domingo, 31 de dezembro de 2017

Notas de prova



Catapereiro - Branco 2015 - Vinho Regional Tejo
Fernão Pires, Vital e Verdelho
12,5% vol.
Companhia das Lezírias (Samora Correia)
Bom

Notas de prova


Morgado de Silgueiros Touriga Nacional - Tinto 2014 - DOC Dão
Touriga Nacional
13% vol.
Adega Cooperativa de Silgueiros (Silgueiros)
Interessante

Notas de prova


Adega de Mangualde - Tinto 2013 - DOC Dão
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen
13% vol.
Adega Cooperativa de Mangualde - Mangualde
Bom!

Notas de prova




Rio Real - Tinto 2015 - DOC Douro
Touriga Franca, Tinta Barroca e Touriga Nacional
13% vol.
Parras Vinhos - Vilar (Cadaval)
Bom!


Notas de prova



Calheiros Cruz - Tinto 2014 - DOC Douro
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
14% vol.
José Carlos de Morais C. Cruz & C.ª Lda - Canelas (Peso da Régua)
Bom!
(Bebido no restaurante Naco na Pedra)

sábado, 30 de dezembro de 2017

Porque não gosto dos CTT (123): há 2 semanas sem correspondência

O "serviço público" é um gozo, as greves só atingem os clientes (ou seja, nós), os dias antes e depois das greves são de descanso, não se trabalha entre o Natal e o Ano Novo. Os jornais regionais bem podem esperar.
A correspondência pode desaparecer à vontade, ser destruída, ficar a apodrecer em qualquer canto.
A vingançazinha pessoal está ao alcance de todos e fica completamente impune.
Isto tudo é "serviço público". Já era e continua a ser.
Enquanto a coisa não mudar a sério (a começar pelo pessoal), nada se pode fazer.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Porque não gosto dos CTT (122): lixo





O "Jornal das Caldas" que saiu no passado dia 20 de Dezembro chegou hoje à minha caixa do correio mas o que saiu ontem ainda não chegou. A "Gazeta das Caldas" que saiu no passado dia 22 também chegou hoje.
Na semana passada interessavam-me e é por isso que os assino. Esta semana já não me interessam, estão desactualizados. Esta semana não passam de lixo. Não vão para a lareira porque nem os vou desembrulhar.
A liberdade de imprensa é tratada assim pela empresa CTT. Não sei que se quem faz os dois jornais se importa muito. Têm as assinaturas vendidas, que interessa que chegue ou não chegue.
E quem lá escreve importar-se-á muito de ficar sem ser lido? Talvez não.
Estão todos bem uns para os outros.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Notas de prova



Quinta do Pouchão - Tinto 2011 - Vinho Regional Tejo
Castelão, Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon
14,5% vol.
Sociedade Agrícola Ouro Vegetal - Alferrarede (Abrantes)
Muito bom.
(Bebido no restaurante Naco na Pedra)

Notas de prova


Quinta da Fata  Tinto Touriga Nacional, Grande Reserva 2014 — DOC Dão
Touriga Nacional
13% vol.
Quinta da Fata - Vilar Seco (Nelas)

Magnífico

Porque não gosto dos CTT (121): há 7 dias ("úteis") sem correspondência

Fazendo as contas: não houve distribuição de correspondência nos dias 18, 19, 20, 21 e 22 (sendo estes dois de greve... contra os clientes); não houve distribuição no dia 26 nem hoje, dia 27.
Isto é o "serviço público" dos trabalhadores e dos sindicatos da empresa CTT.
Serviço público que mata, não o esqueçamos, a imprensa regional e que é contra a liberdade de imprensa. Pois para que servem os jornais de há uma semana?

Filho da puta

O cãozinho é magro.
Comida, parece-me, não lhe dão a suficiente. E água? Hoje, a acompanhar-nos (tipo menino da rua) no passeio da tarde, bebeu sofregamente água de uma poça. Água e lama, mais precisamente.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Porque não gosto dos CTT (120): uma greve contra a liberdade de imprensa

