A CGTP não pode defender a exclusividade dos suplementos e dos abonos da função pública porque isso significa que aliena os trabalhadores do sector privado... cujos impostos sustentam os salários do sector público e os seus suplementos e abonos.
 
-> Ao defenderem os suplementos e abonos sem qualquer tipo de maleabilidade negocial, os trabalhadores da função pública estão a manter essas remunerações fora do arco mais protegido das remunerações salariais, deixando-os mais expostos a um futuro governo de maioria que não queira legislar na sua fase final (como acontece com o actual governo, nessa matéria).
 
 
É por estes e outros motivos que a questão dos suplementos e dos abonos da função pública vai ser a pedra de toque da questão fundamental da diminuição das despesas do Estado.
É natural que este governo já nada consiga fazer. Mas haverá algum que perceberá que nisto, como noutras coisas, há que entrar a matar e quando a legitimidade foi acabada de conquistar.

domingo, 22 de junho de 2014

Vinhos do Dão - vender marcas ou vinho?


"Adro da Sé", "Irreverente", "Invulgar", "Porta do Fontelo", "Dom Divino", "Encostas de Penalva", "Milénio", "O Penedo", "Encostas da Estrela"...
Estas são apenas algumas das marcas de vinho do Dão que encontrei numa pequena visita que fiz à região em quatro adegas cooperativas (Mangualde, Penalva do Castelo, Silgueiros e Vila Nova de Tazem) e na sede da União das Adegas Cooperativas do Dão (Udaca).
Os rótulos, com maior ou menor arte, e os contra-rótulos não distinguem claramente uns vinhos dos outros. E os preços, que variam, também nada dizem. Quanto a provas, é possível provar uma variedade mais corrente em Penalva do Castelo e a Adega Cooperativa de Mangualde tem uma loja onde também é possível provar alguns vinhos. Mas é um sistema em que o visitante fica claramente confundido. O resultado não pode deixar de ser negativo. Interessado no assunto, tomei conhecimento da diversidade nominal da oferta e comprei modestamente uma única variedade de vinho branco corrente em Penalva do Castelo, com base na experiência de outros anos.
Neste aspecto, as adegas cooperativas do Dão (que tiveram, a certa altura, um papel pioneiro) ficam em clara desvantagem perante os vinhos de quinta, onde os visitantes são, em geral, recebidos com muito maior abertura.
E neste sector, com o mais do que merecido destaque para a Quinta da Fata (de Vilar Seco, Nelas), encontrei vinhos interessantes na Quinta do Sobral (Santar, tinto) e na Quinta da Espinhosa (Vila Nova de Tazem, branco)... e um portão fechado na Casa da Passarela em Lagarinhos, Gouveia).
Nestes casos não se multiplicam marcas e denominações, o leque de produtos é correctamente mais estreito e muito mais claro e os produtores, com frequência, deixam provar o vinho (o que não aconteceu na Passarela, noutra visita, há dois anos) e estão acessíveis ao público.

O (bom) exemplo da Quinta da Fata
 
No caso da Quinta da Fata, que muito aprecio e que conheço bem, há apenas três diferenciações para os tintos, mantendo sempre a designação da quinta: Clássico, Reserva e o monocasta Touriga Nacional.
São todos eles vinhos de altíssima qualidade, que falam por si e que não precisam de multiplicar marcas para se afirmarem. O branco, o monocasta Encruzado, cada vez melhor, também não precisa de uma marca específica.
E, a propósito, fica uma referência: o Reserva 2011 da Quinta da Fata, que já pude provar, promete ser um belíssimo vinho do Dão, na linha do Reserva 2009.
Tem o primeiro prémio, e com distinção de excelência, desta jornada vinícola, juntando-se a uma galeria onde brilham o Clássico e o Touriga Nacional 2007, o 2005 (com um Touriga Nacional extraordinário) e o tinto de estreia, de 2003.
 
