sábado, 31 de dezembro de 2016

O partido do MVC?

"Jornal das Caldas", 28.12.16
Eis, muito provavelmente, a versão agora partidarizada do MVC: tendo sido, de certa forma, uma esperança de mudança nas eleições autárquicas, o Movimento Viver o Concelho cede o lugar (como já cedeu os votos e a influência) ao partido criado por um ex-candidato presidencial caudilhista e derrotado nas urnas.
Como se costuma dizer, será pior a emenda do que o soneto.

Feliz Ano Velho em Caldas da Rainha



Lixo, lixo, lixo, lixo... e as iluminações de Natal.




A dois passos da grande Árvore de Natal que deslumbra tanta gente,
mesmo no centro da cidade de Caldas da Rainha, esta pequena rua continua por pavimentar...
há mais de dois meses.

A passagem do ano é um mundo estranho


Ler jornais já não é saber mais (6)

O "Observador" é um jornal estimável e com algumas preocupações de qualidade mas, como tantas vezes acontece neste meio, quando faz asneira... faz asneira da grossa.
Neste caso, pôs meia-dúzia de pessoas (cujos critérios de escolha não indica) a fazer o balanço das "melhores e piores séries de 2016" na televisão. E o seu crítico de cinema ficou de fora, não se sabe porquê.
Os respectivos textículos, que não são leitura que se recomendam, ilustram o imenso deserto do jornalismo cultural português.
As escolhas estão centradas na produção de língua inglesa, andam pela espuma do que é mais mediático nos últimos meses, traduzem uma ignorância gritante face ao panorama televisivo dos últimos anos e à sua importância e passam ao lado de um pormenor fundamental: podem eleger-se mini-séries por ano, ou por qualquer outro período, mas não séries que se prolongam ao longo de vários anos e que, por isso mesmo, têm oscilações de qualidade.
A observação jornalística das séries de televisão (ou "crítica", se se quiser) não passa por aqui. Nem nunca passará, no nosso país e com a melancólica e débil imprensa que temos.



As séries observadas pelos observadores do "Observador". Enxerga-se pouco...


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Temor reverencial e pior do que isso

"Correio da Manhã", 30.12.16


A vida é como é e, com base apenas nas notícias e independentemente de méritos e deméritos, não se supõe que o ex-Presidente da República sobreviva.
Tal como se supõe que, na Cruz Vermelha ou nos hospitais públicos, um doente "normal" já teria sido "desligado" nesta altura. O dilema dos clínicos envolvidos deve ser dramático.
Isto seria o suficiente para, num país com uma indústria do entretenimento normal ou com uma imprensa forte, haver já gente a fazer perguntas e pesquisa e a preparar-se para escrever uma reportagem, um livro ou um guião para uma mini-série televisiva ou para cinema.
Portugal, no entanto, nisto como noutras coias, é completamente anormal.

Os outros super-heróis

"Daredevil/Demolidor"



"Arrow" (Arqueiro Verde)



"The Flash"



"Supergirl"



"Legends of Tomorrow"
(na primeira linha, Átomo, White Canary e Captain Cold)


Os super-heróis da banda desenhada das grandes empresas americanas DC e Marvel não são apenas os que aparecem no cinema (Batman, Super-Homem, o Homem-Aranha, Os Vingadores e os que se lhes seguirão em 2017).
Com as personagens de primeira linha canalizadas para o cinema, as de segunda linha ficaram para a televisão, para o domínio das grandes séries, rivalizando com as próprias longas-metragens em tom, dramatismo e impacto visual. Eis, por agora, as melhores.




Só com a primeira temporada vista, o resultado é extraordinário.
O problema da "origens" do super-herói (Daredevil/Demolidor) não é um entrave a que a história avance e fica diluído ao longo dos 13 episódios. E a transposição das personagens, dos ambientes e das várias linhas narrativas ficou igualmente resolvido e com um estilo audiovisual muito acima da média.
A série harmoniza o melhor das histórias deste super-herói da Marvel e, em especial, do tratamento que lhe deu Frank Miller. Este Demolidor é violento, sedutor (quando aparece na sua identidade secreta) e muito perturbado. Charlie Cox está perfeito e o famoso "Kingpin" (Wilson Fisk) é, na interpretação de Vincent D'Onofrio, uma recriação fabulosa.
A série vai já na sua segunda temporada, é uma co-produção da Netflix/Marvel e vai dar origem a outras duas, com os super-heróis Luke Cage e Punisher.
O Demolidor faz parte do mesmo universo dos Vingadores mas, apesar de algumas referências indirectas momentâneas ao Homem de Ferro e a Thor, não parece provável o seu encontro.

Vi "Daredevil" (temporada 1) em DVD, numa edição Marvel/ABC Studios, legalmente adquirida.