Na semana passada, na segunda, terça e quarta-feira, não houve distribuição de correspondência. Não é invulgar. Mas havia correio para ser entregue. Na quinta e na sexta-feira, lá fizeram a greve que (nunca é demais repeti-lo) é uma greve contra nós todos, os clientes à força e sem alternativa desta grotesca versão de "serviço público".
O resultado foi que os dois semanários regionais do concelho não chegara. Nem a mim nem a todos os restantes assinantes.
Ontem, segunda-feira, foi feriado. Hoje, parece (mas é sempre incerto o que é uma) que já não há greve. Mas correspondência nada. Nem os jornais. Os que poderão chegar um dia destes serão os da semana, talvez com os desta semana. E são irrelevantes.
Isto significa, em termos práticos, que a imprensa regional, que já de si sofre dificuldades diversas, tem na empresa CTT, de alto a baixo (incluindo os seus sindicalistas), um outro carrasco. É uma vítima, não, repito, da privatização. Mas sim do poder dos sindicatos e da incapacidade das administrações.
Não gostam da liberdade de imprensa, e matá-la-ão assim que o puderem fazer.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Natal, Caldas da Rainha, 2017

No centro da capital do concelho montaram uma árvore de Natal que suscita um maravilhamento que me é alheio.
No interior do concelho, a realidade é outra, e vejo-a todos os dias: o desleixo, as estruturas degradadas, o desprezo da elite citadina e da sua corte, a sordidez terceiro-mundista.
Isto é o Natal em Caldas da Rainha em 2017.
Gostam, é?




domingo, 24 de dezembro de 2017

Porque não gosto dos CTT (119): a origem do mal

Há uma opinião publicada que despertou agora para os males da empresa CTT. E fazem-no por ignorância, tolice, Maria-vai-as-outras, preconceito ou ideologia ou tudo junto.
É o caso de Miguel Sousa Tavares que, neste caso ("Expresso", 23.12.17), parte de uma situação obviamente prejudicial que, no entanto, não tem a ver com a privatização da empresa. 


Isto é vulgar no interior do País (a opinião publicada não o conhece, verdadeiramente). E, neste concelho onde resido (Caldas da Rainha), isto acontece há, pelo menos, desde que eu para cá vim, já há dez anos. Antes da privatização.
O problema da empresa CTT, do Estado ou privada, é um problema simples: o poder dos sindicatos. Já o tinham antes e mantiveram-no. Dominam como querem a distribuição e o atendimento. E, note-se, não reclamam de baixos salários. Talvez seja por isso que fazem tantas greves, com a maior despreocupação. 
As suas greves não são contra o seu patronato, público ou privado. São contra o público, contra nós todos, que não temos alternativa e que estamos sem correspondência dias a fio, e com regimes de atendimento que são realmente escandalosos. O "serviço público" que apregoam é uma treta, um embuste, uma merda. 

Filho da puta

Não há Natal para o pequeno cão, reduzido a um incómodo em movimento. Como o sapo de louça que habita num relvado parolo, o cão é ignorado. Fica sozinho, entregue a si próprio. Como sempre. Têm-no porquê? Não é por gostarem dele.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Encoire du Noir!: "Mort sur le Tage" merece ser lido


Mais uma boa crítica a "Mort sur le Tage", no blogue Encore du Noir!, que pode ser lido na íntegra aqui:


Mort sur le Tage, on l’aura compris, n’est pas un whodunit. Pas question ici de chercher les coupables du crime, ni même la victime ; nous les connaissons depuis le début. La question est plutôt de savoir si et comment les assassins vont tomber et quel rôle jouera précisément Oulianov dans cette éventuelle chute.
Surtout, cette traque doublée des efforts des deux frères pour effacer leurs traces et ne rien laisser deviner de leurs exactions à leur père, est l’occasion pour Pedro Garcia Rosado, de montrer l’envers du décor de la capitale portugaise. Le monde des immigrants d’Europe de l’Est exploités, celui des nantis et de leurs formidables capacités de corruption d’une administration peu regardante, celui aussi d’une ville souterraine que ses habitants ignorent, comme une métaphore d’un passé enfoui que les caprices du fleuve font cependant parfois ressurgir de force.
C’est là, plus que dans une intrigue linéaire, bien menée mais sans grandes surprises, que réside le grand intérêt de Mort sur le Tage, et aussi dans la façon dont Pedro Garcia Rosado s’emploie, d’Oulianov aux frères Teles, en passant par l’inspecteur Moura et son temps de retard qu’il ne parvient jamais à rattraper, à camper des personnages complexes, tiraillés entre leurs pulsions et leur raison, écrasés parfois tout simplement par ce qu’ils sont ou ce que leurs vies ont fait d’eux.


"Mort sur le Tage": a edição francesa de "Ulianov e o Diabo", "chez" Chandeigne



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Notas de prova


Quinta da Fata  Tinto 2015 — DOC Dão
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro
13% vol.
Quinta da Fata - Vilar Seco (Nelas)
Muito bom!