 
Quinta da Fata: deste já não há mas o tinto Reserva 2011 promete
 

A interioridade é assim

Uma placa toponímica de uma rua semi-alcatroada na freguesia da Serra do Bouro, no interior do concelho de Caldas da Rainha, a cerca de vinte mil quilómetros de distância da atenção da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e da ex-Junta de Freguesia da Serra do Bouro.






Arte urbana do "artista" da "nova dinâmica"


Esta espécie de banheira foi montada numa rotunda da treta em frente à estação ferroviária de Caldas da Rainha há alguns meses.
Ontem, sábado, 21 de Junho, dei com ela assim, com uma rede de arame improvisada e uma cobertura preta que o vento se vai encarregando de afastar, numa "dinâmica" que é muito "nova", muito fresca, muito arejada.




Deve ser uma nova forma de arte performativa urbana.

Pedro Miguel Silva (Rua de Baixo) gostou de "Morte nas Trevas"


Pedro Miguel Silva escreve sobre "Morte nas Trevas" no magazine on line Rua de Baixo. Um elogio a ter em conta (que pode ser lido na íntegra aqui) e de que publico um excerto:

Movido por um insanável conflito, “Morte nas Trevas” promove um encontro sanguinário entre dois clãs, ambos remontando aos tempos da Securitate, a polícia política do ditador Ceausescu. Algures no coração das Caldas da Rainha, sede do império de um aparentemente respeitável homem de negócios – e sede do cabecilha de um dos clãs -, escondem-se alguns segredos carregados de morbidez, que farão com que Gabriel Ponte revisite alguns dos seus medos mais profundos.
Mesmo que alguns furos abaixo em relação ao anterior “Morte na Arena”, Pedro Garcia Rosado constrói mais um thriller hábil, que conta aqui com a participação muito especial de Ulianov, o ex-KGB e coronel das forças especiais russas, e também do inspector Joel Franco, ambos personagens que habitaram outros livros do autor português. E que, promete Rosado, irão regressar. O que só lhes ficará bem.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Já agora: e os suplementos para os professores?

 
Gostava de ver Mário Nogueira e os seus sindicalistas e as restantes organizações sindicais da função pública a aproveitarem o momento para exigirem a extensão aos professores dos suplementos da função pública (insalubridade, penosidade, risco, transporte, alojamento, turno, piquete, desgaste, comando, patrulha, assiduidade, produtividade, abono para falhas, entre outros). Os professores também têm direito, ou não?

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Proteger as crianças

É controversa a exposição pública das crianças (que ainda não chegaram à idade em que podem recusar-se a ser alvo desse tipo de exposição por parte das suas famílias numa simples, mas discutível, demonstração de orgulho parental) nas várias formas (em princípio legais) que essa exposição pública pode assumir.
Mostrar crianças, tantas vezes em fato de banho ou vestuário mais reduzido e com a identificação clara dos rostos e não só, não viola apenas o direito das crianças, como seres humanos, à sua imagem e à sua privacidade como as oferece na prática, à imaginação de quem consegue os menores em objectos de desejo erotico e sexual.
E também as transforma em alvos fáceis de quem possa querer fazer mal a uma família de uma maneira ou de outra.
Há uma linha muito ténue entre o exagero e o recato que talvez só possa ser percebida por pessoas de maior sensibilidade. Mas no Facebook ou nos jormais talvez seja preferível a cautela.
Se no Facebook é difícil controlar as pulsões individuais e insensatas de pais e mães que se embriagam de orgulho perante a possibilidade de mostrarem os seus rebentos a toda a gente, já a imprensa deveria, como regra, ser mais cuidadosa, até porque, em princípio, a tutela das crianças que podem ofecerer ao público nem sequer é do director da publicação ou da empresa proprietária, que têm a responsabilidade legal daquilo que é publicado.
A publicação da fotografia principal desta primeira página do "Jornal das Caldas", de Caldas da Rainha, é um exemplo do que devia, nestas circunstâncias e por todos os motivos, ser evitado. 