"Arrow"

aqui me referi a "Arrow", que é a grande precursora desta nova vaga de super-heróis: é o famoso Arqueiro Verde, o milionário que se torna justiceiro, teimoso e irreverente e muitas vezes crítico do Super-Homem e de Batman, seus companheiros de luta nas várias parcerias e associações dos super-heróis da DC.
Nascida sob a batuta do produtor Greg Berlanti (da empresa de televisão The CW), "Arrow" dispõe de uma estrutura narrativa movimentada, respeita vagamente os cânones da DC e assumiu um lugar central no que já se designou por "Arrowverse", o universo onde outras personagens da DC vão intervindo, facilitando os "crossovers" com "The Flash", "Supergirl" e "DC's Legends of Tomorrow".
A liberdade criativa (como é o caso da recriação do famoso Rhas-al-Ghul) não a deixa ficar mal e são bem contornadas as limitações, que parecem ter sido impostas pela DC, nas referências aos super-heróis "principais".
É a série mais "adulta" da The CW e a acção, um pouco menos intensa do que em "Daredevil" (em "Daredevil" há sangue a escorrer, em "Arrow" apenas nódoas negras), beneficia de bons efeitos especiais. Stephen Amell, que interpreta o papel de Arqueiro Verde, tem-se destacado ao longo das várias temporadas.

Tenho visto "Arrow" no canal por cabo AXN. A temporada 5 regressará em Janeiro no AXN, segundo informação do próprio canal.



"I am the fastest man alive. I am the Flash" - o genérico ziguezagueante de "The Flash" é o melhor cartão de visita para a segunda serie de super-heróis da parceria Berlanti/DC.
Os superpoderes de Flash assentam na sua capacidade de correr (muito) velozmente e esta personagem (de maior notoriedade na DC do que o Arqueiro Verde) serve também para introduzir, articuladamente com "Arrow", em muitos casos, personagens do universo DC.
Nitidamente voltada para o público dos "jovens adultos", "The Flash" tem outros méritos, para lá do que está à vista no pequeno ecrã: evoca, e bem, uma anterior versão televisiva (de 1990, cujo principal actor, John Wesley Shipp, é o pai do novo Flash e o Flash da Terra Dois, uma reviravolta bem pensada), respeita o tom da banda desenhada original nas suas várias versões e estabelece o padrão para o "The Flash" cinematográfico, previsto para 2018, não com Grant Gustin  (o actual Flash televisivo) mas com outro actor, apesar de a interpretação de Gustin ser o grande motor desta série

Vi a temporada 2 de "The Flash" em DVD numa edição DC/Warner Bros, legalmente adquirido. A temporada 1 foi transmitida pela RTP. A temporada 3 está actualmente a ser transmitida nos EUA.




A Super-Moça (da versão brasileira que apresentou os super-heróis a Portugal nos anos 70) não é uma das personagens mais fáceis da DC. É prima do Super-Homem, tem os mesmos poderes mas pouco fulgor, numa espécie de nuvem onde tudo foi possível, incluindo o Super-Cão.
Mas aqui, na série, já brilha. É mais um produto da parceria Berlanti/DC e, depois de algumas hesitações no início, o desenvolvimento da temporada 1 encontrou o rumo certo.
Como o Arqueiro Verde e o Flash, Supergirl vive também numa metrópole que parece ser importante mas quase isolada no mundo (havendo, a certa altura, a sugestão inteligente de que todo o "Arrowverse" e os seus derivados poderiam existir numa Terra paralela), com ameaças muito específicas (alienígenas) e uma série de pontos fortes: os efeitos especiais, a interpretação de Melissa Benoist, a entrada em cena do enigmático J'onn J'onzz e do próprio Super-Homem (na temporada 2) e, finalmente, Calista Flockhart, na pele da multimilionária da comunicação social Cat Grant (uma interpretação brilhante, com uma divertida piada ao marido, Harrison Ford).
Destinada também aos "jovens adultos", "Supergirl" pode não ser um êxito de televisão mas é, como projecto televisivo autónomo, um pequeno triunfo.

Vi a temporada 1 de "Supergirl" em DVD numa edição DC/Warner Bros. legalmente adquirida.



Não há hesitações filosóficas, problemas maiores de coerência narrativa ou reflexões metafisicas na aventura de ficção científica que é "DC's Legends of Tomorrow". A parceria Berlanti/DC tem aqui um dos seus pontos mais altos, apesar de todos os pormenores em que podemos tropeçar. E digamos que também não há muito tempo para isso.
Esta aventura através do tempo e do espaço de um grupo de "bons" e "maus", unidos no combate a inimigos comuns, é uma história de ficção científica clássica e sem preconceitos, divertida de seguir e exemplar, como as restantes séries do "Arrowverse", nos menos de 50 minutos que tem para oferecer.
Os efeitos especiais são bons e, por entre alguns estereótipos, sobressaem personagens como o Átomo (que já vem de "Arrow", interpretado pelo ex-Super-Homem Brandon Routh), a White Canary e o Captain Cold (admirável de sarcasmo e de ironia). São personagens ainda menos conhecidas do acervo da DC mas o conjunto funciona.
É, comercialmente, a série menos bem-sucedida da parceria Berlanti/DC mas não é menos interessante. Actualmente está a ser transmitida a temporada 2 e parece pouco provável que haja uma terceira.