Notas de prova


Castelo do Sulco  Tinto 2016 — Regional Lisboa
Syrah, Touriga Nacional e Petit Verdot
Quinta do Gradil - Cadaval 
13% vol.
Bom!

Notas de prova


Herdade do Peso  Tinto 2011 — DOC Alentejo
Aragonês, Alfrocheiro, Alicante Bouschet 
Sogrape 
14,5% vol.
Muito bom.

Filho da puta




Não, coitado é do cão!

Comic-Con tuga

Que haja uma, cem, mil ou 10 mil pessoas a desembolsarem 21€ por dia para irem a uma feira de "props", onde podem ver personalidades de segunda ou terceira linha, é lá com elas.
O que ainda não deixa de me surpreender é o fascínio de uma imprensa provinciana, inculta e ignorante por uma coisa que não tem, nem pode ter (por falta de "guito" e de relevância do País), a dimensão que tem nos EUA ou em Inglaterra.
Não lhe atribuindo essa importância, só lhe dei maior atenção este ano por ter sido simpaticamente convidado para lá ir ao que seria um "painel". A simpatia do convite não foi, depois, acompanhada por uma demonstração convincente de profissionalismo por parte da organização e eu não fui. Não fiquei nada arrependido. 

"Mort sur le Tage": "soberbo"



Foi esta a fotografia, perfeita e exacta, escolhida pela publicação on line Quatre Sans Quatre para a sua crítica, excelente, ao meu "Mort sur le Tage". Que até inclui uma canção sugerida.
Neste texto, que pode ser lido aqui na íntegra, escreve-se:

Pedro Garcia Rosado anime avec force ses personnages, il les fait glisser sur une pente fortement savonnée depuis le début. Depuis bien avant le commencement du roman, depuis presque les premiers cris des deux frères et les premiers pas d’Oulianov et d’Irina. Il décrit minutieusement les rouages de la machinerie mise en place par l’absence de conséquences du crime primitif, le sentiment d’impunité de deux oisifs, pas très malins, sûrs de leur impunité et de leur intelligence d’un côté, et la chute de l’URSS, la fin des idéologies traçant les frontières entre le bien et le mal, la déshérence du soldat d’élite entraînant sa soeur dans un ailleurs meilleur…
Alliances, trahisons, mensonges, manipulations, bévues, coups de théâtre, rien ne sera épargné aux protagonistes de ce superbe roman passionnant de bout en bout, l’analyse psychologique n’altère pas le rythme et l’action, le suspense n’empêche pas Rosado d’aller au plus intime de ses personnages.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Ana

Também conheço uma Ana tipo tempestade do IPMA.
Só é pena que não emita os avisos coloridos quando tem os seus assomos birrentos. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Filho da puta

Metido num canto do pátio, com as rajadas de vento a atirarem a chuva em todas as direcções, o cãozinho fica sempre fora de casa.
Que interessa se tem medo, porque nunca teve ninguém a transmitir-lhe a segurança de que precisava? 
Mas até pode ser que o filho da puta tenha reforçado a dose de produto (farmacêutico?) que faz o cãozinho ficar imóvel, morto para o mundo (e para o filho da puta, talvez, que descanso que é...), durante a noite toda e até ao final da tarde do dia seguinte.
Talvez fique acompanhado, embora apenas por memórias que nenhum ser humano poderá decifrar e que talvez sejam de quando estava, com os irmãos, junto ao corpo quente e tranquilizador da mãe.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Filho da puta


O ser vivo de que ele é "dono" não tem um ambiente de escuridão, ou de penumbra, para dormir de noite.
No seu horizonte de visão está sujeito a luzes feéricas, de várias cores, que se vão acendendo e apagando sempre.
Por cima da cabeça também tem luzes que piscam, nomeadamente uma, muita forte, que também se acende e se apaga.
É uma tortura, reiterada, quotidiana, exercida com a maior das crueldades.
Faz-me lembrar as "experiências" dos médicos nazis nos campos de concentração.




quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Filho da puta

«o pequeno
filho da puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho da puta.
no entanto,
o pequeno filho da puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho da puta.
(...)
o pequeno filho da puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho da puta:
o pequeno filho da puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho da puta.»