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Os despedimentos no "Diário de Notícias" e a crise do jornalismo

 
 
 
 
 
 
 
Um excerto do meu artigo no número 16 do e-magazine "Tomate", intitulado "'Diário de Notícias': pavana por um jornalismo defunto":
 
 
Agora, pelo que se percebe, as contas hão de ter sido simples: corta-se nos salários mais elevados (e, já agora, alarga-se a ofensiva à TSF, que a certa altura foi contagiada pelo “DN”, num quadro em que as rádios de notícias também se tornaram crescentemente irrelevantes. Quanto ao “Jornal de Notícias”, do mesmo grupo, poupa-se porque ainda gera receitas e dispõe de fortes apoios no Norte, escapou, pelo menos por agora.
Os jornais podem ser fechados e morrer, por mais inexpugnáveis que pareçam ser aos leitores que restam e aos jornalistas profissionais que os fazem. O PCP deixou cair “o diário”. Os proprietários de “O Jornal” venderam(-se) por tuta e meia. O “Público” vive há anos com prejuízo e já teve os seus despedimentos e reduções salariais. O “DN” vive agora essa fase.
A comunicação social é um mundo quase secreto. Os próprios não falam. Os rivais têm sempre medo de poderem ter telhados de vidro. E só quando o céu lhes cai em cima da cabeça é que gritam. Tarde demais, normalmente.
O jornalismo que tenta não ser notícia não tem finais felizes.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Via Verde com sinal bem vermelho...

 
A Via Verde abre, telefonicamente, às 8h30.
Mas hoje, às 8h40, a linha telefónica garantia que não era possível atender a chamada por estar "fora do horário de serviço".
Um atraso à portuguesa? Não, porque às 10h22 a mensagem era a mesma: "fora do horário de serviço".
Um belo serviço, como se vê...
 
 
 
 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Porque não gosto dos CTT (74): não trabalhar ainda cansa mais

À segunda-feira não há, em geral, distribuição de correio.
À terça-feira também não.
Ou seja: o "serviço público" dos CTT, nesta zona, só existe em três dias da semana de cinco dias ditos úteis.
Esta terça-feira, no entanto, foi feriado (10 de Junho).
E ontem, dia dito útil, quarta-feira, não houve correio.
É fatal como o destino: depois dos feriados, das pontes, das greves, de tudo o que implica não trabalharem, os serviços deste bizarro "serviço público" não funcionam e também não há distribuição de correio.
É o cansaço provocado por não se trabalhar. Consta que há muitos casos assim quando o que está em causa é o "serviço público".

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Um elogio de Beatriz Pacheco Pereira a "Morte nas Trevas"

Um elogio de Beatriz Pacheco Pereira, escritora e directora do Festival Internacional de Cinema do porto, a "Morte nas Trevas":
 
Pedro Garcia Rosado transforma os meandros  escuros do crime num caldeirão de intrigas e cheio de segredos, revelados lentamente e com estrondo num percurso sempre emocionante até à girandola final. Um escritor que compreende o lado negro da vida e a sua articulação com a luz, que escreve sem dó nem piedade, mas com um extraordinário sentido do ritmo literário na ficção. Bravo!
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Altiberis: mais um caso... e não apenas de incompetência