Vi "DC's Legends of Tomorrow" em DVD numa edição DC/Warner Bros legalmente adquirida.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Porque não gosto dos CTT (112): 25 dias para chegar de São Domingos de Rama a Caldas da Rainha


E depois de uma semana sem correio, lá chega a habitual enxurrada de cartas (e é de esperar que tenha vindo tudo).
Há um recordista: um aviso de recepção que saiu de São Domingos de Rana no passado dia 29 de Novembro. Ou seja: demorou 24 dias a percorrer uma centena de quilómetros, ou nem isso.
O resto são cartas que, para variar, demoraram cerca de 10 a 7 dias (e de território nacional) a este destino.
O correio português é isto.
E os responsáveis não têm pingo de vergonha pelo serviço que prestam...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Idiotas muito perigosos (1)

Há gente para quem os cães têm de ficar dentro dos seus terrenos, muitas vezes amarrados ou acorrentados. "Passear o cão" é um conceito que lhes é alheio.
Isso e doses iguais de idiotia e de incompetência explicam isto:




Este aviso mal enjorcado de disseminação de herbicida encontrei-o eu hoje colado num poste e pode ser de ontem ou anteontem. É o único numa área mais vasta onde não ando só eu a passear os cães.
Não tem a data (isto foi quando, ou há de ser?), não informa quais são as "áreas tratadas". Vai assim, no maior desrespeito por toda a gente, com ou sem cão.
O que talvez curasse a estupidez destes gajos fosse uma baforada do dito herbicida na tromba...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Água suja? Caldas da Rainha, pois claro





Água da torneira em Caldas da Rainha.
Nada de novo, infelizmente, saído de um serviço (os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha) cujo alto custo é o oposto extremo de qualquer tipo de qualidade.  

domingo, 18 de dezembro de 2016

MVC: era escusado mas andavam a pedi-las




"Gazeta das Caldas", edição de 16.12.16


A questão das contas da Junta de Freguesia da Foz do Arelho tem todas as condições, pelo menos enquanto não há resultados da auditoria, para se tornar um "caso" político à dimensão de todo o concelho. (Haverá situações mais graves mas... tudo bem, desde que não se saiba.)
O caso tem a ver com dinheiros e com a única freguesia onde, há três anos, o grupo de independentes do Movimento Viver o Concelho (MVC) ganhou as eleições de 2013.
Tendo começado bem, o MVC deixou-se enredar em tentações políticas caudilhistas de âmbito nacional e quase se desagregou, no concelho.
Foi atrás da demagogia de um candidato presidencial e deixou os seus eleitos desamparados e a representarem-se a si próprios.
E quando um dos seus (o actual presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho) ficou sob suspeita de ter cometido irregularidades, o MVC calou-se, fez de conta que não viu nem ouviu nada, não lhe passou cartão. Como acontece em todos os partidos.
A "Gazeta das Caldas", que nunca morreu de amores pelo MVC, deu ao movimento, ou ao que dele resta, uma bofetada de luva branca.
A 9 meses das eleições, era escusado mas, como se costuma dizer, puseram-se a jeito andavam a pedi-las.



"The Walking Dead": a hora dos vivos








A serie televisiva "The Walking Dead" voltou ao mundo dos vivos na temporada 7, de que se aguarda a continuação em Fevereiro.
Bastou reorientar o rumo, deixar de prestar tanta atenção aos zombies e fazer um exercício sobre as relações de poder entre os vários grupos humanos (e dentro deles) do pós-apocalipse. Assim, sim!
O cartaz que anuncia a segunda parte desta temporada, bem como o vibrante final do episódio final da primeira parte, é notável e dá um segundo fôlego a uma série que pode ser tão eterna como os zombies.  

9 meses

A 9 meses do fim (as eleições autárquicas de 2017 devem realizar-se em Setembro) o leque eleitoral compõe-se... mas o resultado é que não.
O PS e o CDS já têm os seus candidatos à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha (Luís Patacho e Rui Gonçalves) contra o actual presidente (Tinta Ferreira, PSD) mas o desfecho dificilmente se alterará: estes dois candidatos podem reunir os votos dos respectivos partidos, dos familiares e amigos dos membros das suas listas e de pessoas bem intencionadas que acreditam numa hipótese de vitória com o mesmo fervor com que as criancinhas acreditam no Pai Natal mas não ganharão.
O PSD, e pela piores razões, domina a câmara e os serviços públicos, exerce de várias maneiras a sua influência (das empresas-clientes às colectividades) e parte da maioria absoluta.
As obras que dilaceraram a capital do concelho, uma gestão desastrada e desastrosa e uma acumulação de situações mal, ou nunca, esclarecidas dificilmente o impedirão.
A união de toda a oposição teria sido uma séria ameaça a este lamentável PSD mas não foi o que quiseram. Daqui a 9 meses o que vai sair das urnas será bem feio.