Alberto Pimenta, "Discurso sobre o Filho-da-Puta", 1977

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

"Mort sur le Tage": "a descoberta do ano"


Os leitores da livraria Page et Plume, de Limoges, gostaram do meu "Mort sur le Tage" que foi declarado "a descoberta do ano".
Não posso deixar de estar grato à editora Chandeigne, de Paris, que em boa hora, e por sua própria iniciativa, ressuscitou com esta tradução o meu primeiro "Ulianov" ("Ulianov e o Diabo". Com sorte, talvez possamos ir mais longe.

Filho da puta

O cão, pequeno e magro, não tem direito a entrar em casa.
Parece que esteve doente e o certo é que agora passa grande parte do dia (e nem se ouve à noite) a dormir, como se estivesse anestesiado. Talvez por isso passou de uma espécie de anexo para a beira da porta de entrada. Mas sempre ao relento, em noites alumiadas por luzes diversas e agora por iluminações foleiras de Natal, de dezenas de lâmpadas intermitentes, num canto onde nunca fica suficientemente escuro para o descanso nocturno.
O gajo que é "dono" veio cá fora, há pouco, para ir buscar lenha para se aquecer, e à mulher. Por duas vezes. Nem um olhar deitou para o cão, ou para o sítio onde ele possa estar.
No exterior devem estar 3 ou 4 graus.


*

Os meus cães dormem, à noite, dentro de casa. Têm plena liberdade de circulação entre o exterior (com vedação) da propriedade e o interior da casa durante o dia. (E nunca andam por fora, quando há circulação de carros no exterior.) É como se sentem melhor.
E as casas limpam-se, mesmo quando não se tem criada três ou quatro vezes por semana.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Notas de prova


Quinta do Penedo - Tinto 2012 - DOC Dão
Touriga Nacional (70%) e Alfrocheiro (30%)
Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias (Mealhada)
12% vol.
(Bebido no restaurante Naco na Pedra)
Bom!

CTT, "Jornal das Caldas" - quem faz pior?

O "Jornal das Caldas", um dos dois semanários de Caldas da Rainha, sai à quarta-feira. Houve uma altura em que chegava aos assinantes nesse mesmo dia. 
Quando deixou de chegar, telefonei a perguntar o que se passava. Responderam-me, despreocupadamente, que já tinham cor e que por isso o jornal só chegaria aos assinantes à quinta-feira. 
Na semana passada, não chegou na quinta-feira. Sexta-feira foi feriado. Sábado e domingo, pois. E chegou hoje.
Cinco dias depois? Foi embrulhado, como veio, directamente para o lixo.



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Notas de prova


Pioneiro  Tinto 2015 — Regional Península de Setúbal
Castelão, Aragonês e Syrah
Venâncio da Costa Lima, Quinta do Anjo — Intermarché 
13,5% vol.
Muito bom. 

Notas de prova

Vinhas da Rainha  Tinto 2013 — Regional Península de Setúbal
Castelão e Aragonês
Venâncio da Costa Lima, Quinta do Anjo — Intermarché 
13,5% vol.
Muito bom.

Notas de prova



Mundus - Tinto Reserva 2013 - Vinho Regional Lisboa
Aragonez (80%) e Castelão (20%)
Adega Cooperativa da Vermelha
13% vol.
Bom.

Notas de prova

Alteza - Tinto 2014 - Vinho Regional Lisboa
Alfrocheiro, Castelão e Touriga Franca
Casa Santos Lima, Companhia das Vinhas, Quinta da Boavista (Merceana)
13% vol.
Bom.

Notas de prova



Eloquente - Tinto 2014 - DOC Dão - Colheita Selecionada"
Sem indicação de castas
UDACA (Viseu)
13% vol.
Desinteressante.


sábado, 25 de novembro de 2017

"The Walking Dead" às avessas

Quando morrem, eles são todos bonzinhos, pessoas que afinal eram anjos ou santos na vida real sem que ninguém, nem as vítimas das suas pequenas e médias filhas-da-putices, tenha reparado em tão excelsos atributos. São zombies invertidos.
É uma filosofia de vida bem portuguesa que (como agora se diz) "harmoniza bem" com a cobardia nacional.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Sobre "Mort sur le Tage"

Um texto muito bonito sobre "Mort sur le Tage", a edição francesa de "Ulianov e o Diabo".


Da autoria de Veneranda Paladino no jornal "Les Dernières Nouvelles d'Alsace"

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sua Majestade o Conde de Vilar Seco!