Uma conta bancária, segundo descobri há pouco tempo, oferece-me um serviço de "assistência no lar" (em que não se paga a deslocação) de uma seguradora para resolver problemas técnicos. Uma ruptura num cano foi o primeiro caso e resolveu-se rapidamente e com um serviço bem executado por uma empresa local. O segundo problema que tive (água a verter da caldeira de aquecimento) transformou-se num problema ainda pior.
A situação foi detectada pelas sete da tarde e cerca de hora e meia depois aparecia um técnico. O problema seria uma avaria numa válvula, que precisava de ser substituída. E foi. Mas depois a caldeira não fazia o que devia fazer: fornecer água quente.
O técnico demorou-se uma hora a fazer várias experiências e telefonemas até vir perguntar se o gás estaria desligado (numa torneira mesmo ao lado da caldeira). Estava, claro, por motivos de segurança. É natural, não? 
Aberto o gás, a água já correu quente. O técnico apresentou a conta: a peça e duas horas de mão-de-obra - 92€. Com uma identificação: Altiberis, uma empresa de Estarreja. E uma "recomendação": o manómetro estava avariado.
Na manhã seguinte, foi como se não tivesse havido intervenção nenhuma: a água corria livremente; e, já agora, a válvula que teria sido substituída também não se avistava. Mas as peças substituídas não costumam ser entregues (por motivos óbvios) aos clientes?
Ainda cedo, atendeu-me da Altiberis um homem que se apresentou como chefe dos serviços técnicos, que garantiu que a válvula fora mudada, ouvindo a reclamação que apresentei e, num contacto posterior prometeu, se lhes comprasse um manómetro novo e uma torneira porque na história também havia uma torneira avariada, que descontariam meia hora na mão-de-obra por causa da história do gás (reconhecendo, portanto, a asneira).
Também garantiu que a tal válvula substituída ficara por cá. Nem me macei a procurá-la.
A avaria da caldeira ficou resolvida dois dias depois. Mas nunca com a Altiberis. O manómetro e a torneira não precisaram de ser substituídos e o serviço (a cargo da empresa Electrólise, de Caldas da Rainha, que se ocupara da ruptura do cano e que eu chamei) foi impecável.
E, já agora, a seguradora que fornece o serviço é a Europ Assistance (onde também apresentei reclamação e me garantiram que, a pedir esse serviço, poderia dizer quem não quero que me assista) e o banco é o BES (onde me tenho deparado, nos últimos tempos, com algumas surpresas desagradáveis). 


 
 
 
 
Uma actualização - Na resposta que me foi enviada, a uma reclamação minha sobre esta matéria, o BES (tomando as dores da Altiberis e não do seu cliente) resolveu "esclarecer": "(...) no seguimento dessa substituição, seria necessário repor a pressão de água no circuito fechado da caldeira, iniciando-se o teste de combustão, contudo a caldeira não arrancou. Após várias verificações e retificação da purga dos circuitos, verificou-se que sem conhecimento do colaborador, foi fechado o passador de corte de gás".
Ou seja, esse poço de incompetência que é a Altiberis, o seu inteligentíssimo "colaborador" e o "coordenador de serviço Departamento de Organização e Qualidade" do BES acharam muito estranho que, por óbvias questões de segurança, o gás tivesse sido fechado!
Dá vontade de responder a estas manifestações de irresponsabilidade com um singelo "Bardamerda!"...
 
 

 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Encontros na Feira do Livro de Lisboa

 
Feira do Livro de Lisboa, sábado, 7 de Junho. Primeiro na Topseller um encontro com leitores e leitoras, a quem tive o gosto de oferecer exemplares de "O Clube de Macau" e "A Guerra de Gil" (que já não estão à venda) e falar sobre os meus livros.


O autor a assinar alguns dos seus livros com Nuno Chaves e Vera Brandão em primeiro plano(fotografia de Joana Lopes de Freitas)

Depois, no pavilhão da APEL, o debate "Livros na Estrato(blogos)fera", uma conversa com tempo limitado (mas com muito para dizer) sobre os blogues literários e o diálogo com os autores, numa organização do blogue Morrighan, de Sofia Teixeira.






As bloguistas Sofia Teixeira, Vera Brandão e Márcia Balsas, João Paulo Sacadura (moderador) e os autores Tânia Ganho, Afonso Cruz e Pedro Garcia Rosado (fotografia de Joana Lopes de Freitas)


 

Sofia Teixeira, aqui, e Neuza Dias, aqui, fizeram dois relatos sugestivos e bem humorados destes encontros e, perante eles, o autor não tem nada a dizer a não ser agradecer a oportunidade e esperar que estes momentos se possam repetir.