Tinta Ferreira (PSD)

Rui Gonçalves (CDS)

Luís Patacho (PS)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Porque não gosto dos CTT (111): correio só de 15 em 15 dias

A regra da empresa CTT, agora, parece ser esta: só há distribuição de correio de duas em duas semanas.
Depois de, precisamente, quinze dias sem correio, eis o que me chegou hoje (dia 14 de Dezembro):

- Factura da electricidade, expedida no dia 28 de Novembro (terminando o prazo de pagamento ontem);
- Factura de uma empresa de telecomunicações expedida no dia 29 de Novembro;
- Correspondência bancária expedida no dia 30 de Novembro;
- Correspondência da Via Verde expedida no dia 30 de Novembro;
- Correspondência de entidade financeira, expedida no dia 1 de Dezembro;
- Correspondência de um empresa de segurança expedida no dia 2 de Dezembro.

Já não há paciência para aturar isto...

A "jóia da coroa" camarária que já mete água

No piso -1 já há zonas fechadas.


Do tecto escorre... qualquer coisa.



Nem dois anos passaram sobre a abertura.

O parque de estacionamento subterrâneo da Câmara Municipal de Calda da Rainha, obra inaugurada em Março de 2015 que sofreu um atraso de mais de um ano e que custou 3,6 milhões de euros, mete água.
Há paredes onde as infiltrações já se notam e uma zona do piso - 1 está bloqueada (como se pode ver numa das fotografias) porque corre água, ou outro líquido qualquer.
Esta obra, apresentada como "jóia da coroa" num concelho que nem imagem de marca consegue ter, foi inaugurada em Março de 2015. Ou seja, há um ano e nove meses.
Não houve, que se saiba, enxurradas, tsunamis ou rios misteriosamente abertos no subsolo. A construção foi dada por pronta, com a Câmara Municipal a demonstrar uma estranha complacência perante os atrasos. E agora mete água, e apenas no início de um inverno moderado.
Como de costume, não se ouvem as vozes dos políticos e activistas políticos locais.


Cartinha aberta à senhora directora do "Jornal das Caldas" e ao senhor director da "Gazeta das Caldas"



De que me servem os jornais da semana passada?
Para várias coisas mas não para ver o seu conteúdo...

Os atrasos na distribuição de correspondência por parte da empresa CTT chegaram, nestas últimas semanas, a um nível que se situa já no mais absoluto desrespeito desta empresa pelos clientes à força que ela mantém reféns do seu "serviço público".
No caso dos vossos jornais (de que sou assinante e cujas sedes se situam a cerca de 11 quilómetros da minha morada), o "Jornal das Caldas" do dia 7 de Dezembro chegou à minha caixa de correio no dia 13, quase uma semana depois, e a "Gazeta das Caldas" do dia 9 chegou-me no dia 12. E não acredito, pelo que se vai sabendo, que eu seja caso único.
Acho que chegou o momento, e de uma vez por todas, de as direcções dos dois jornais começarem por fazerem valer os seus direitos  junto da empresa CTT e de terem perfeita noção de que o que está a acontecer é um atentado claro, e reiterado, mesmo que sem dolo, à liberdade de imprensa. 
E não apenas porque os jornais não chegam aos seus leitores quando devem chegar (pela minha parte, detesto ter jornais por ler nos dias seguintes à sua data de saída), falhando no seu objectivo informativo, como pelo facto de, deste modo, não se justificar manter a assinatura.
Se eu, por algum motivo, tiver interesse em alguma matéria (ou, até, me sentir filantropo), posso comprar o jornal regional que sai à quarta-feira, ou à sexta-feira, quando ao sábado for comprar jornais e revistas cujos conteúdo não estão "on line". Ou não, porque nessa altura já pouco me dirão.
Além disso, senhora directora e senhor director, afirmarem-se perante a empresa CTT não chega. Os vossos leitores exigem desculpas claras da vossa parte por esta situação, mesmo que não a controlem.
E se ela, por acaso, vos for indiferente, se não tiverem essa postura, se cederem perante a incompetência grosseira da empresa CTT, não se justifica assinar os vossos jornais.
Pela minha parte, se isto não muda, não voltarei a renovar a vossa assinatura em 2017.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Porque não gosto dos CTT (110): a liberdade de imprensa posta em causa

Ontem, segunda-feira, dia 12, recebi a edição da "Gazeta das Caldas" do passado dia 9, sexta-feira, que costumo receber na própria sexta-feira. Mas continua sem chegar a edição do "Jornal das Caldas" do passado dia 8, quarta-feira.
Com isto, a empresa CTT põe descaradamente em causa a liberdade de imprensa.
E se eu posso passar uma semana sem a imprensa local, também posso deixar de ser assinante dos dois jornais, poupar cerca de 45€ por ano (já dá para um jantarinho...) e deixar de me interessar por eles.