Não os conhecendo a todos, admito que possa haver no mercado português vinho tinto melhor do que este.
Mas eu, que já tive o privilégio de o beber há oito meses, digo que nunca encontrei nenhum tão bom: eis o Conde de Vilar Seco Touriga Nacional, 2010, Garrafeira, da Quinta da Fata.



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tempus fugit



Gostava de escrever pormenorizadamente sobre "The Deuce" (a série de TV em que David Simon regressa às ruas, recuperando o espírito da magnífica "The Wire").
Gostava de escrever sobre a mais recente temporada da série "Ray Donovan", com dois grandes actores em grande forma: Liev Schreiber e Jon Voight.
Gostava de escrever sobre "Stalin: The Court of the Red Tsar", que estou a ler.
Gostava de escrever sobre um cãozinho chamado Filipe e que perdeu toda a alegria de viver às mãos de donos que não o merecem. 
Gostava de escrever sobre o estado de abandono a que esta zona interior do concelho de Caldas da Rainha continua votada, apesar das promessas (imbecis, não há outra palavra) dos candidatos autárquicos de "embelezamento".
Gostava de escrever sobre o biltre psicopata que nos governa e sobre as "boas almas" dessa espécie de "esquerda" que alegremente se prostituiu ao PS e sobre o silêncio tão estranho de algumas pessoas, que conheço e que sempre julguei mais inteligentes e menos sectárias.
E sobre outras coisas. Mas por enquanto ainda não.
Estou nesta altura a cumprir em regime intensivo o meu ofício de tradutor o monumental "The Story of the Jews - Belonging", do historiador Simon Schama. Já aqui me referi ao primeiro volume desta sua extraordinária obra ("Encontrar as Palavras"), que também tive o enorme prazer de traduzir. Com cerca de 800 páginas e um prazo desafiador, é um empreendimento que me reduz o tempo de que disponho para, por exemplo, vir aqui.
Haverá quem respire de alívio, haverá quem espere mais. Mantenho uma intervenção esporádica no Facebook mas, por aqui e até Janeiro, haverá menos textos. 
Até lá... Bem, leiam "A História dos Judeus - Encontrar as Palavras", ed. Temas e Debates. É muito bom. E este é melhor!


O segundo andamento da "História dos Judeus"

domingo, 12 de novembro de 2017

Atentas...




Notas de prova


Cortém - Tinto 2012 - Vinho Regional Lisboa
Touriga Nacional e Jaen
Vinhos Cortém - Christopher Price (Vidais, Caldas da Rainha)
13,5% vol.
(Bebido no restaurante Naco na Pedra)
Bom!

Notas de prova


Quinta do Escudial - Tinto 2010 Reserva - DOC Dão 
Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen
Quinta do Escudial (Vodra, Seia) 
14% vol.
Muito bom.

Notas de prova


Visconde de Garcês - Tinto 2013 - DOC Douro 
Tinta Roriz e Touriga Franca
Sociedade Agrícola Casa de Vila Nova (Castelões, Penafiel)
13,5% vol.
Bom!

Ler jornais já não é saber mais (33): os títulos







Há títulos, nos jornais que hoje se publicam, que parecem ser feitos por quem não sabe ler. O de cima é do "i" e o de baixo do "JN".
A alternativa, mais clara e mais concisa, ao primeiro seria "Vai ser lida hoje sentença do processo que acusa Carrilho". Quanto ao segundo, "coloca" (três sílabas) é uma estupidez da moda que substitui o mais direto e mais fácil "põe". Aliás, em português, costuma dizer-se "pôr fim" e não "colocar fim"...
E mais:









segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Kevin Spacey, que descanse em paz



"House of Cards" (TV), 2013 - 2017 (?)

Kevin Spacey (1959 - ), actor extraordinário de filmes extraordinários e de uma série extraordinária, morreu para a indústria do entretenimento norte-americana, na nova febre dos ajustes de contas de cariz sexual, onde ao Estado de Direito e às suas leis se sobrepõe a publicitação do que aconteceu, do que não aconteceu, do que pode ter acontecido, do que pode ter sido visto como tendo acontecido, no ano passado, há vinte anos, há quarenta, fosse quando fosse, no meio de gente cobarde e sem préstimo. 
"House of Cards" acabou, o seu mais recente filme fica na prateleira. É como se o actor tivesse deixado de existir.


"Os Suspeitos do Costume"; de Bryan Singer (1995)

"Beleza Americana", de Sam Mendes (1999)

"L.A. Confidential", de Curtis Hanson (1997)

"Seven - 7 Pecados Mortais", de David Fincher (1995)










domingo, 5 de novembro de 2017

Livro de reclamações

É só imprimir, preencher, digitalizar e enviar. Estejam à vontade.