Paulo Pires (Livros e Marcadores) sobre "Morte nas Trevas": "um grande policial"

Paulo Pires (no blogue Livros e Marcadores) elogia "Morte nas Trevas", o autor e a editora Topseller "pelo que estão a fazer pelos policiais portugueses, e o nível para o qual estão a elevar a ficção portuguesa".
Eis um excerto da sua opinião (que pode ser lida na íntegra aqui):
 
Como um grande policial que é, este livro semeia no leitor a curiosidade e a inquietação no virar da página. 
Um livro não deve ser "fechado", não se deve extinguir na própria história, mas sim, deve permanecer na mente do leitor, como algo inacabado, algo que faça o leitor retomar o livro, mesmo depois de o ler. Deve conter, acima de tudo, um convite implícito e irresistível para voltar a ler outra obra do autor. E neste livro este detalhe não foi descurado. Os meus mais sinceros parabéns a Pedro Garcia Rosado e à editora Topseller pelo que estão a fazer pelos policiais portugueses, e o nível para o qual estão a elevar a ficção portuguesa.
 
 
 
 
 

 
 

 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Amanhã na Feira do Livro

 
 
 
 
Assinalando a importância dos blogues literários, em boa companhia:
 
 


Sobreviverão os independentes de 2013 às eleições de 2017?

Olhemos para os nove meses que praticamente já passaram sobre as eleições autárquicas de 2013.
Este acto eleitoral ficou marcado pelo avanço eleitoral de um grande número de listas extrapartidárias, em geral denominadas de "independentes" por os seus membros e apoiantes não terem no momento da eleição ligações directas a partidos.
No concelho de Caldas da Rainha, o Movimento Viver o Concelho (MVC) enquadrou-se nessa definição e o resultado eleitoral que teve (com listas em várias freguesias e candidaturas à Câmara e à Assembleias Municipais) pode ter sido modesto em número de votos mas alterou muito significativamente o "status quo" político nos vários órgãos de poder.
Nos primeiros meses, o MVC fez-se notar e inquietou, directa e indirectamente, não apenas o inimigo principal (o PSD camarário) como os restantes partidos que se têm limitado apenas a "provas de vida" regulares para tentarem ver se ninguém se esquece deles nas eleições seguintes.
Nove meses depois, no entanto, o MVC parece ter sofrido uma erosão que quase o condenou ao silêncio.
As intervenções sobre as situações concretas (o caso do Hospital Termal, as desastradas obras na capital do concelho, o assoreamento da Lagoa de Óbidos) foram escasseando para desaparecerem.
Esta frente interna parece ter sido desfavorecida perante uma tentação (quase partidária...) de criar relações com outros movimentos mais organizados e de procurar parentescos com, por exemplo, os movimentos semelhantes que intervieram nas eleições europeias (o MPT ou o Livre, por exemplo) ou mesmo de ter a tendência para seguir figuras políticas de características messiânicas.
 