Eu, votante no “Presidente Marcelo”, decepcionado me confesso

Na vida do actual chefe do Estado há muitos “Marcelos”. Há (no hemisfério público) o do “Expresso” do fim do Estado Novo até ao fim da Aliança Democrática, há o do presidente do PSD que quis atabalhoadamente destronar o primeiro-ministro Guterres, há o candidato à Câmara Municipal de Lisboa, há o comentador político, há o “entertainer” televisivo/explicador político, há o político que não quer ser político. E que não quer ser político quando exerce o mais político de todos os cargos: Presidente da República.
Votei em Marcelo Rebelo de Sousa para esse mesmo cargo, em Janeiro deste ano, e, ao cabo destes meses todos… Bem, sinto-me decepcionado. E não há, infelizmente, período de devolução por insatisfação ou livro de reclamações em eleições democráticas.
O período áureo de Marcelo Rebelo de Sousa foi, para mim, o de comentador na rádio nos anos 90. Era brilhante, arguto, docemente sarcástico, pesada mas subtilmente crítico com as notas que dava. A transição para a TV pode ter-lhe sido favorável noutros aspectos mas diminuiu-o na qualidade de comentador. 
No universo de comentadores que percebem de tudo e de nada, Marcelo Rebelo de Sousa pode ter querido ser diferente e foi deixando cair a sua pele de comentador de olhar crítico. Ou tivesse outras coisas em mente. Na televisão tornou-se um explicador de factos presentes e de hipóteses futuras. Começou a criar um lugar de “entertainer” e a avançar por um mar de absurdos que iam dos afectos diante das câmaras às entrevistas vagamente jornalísticas. Foi, claramente, diante das câmaras da TVI que nasceu a sua candidatura à Presidência da República.
No rescaldo do golpe de Estado parlamentar da tríade PS-BE-PCP, Marcelo Rebelo de Sousa pode ter sido visto – atendendo à sua área política de origem – como uma espécie de homem providencial por parte dos opositores ao Governo. 
Penso que muitos dos seus eleitores acreditaram, e isso aconteceu comigo, que seria importante ter na Presidência da República um homem de discernimento e força política institucional que, respeitando o alcance e os limites do cargo, exercesse de maneira mais firme e talvez mesmo recatada a sua “magistratura de influência”, que fosse um estadista capaz de gerir o seu poder com alguma reserva e de constituir um contrapeso a um governo de origem e práticas duvidosas.
Mas não foi o que aconteceu. A Presidência da República ganhou um político entertainer e uma espécie de apóstolo dos “afectos”, tão interessante nessa vertente como um consultório de dúvidas existenciais de uma revista cor-de-rosa. E o Governo ganhou um misto de anjo-da-guarda, de guarda-costas, de oráculo e de ministro da propaganda.

Uma intervenção que já cansa

José António Saraiva escreveu no “Sol” que Marcelo Rebelo de Sousa poderia ser um Presidente perigoso, capaz de intercalar a sua prática institucional com a criação de “factos políticos”.
Enganou-se: essa faceta fascinante do antigo comentador terá ido, com mais algumas coisas, para o caixote de lixo da História. O “criador de factos políticos” foi com o cão oferecido ao Presidente da República: para parte incerta, já sem retorno. Nem isso se aproveita.
Marcelo Rebelo de Sousa pode ser o campeão dos “afectos” e da “felicidade nacional”, pode até acreditar que o “populismo” que gera e tenta gerir é “bom” (por oposição aos outros “populismos” que são “maus”), que quanto mais “selfies” tirar mais facilmente se lhe abrirão as portas do Céu, que a democracia constitucional lhe exige o apoio cego ao governo PS-BE-PCP com o vigor de um quadro socialista da província esperançado num lugar no Estado, que quem não apoiar o governo em funções e não gostar de futebol é mau português e mais uma série de coisas que nem sequer é recomendável pormenorizar, nem mesmo como hipótese. 

Dizia-se de Cavaco Silva, e isso punha toda a esquerda histérica, que favorecia o governo anterior. Era, para os seus críticos, um crime horrendo. Agora, o apoio militante do actual chefe do Estado ao actual chefe do Governo já não indigna ninguém. 
E a sua intervenção pública cansa. 
Marcelo Rebelo de Sousa fala de tudo e de mais alguma coisa. Todos os dias. E várias vezes por dia. E contradiz-se (não lembra ao careca, como ele costumava dizer, elogiar António Domingues para depois dizer que Paulo Macedo é que afinal é bom). E repete-se. Derrama-se pelo Facebook e pelo site da Presidência. Faz declarações à Imprensa. Condecora todos e mais alguém. E até já anuncia quando é que vai “reagir” sobre o assunto do momento. 
Que importância terá, no meio desta algazarra, qualquer declaração que faça sobre um assunto que possa ser melindroso? A sua importância estará sempre limitada pelo cerco seguinte que os jornalistas lhe fizerem para o ouvirem falar sobre tudo e mais um par de botas.
Não é este o Presidente da República que gostaria de ter tido e em quem votei.