Retirado, com a devida vénia, do mural do Facebook do grupo IRA - Intervenção e Resgate Animal



quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Tinha




Traduzir ficção, qualquer pessoa o faz. Não-ficção é que é o cabo dos trabalhos.
E é também por isso que eu cada vez mais gosto de traduzir não-ficção.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Psicopatia?


Uma pessoa normal, com a responsabilidade (política) da morte de 110 pessoas em incêndios em que o Estado, que gere, falhou, nunca se faria entrevistar num cenário deste: um quartel de bombeiros que parece uma representação de estúdio, com ferramentas de trabalho espalhadas pelo chão em primeiro plano, tipo adereços.
Um dia perceber-se-á melhor. 



terça-feira, 31 de outubro de 2017

Ainda a "campanha negra"...


Lembram-se deste vídeo, nos tempos heroicos do Telejornal da TVI que era apresentado por Manuela Moura Guedes? Era o elo mais directo que unia o "caso Freeport" a J. Sócrates, sendo o receptor do dinheiro o primo. O "Sol" explicou no sábado passado como a divulgação do vídeo tornou "tóxico" o primo e levou o "engenheiro" a recorrer a C. Santos Silva.
Convém recordar isto, porque há muita gente com amnésias estranhas.




O "Sol" (sem link) explica...


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Notas de prova


D. Manuel I - Tinto 2015 Reserva - DOC Beira Interior 
Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional
Adega Cooperativa de Pinhel (Pinhel)
14% vol.
Bom

Notas de prova


    Ruy - Tinto 2015 - DOC Dão
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro
Casa de Vilar de Ordem (Povolide)
13,5% vol.
Bom!

Notas de prova


Porta do Fontelo - Tinto 2014 - DOC Dão
Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen
UDACA (Viseu)
13,5% vol.
Medíocre



Bombeiros de São Martinho, perigo de incêndio... e lixo




No passado dia 22, precisamente uma semana depois do grande incêndio que atingiu aqui a Serra do Bouro, os Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto, organizaram um "Passeio de BTT" na região.
As fitas de plástico que servem, parece-me, para delimitar o percurso ainda cá estão, penduradas na vegetação.
É hábito, aliás: são postas pelos activistas dos BTTs mas depois... devem ficar todos demasiado cansados para as recolherem.
Embora me pareça óbvio, nunca é demais dizer o seguinte: as fitas são de plástico, ardem facilmente e, penduradas ou caídas, são lixo, que se acumula, que emporcalha, que desfeia.
E, neste caso, aqui estão, deixadas pelas mesmas mãos que, suponho, também apagam fogos...



É lindo, não é?...



sábado, 28 de outubro de 2017

Droga, loucura e morte


Julgo que já terá havido algumas referências ao uso de drogas no III Reich mas, se houve, nada terá sido como exaustivo como "Delírio Total".
O seu autor, o jornalista alemão Norman Ohler, partiu de uma ideia que daria uma boa história ficcional para uma investigação aprofundada que o levou a arquivos estatais, sobretudo na Alemanha.
O que desse seu trabalho resultou foi um retrato rigoroso de uma faceta menos conhecida dessa época alemã: o modo como as drogas artificiais foram sendo "descobertas" pela sociedade para depois serem aperfeiçoadas e trabalhadas em laboratório, já sob controlo militar, para uso pelas forças armadas na Segunda Guerra Mundial e, muito em especial, pelo próprio Hitler.
O uso generalizado dos estimulantes químicos no início da ofensiva militar encabeçada pelos blindados, a descrição das experiências nos campos de concentração, a sua aplicação pela marinha já no final da guerra e a horrenda degradação de Hitler, às mãos do seu médico pessoal (que ampliou a loucura de Hitler pelo uso das mais extravagantes substâncias) são páginas inesquecíveis deste livro e a sua descrição da degradação mental e física do Führer não se recomenda aos mais impressionáveis.
Revelando e explicando o uso de drogas na Alemanha nazi, Norman Ohler acrescenta à tenebrosa loucura dos nazis um elemento adicional que nada desculpa: um estado de absoluto delírio em que um ditador e a sua corte mergulharem, em todos os domínios possíveis, na maior abjecção que imaginar se possa.
"Delírio Toral" é uma tradução minha, do alemão, para a Vogais (editora 20|20).