O ocaso no horizonte
 
Sendo naturalmente legítimos todos os exercícios individuais de cidadania (que deveriam excluir, pelo menos na vida pública, o insulto desbragado aos titulares de órgãos políticos, demasiado frequente no Facebook mesmo por parte de pessoas com profissões públicas), essa tentação afasta os independentes da intervenção na frente interna.
Com isso, condenam-se ao esquecimento e, no limite, no acto eleitoral seguinte, à sua irrelevância ou ao desinteresse dos eleitores que os haviam preferido, ao mesmo tempo que emitem uma mensagem que não era a sua: "nós somos como todos os outros, dos partidos".
É possível que a própria característica intrínseca dos movimentos independentes (o facto de só serem movimentos organizados quando os seus elementos o querem ser) ou a inércia provocada pela decepção de não verem resultados imediatos (não vale a pena fazer nada...) sejam factores desmobilizadores. Mas a política, como exercício da tal cidadania erguida como bandeira pelos independentes, exige paciência, disciplina, meticulosidade e organização e uma delimitação muito clara entre a urgência da intervenção política e o receio de "magoar" os "amigos" do Facebook.
As próximas eleições autárquicas serão, assim, a única medida prática para avaliar da dimensão e da verdadeira relevância dos movimentos independentes e o resultado dessa avaliação já começa a perfilar-se como duvidoso.
As europeias não são sentidas como tendo um objectivo concreto e as legislativas só têm comprovado o conservadorismo do eleitorado (alguém se lembra do PRD e do MDP, ou repara na ilusão dos Verdes do PCP ou na acelerada erosão do BE?).
Não é imprevisível que as eleições autárquicas de 2017, daqui a mais de três anos, reflictam o ocaso dos independentes. E não é cedo, como nunca foi, para lhes dar atenção.
Quem vai perder com o ocaso dos independentes são as populações, porque os independentes até têm a vantagem (pessoal) de não precisarem da política para viverem, o que lhes garantirá um esquecimento abençoado e, anos mais tarde, a possibilidade de se lançarem numa aventura do mesmo género.
Por outro lado, a provável irrelevância dos independentes deixará muitos eleitores a falarem sozinhos e ainda mais afastados da política. A abstenção (um monstro de sete cabeças gerado pelos que na prática a estimulam) começa, continua e reforça-se com esse fracasso.
 

 

As "bombas" da incompetência da "nova dinâmica" do PSD
 já não incomodam ninguém?
 
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cris Delgado sobre "Morte com Vista para o Mar": 4 estrelas em 5


Cris Delgado leu agora "Morte com Vista para o Mar" (o primeiro título da série "As investigações de Gabriel Ponte", de que acabou de sair "Morte nas Trevas") e escreveu uma opinião muito elogiosa no seu blogue O Tempo Entre os Meus Livros (que pode ser lida na íntegra aqui), classificando este livro com 4 estrelas em 5.
Um excerto:
 
O crime, violento, dá-se na zona das Caldas da Rainha e Pedro Rosado sabe, sem cansar, descrever maravilhosamente a zona em redor e as paisagens. O tema é actual, infelizmente. A corrupção das autarquias, o tráfico de influências, o valor e o poder do dinheiro ditam muitas vezes os actos humanos, levando os indivíduos a acções extremas de loucura. Em foco, também, o poder dos média. Até que ponto pode um blogue instigar os ânimos e levar alguém a extremos? As frases incisivas, os capítulos pequenos levam o leitor a uma leitura muito rápida, criando o desejo de iniciar o segundo livro brevemente e saber mais da vida deste investigador [Gabriel Ponte]. É o que farei, de certeza!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

No Segredo dos Livros: "ombreia com o que de melhor se faz lá fora"


"Há, de facto, 'material' para haver literatura policial de qualidade, com selo de origem português. O que existe (e que conheço, logicamente) deste autor ombreia perfeitamente com o que de melhor se faz lá fora dentro do género", escreve Sónia Cordeiro, no blogue Segredo dos Livros a propósito de "Morte nas Trevas".
Nesta opinião, que pode ser lida na íntegra aqui, a autora sugere ainda: "Além disso, e falando da colecção ['As investigações de Gabriel Ponte'] no geral, julgo que há material de bastante qualidade para transpor estes livros para filme. Já dizia Fernando Pessoa 'Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce'. Que tal passar da teoria à prática?..."
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

As obras da Cimalha e da câmara de Tinta Ferreira: a "nova dinâmica" da incompetência


Quatro semanas depois de andarem a alcatroar pela segunda vez esta rua da Serra do Bouro (no seguimento de obras iniciadas em Abril de 2013...), em Caldas da Rainha, os especialistas da misteriosa empresa Cimalha atacaram hoje outra vez, rasgando o alcatrão recém-aplicado, instalando tampas de esgotos que já podiam ter ficado colocadas, deixando um remendo no chão e contribuindo, alegremente, para o entupimento de caleiras da treta, mal construídas, por onde a água da chuva não escorre.
 