Paira um fantasma em Belém...

domingo, 11 de dezembro de 2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

Urbanismo

Em Caldas da Rainha, no interior do concelho, onde tudo parece ser possível.
Voltarei ao assunto.













Porque nao gosto dos CTT (108): vale a pena um serviço (público) de correio?!

Desde terça-feira da semana passada (dia 29 de Novembro) que não entra correspondência na minha caixa de correio.
Esta semana nem sequer chegaram os jornais regionais.
Anteontem, quinta-feira, foi feriado (mas também parece, no caso da empresa CTT, que quase todos os dias são feriado) e ontem também não houve distribuição de correspondência.
Portanto: vale a pena haver um serviço de correio nestes termos?!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Onde está a oposição (em Caldas da Rainha)?


Os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha, serviço camarário conhecido pelo seu rigor, foram resolver um problema de abastecimento de água num prédio, deixaram tudo escavacado e mandaram os residentes reparar os estragos.
A queixa foi feita por um dos afectados nas cartas ao director da "Gazeta das Caldas" (edição de 2.12.16) que, inconformado, faz a pergunta que mais gente devia fazer e que eu tenho andado a fazer: "Onde está a Oposição? Participa das jantaradas de fim-de-semana? E por causa disso aceita de cabeça baixa a má política que se pratica no concelho?"
Evidentemente, respondo eu: a oposição (PS, CDS, MVC e PCP) apoia, na prática, o PSD da Câmara Municipal. E não deve ser apenas pelas "jantaradas"...




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os "eleitos autárquicos" foram todos para Auschwitz, foi?!

Na polémica sobre a agregação de freguesias, há quatro anos, os membros de câmaras municipais e juntas de freguesia usaram o argumento abjecto, para combater a redução do número de freguesias, de que iam perder o "emprego". Os interesses das populações foram vergonhosamente desprezados e a grande preocupação foi a dos lugares que se extinguiam.
A redução do número de freguesias fez-se e, por exemplo, em Caldas da Rainha, o modo como os próprios eleitos participaram na coisa foi na mesma vergonhoso (os pormenores podem ser lidos aqui).
Quatro anos depois, e estando bem à vista o fracasso e os prejuízos (para as populações) que em muitos casos resultou da agregação de freguesias, já se pensa na "reversão" do processo. E ainda bem, onde for necessário (e, no caso de Caldas da Rainha, é uma maneira de anular um acasalamento absurdo entre freguesias).
Só que não é pelo regresso ao choradinho da "eliminação" de cargos que se deve ir, embora já dê para perceber que é o que ocupa a mente de algumas pessoas.
Veja-se o caso da moção aprovada na assembleia de freguesia da mistura que resultou da junção entre uma freguesia rural (Serra do Bouro) e uma freguesia urbana (Santo Onofre) com outra pelo meio e que nem figura na mistura: "tal medida significou a eliminação de milhares de eleitos autárquicos", como se pode ler neste excerto da notícia publicada pelo "Jornal das Caldas" de 30.11.16.



"Eliminação de milhares de eleitos autárquicos"?!


Até parece que os "eleitos" foram metidos todos em Auschwitz, coitados...
De qualquer modo, se é assim que querem fazer, era melhor que estivessem quietos. 
Já dá para perceber que ao disparate inicial se vai seguir outro, e pelos piores motivos: arranjar empregos e para muita gente.


Uma ignomínia à moda da tríade PS-BE-PCP

Contra tudo o que era e é razoável, o governo em funções baixou o IVA da restauração de 23 por cento para 13 por cento.
O Estado perdeu receita fiscal (e os outros que paguem), não se deu pela baixa de preços de venda ao público e só um sector foi favorecido, de um modo tão enviesado em termos contabilísticos que a baixa deste imposto foi, sem pudores, transformada em lucro.
No entanto, o mesmo "arco governativo" recusou, no Parlamento, a baixa do IVA para aparelhos ortopédicos (como as canadianas e as cadeiras de rodas) que poderia levar a uma redução do PVP, o que iria favorecer sectores da população que precisa desses instrumentos para poder viver com um mínimo de dignidade.
Perante isto, e tudo o resto, não percebo como é que pode haver gente com sensibilidade social, que se diz de "esquerda", que consegue apoiar a coisa mal nascida que saiu da aliança entre o PS, o BE e o PCP. Deviam era ter vergonha.