Vejam só:



Os especialistas da Cimalha a prepararem-se afincadamente...
 

... para fazer o primeiro remendo numa repavimentação
que já devia (e podia) ter sido feita há um ano
 
 
Como as caleiras da treta que eles próprios montaram não servem para nada, por terem sido mal construídas, os especialistas quiserem ajudar à festa deixando lixo apropriado para as entupir. Ou então é como fazem casa: deitam o lixo para o chão.
 
 
 
 
 
E estes riem-se, felizes da vida.
 
 

Diana Barbosa (Refúgio dos Livros) recorda "Morte com Vista para o Mar"

Diana Barbosa (que anima o blogue Refúgio dos Livros) leu agora "Morte com Vista o Mar", o primeiro título da série "As investigações de Gabriel Ponte" (de que saiu entretanto "Morte nas Trevas") e faz uma análise muito estimulante desta obra, que pode ser na íntegra aqui. Eis um excerto:
 
A forma como Pedro Garcia Rosado nos vai dando a conhecer as personagens, marcando-as com passados misteriosos e segredos, acaba por lhes conferir uma profundidade e uma densidade deveras cativante, pondo a nu as suas relações pessoais e deixando por desvendar outras peças do "puzzle" nos volumes seguintes da série. Ao debruçar-se sobre uma vertente mais pessoal das personagens, para além da investigação criminal em si, o autor enriquece a narrativa tornando-a multidimensional, sendo que cada personagem tem o seu "background", os seus lados obscuros, as suas vivências e o seu papel essencial no desenrolar da trama.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Lasanha a lamber os dedos


 
 
Segundo ouvi num canal de televisão, o Presidente da República recebeu os jogadores que vão representar o País com lasanha à bolonhesa e um almoço de lamber os dedos.
Falta saber se atiraram restos de comida para o chão, se cuspiram para os pratos, se se assoaram aos dedos, se coçaram os frondosos penteados com os garfos e se beberam pelas garrafas.
Mas é o que devem ter feito estes símbolos patrióticos para que tudo ficasse a condizer.

domingo, 1 de junho de 2014

Porque é que os políticos decepcionam - um caso de laboratório

Na cidade A havia umas termas de relativa fama, consideradas uma herança quase divina de um monarca. As termas fecharam.
O tempo foi passando. A degradação das instalações suscitou algumas agitações partidárias e de grupos de cidadãos. É de supor que na região até houvesse alguma consciência de que os cidadãos poderiam beneficiar das termas, tanto directamente como através do dinheiro que seria deixado por quem viesse de fora frequentar as termas.
Nas eleições para a câmara municipal, os políticos referem-se ao assunto, dão-lhe importância, exigem e prometem tudo e um par de botas. Incluindo o homem a quem a população decide entregar a câmara.
Durante algum tempo há ainda uns assomos de protesto porque as termas se mantêm fechadas. Entretanto, na região ao lado, começa a germinar o projecto de abertura de umas termas, em condições capazes de atrair mais gente do que as termas da cidade A.
Instado pelo governo nacional a tomar uma decisão, o presidente da câmara da cidade A entrega ao director de um jornal que o tem apoiado um estudo sobre as termas para um horizonte de... vinte anos.
O ultimato governamental não fica suspenso mas o que interessa é o que acontecerá daqui a vinte anos. (Ou seja: quando apontamos a Lua a um idiota, o idiota olha para o dedo...) Os movimentos de cidadãos largaram o tema, os políticos desinteressaram-se em definitivo.
O exemplo (um de entre muitos) é o de Caldas da Rainha, em cuja cidade funcionou um hospital termal.