Adicionar legenda

Ler jornais já não é saber mais (5)


Pode argumentar-se mil vezes que "fazer uma rotunda" é o mesmo que "circular numa rotunda" (ou algo parecido) que nem a vantagem de poder ter um menor número de caracteres disfarça o facto de "fazer uma rotunda" ser, em bom rigor, igual a "construir uma rotunda".



Manchete de hoje (5 de Dezembro) do "Jornal de Notícias"



sábado, 3 de dezembro de 2016

Fernando Costa, 2 - Tinta Ferreira, 1

Fernando Costa, o anterior presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha que terá esperado poder voltar a ser candidato em 2017, vai ser o candidato do PSD à Câmara Municipal de Leiria.
Leiria, capital do distrito, é obviamente mais importante do que Caldas da Rainha, onde Tinta Ferreira, o sucessor de Fernando Costa revelou uma enorme incompetência e tentou, por esse e por outros motivos, distanciar-se do seu antecessor. 
Desterrado em 2013 para Loures, onde foi vereador, Fernando Costa fica agora mais próximo do seu concelho, podendo conservar alguma capacidade de influência em Caldas da Rainha... mesmo contra o seu lamentável herdeiro. 


Fernando Costa: que bem que se está em Caldas da Rainha ("Jornal das Caldas", 30.11.16)


Tinta Ferreira: que bem que se está... na câmara de Caldas da Rainha


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Quanto tempo demora a pavimentar uma rua?


No centro da cidade de Caldas da Rainha existe uma pequena rua (terá 100 metros, sequer?), a Rua da Rosa, que foi fechada ao trânsito para receber, salvo erro, um pavimento. Isto aconteceu há um mês, pelo menos.
A rua continua fechada, e esventrada. Vi-a ontem tal como já a tinha visto há duas ou três semanas: fechada ao trânsito e esventrada.


Que interessa uma rua bloqueada...

A extensão da Rua da Rosa é quase a extensão que a separa da Praça do Município, onde a Câmara Municipal de Caldas entrou com 76 mil euros (sem a conta da electricidade) para uma árvore de Natal de 41 metros de altura.
A árvore de Natal é que é importante. O resto já nem interessa. 
Não é caso único...


... perante iluminações de Natal de encher o olho aos papalvos?


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Ocidental Seguros a explicar-se... atabalhoadamente


Referi-me aqui a uma apólice de um seguro que a respectiva seguradora me quis aumentar em 75 por cento. O aviso (a ameaça...) veio da Ocidental (BCP) e dizia respeito a um seguro para um dos meus cães. Achei o aumento estranho e pedi esclarecimentos. A resposta chegou e pode ser vista aqui:




A resposta da Ocidental é extraordinariamente esclarecedora. Vejamos...

1 - A Ocidental não sabe, claramente, o que está a fazer. Ao identificar dois "Animais/anuidades", erra. E não erra por mim, porque quer na "compra" do seguro quer em todos os pedidos de reembolso, a identificação foi sempre completa e referiu-se sempre ao mesmo animal. O que acontece é que a Joaninha aqui identificada já estava registada como "Marilu" pelo criador (sim, esta simpática cocker foi comprada) e, para efeitos legais, foi sempre identificada com os dois nomes, o primeiro com afixo e como está no LOP, e o segundo como nome que se lhe adequa e pelo qual dá. Estranhamente, a Ocidental contabiliza dois animais. Que falta de profissionalismo!

2 - Em segundo lugar, as contas. A Ocidental "queixa-se" de que a Joaninha lhe custou, em cinco anos, 483,97€. E até poderia ter custado mais se não houvesse uma franquia de 25€, que não se aplica nas consultas, que têm um preço inferior. Mas, por exemplo, em 2016 já não teve (até agora) que gastar nada. Vendo isto, poderia pensar-se que eu não lhes dei nada. Mas dei. O seguro custou-me anualmente 118,18€. Portanto, ao pagar nestes cinco anos 550,81€ à Ocidental, a seguradora ainda lucrou 66,84€. Recordando: a seguradora quis passar o valor anual do seguro de 118,81€ para 270,91€.

3 - Poderá haver quem argumente que as despesas da seguradora não se referem só aos actos clínicos. A Ocidental entregou a gestão da coisa a uma empresa de que já aqui falei e alguma coisa lhes há de ter pago e aos veterinários que, alegadamente, trabalham para ela. Mas talvez tenha sido dinheiro deitado à rua: a mesma empresa, como já contei, exigiu-me um exame clínico que a Joaninha nunca tinha feito e de que nunca apresentei factura, relatório clínico ou pedido de reembolso. E também deixou extraviar originais e trocou as pernas na interpretação de um relatório médico. Não me parece que a Ocidental tenha sido beneficiada. Mas talvez nem se importe.

O resultado disto foi o mais óbvio: anulei a apólice. E reprimo a vontade de os mandar ir roubar para a estrada. Porque seria, obviamente, uma indelicadeza.



Seguros para animais:
um beco sem saída


Tendo a Joaninha ficado sem seguro e com a segunda (Elsa, não comprada mas adotada e a que também aqui me referi) ainda sem seguro, comecei a procurar uma alternativa. Mas o certo é que, nas condições que quero, não há. Aliás, coincidentemente, a "Proteste" (a revista da Deco) também se refere ao assunto no seu mais recente número.
A totalidade dos seguros que encontrei (e os que são citados pela "Proteste") remete a assistência aos animais para a sua própria rede de prestadores, ou seja, clínicas veterinárias (e outros serviços) que têm um qualquer tipo de contrato com as seguradoras e que fazem preços mais baixos aos beneficiários dos seguros. Ou seja, não é possível escolher um serviço e pedir o reembolso.
E se não ponho em dúvida a capacidade, a dedicação, os conhecimentos e o saber-fazer dos médicos veterinários, em geral, o certo é que quero manter os meus cães nas boas mãos em que estão. E a clínica onde são assistidos (a Clínica Veterinária de São Martinho do Porto) não está em nenhuma rede de prestadores.
Portanto, um seguro desses não me serve nestas circunstâncias. Mesmo que tudo possa sair-me mais caro.
De qualquer modo, isto faz-me pensar que as seguradoras não estão interessadas em explorar esta área de negócio. Talvez por quem nelas manda não ter a noção de qual deve ser a atitude correcta a ter perante os animais de companhia. Ou nem sequer gostar de cães e/ou de gatos. Eles, se calhar como os próprios segurados humanos, são uma maçada e um obstáculo na acumulação de lucros.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Como com árvores e bolos se enganam os tolos...


... ou como uma árvore (de Natal) esconde a floresta (de asneiras) da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.




1.ª página (em parte) do "Jornal das Caldas", edição de 23.11.16

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ler jornais já não é saber mais (4): as dívidas da Imprensa


Uma imprensa endividada, em crise e com menos leitores e menos publicidade, não pode ser livre se as administrações, as direções e os seus redactores estiverem dependentes de quem comprou, ou vai comprar, ou financiar, um órgão de comunicação social. (Notícia completa aqui.)


Capa do "i", 22.011.16

13 anos

Pessoa amiga abriu-me há poucas semanas a porta da sua colecção de vinhos antigos e, de vários, houve esta revelação: um tinto de 2003 da Adega Cooperativa de Dois Portos (Torres Vedras), feito só com a casta Aragonez.
Foi uma revelação e uma surpresa: apesar dos seus 13 anos, este tinto monocasta (Monte Judeu) estava quase perfeito.
Aberta agora uma segunda garrafa, confirmei o seu fulgor que, no entanto, já não conseguiu sobreviver nas 24 horas seguintes à abertura da garrafa.
Os vinhos do Oeste não são conhecidos pela sua longevidade mas este mostrou que podia competir com outros rivais (e vencer).
Consultado o respectivo site e feito um telefonema para Dois Portos, fiquei saber que este monocasta já só existe na versão da colheita de 2005 e que, fora da sua sede, a adega de Dois Portos só vende em Lisboa e na Amadora.
Se Monte Judeu não é caso isolado, a Adega Cooperativa de Dois Portos bem precisava de se valorizar...




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

E se fossem para o ícone da mãe?

Uma das palavras da moda dos nossos dias é o "icónico".
Vem do inglês (será que toda esta gente lê inglês a este ponto?) "iconic", relativo a ícone e está a substituir palavras já bem integradas na língua portuguesa como "simbólico", "exemplar" ou "característico".
Não tenho nada contra esta tipo de importação mal digerida, ou de se dar ares, de muitas palavras estrangeiras. Certas importações justificam-se, outras podem ser variantes e outras até podem vir a colmatar a falta de sinónimos em português.
O que irrita, porém, é o excesso de uso: tudo é "icónico", tudo é "ícone", tudo é moda, final.
Só dá vontade de mandar esta gente para... o ícone da mãe deles. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Porque não gosto dos CTT (107): e continua...






Depois de uma semana sem entrega de correspondência, chegaram-me ontem (dia 15):

- com data de envio de  28 de Outubro: correspondência de uma empresa seguradora (18 dias de atraso!);
- com data de envio de 31 de Outubro: correspondência de uma associação privada de solidariedade social situada em Caldas da Rainha, a cerca de 10 quilómetros), de um banco e da Via Verde;
- com data de expedição de 1 de Novembro: correspondência de uma seguradora;
- com data de envio de 2 de Novembro: correspondência de uma entidade financeira;
- com data de envio de 3 de Novembro: correspondência de uma empresa seguradora;
- com data de envio de 8 de Novembro: correspondência de uma editora.

Ontem, também, chegou uma carta registada. Estranhamente (seria por estar de posse de mais correspondência que testemunhava os atrasos sistemáticos da empresa CTT?), o carteiro nem tocou. Ou seria uma espécie de castigo pelo que eu aqui tenho escrito?